sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Brasilândia visita assentamento em Promissão (SP)

Lideranças de movimentos sociais, comunidades eclesiais de base e educadores populares da Região Brasilândia visitaram, nos dias dois e três de novembro, o “Assentamento de Promissão”, na cidade de mesmo nome, na região noroeste do estado de São Paulo. No local habitam mais de duas mil famílias.

Os visitantes foram acolhidos na comunidade padre Josino Tavares, localizada na Agrovila Campinas. Lá conheceram a história do “Grupo de Campinas”, famílias que saíram da periferia da cidade de Campinas na década de 1980 e construíram os primeiros assentamentos em Promissão.

Durante a visita, a delegação da Brasilândia participou da festa de 21 anos do assentamento. Café da manhã e almoço comunitário, danças e comidas típicas, bingo solidário e uma visita às águas limpas do rio Tietê marcaram o roteiro de viagem.

Houve dois importantes momentos de celebração religiosa: no sábado, a missa de batizado das crianças do Assentamento; e no domingo, missa solene de comemoração dos 21 anos do local, seguida de procissão até a igreja da comunidade padre Josino Tavares. Na oportunidade também se realizou a crisma de 20 jovens nascidos no assentamento.

sábado, 8 de novembro de 2008

10º Plano Pastoral enfoca a ação missionária

Membros das Comissões de Pastorais e assessores das comissões de estudos e encaminhamentos da Região Episcopal Brasilândia conheceram no sábado, 1º de novembro, o 10º Plano de Pastoral da Arquidiocese. A apresentação foi feita na paróquia Santa Cruz da Itaberaba, pelo monsenhor Tarcísio Loro, secretario executivo do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral.

O monsenhor destacou que o plano contempla diversas instâncias pastorais e tem por objetivo fortalecer a ação missionária da igreja, como uma retomada da prática de Jesus. O plano tem como alicerce o documento do Vaticano II “Evangeluium Nunciandi”, carta que fala da missão cristã. Segundo o religioso, essa dimensão missionária já tem sido praticada pelo Regional Sul 1 e por toda a CNBB.

Para monsenhor Tarcísio Loro, o plano não pretende engessar a criatividade missionária, mas levar as comunidades e os católicos a avaliar as ações missionárias que realizam. “Todos são convocados pelo batismo a ser missionários. Missionário é aquele que se desloca, vai ao encontro do outro; ou a Igreja é missionária ou não é de Jesus Cristo”, enfatizou o secretário executivo do Secretariado Arquidiocesano Pastoral.

Apresentação gera questionamentos
Na apresentação do 10º Plano de Pastoral da Arquidiocese, os participantes tiveram pouco espaço para fazer perguntas ao monsenhor Tarcísio Loro. Segundo o assessor da Comissão das Pastorais Sociais, pe.Cilto José Rosembach, a exposição do plano “deixa no ar” alguns questionamentos:

*Como sair em missão se não se conhece o outro a quem se dever ir?
*Como fica a liturgia inculturada?
*Questões como saúde, educação, organização popular, pastorais sociais, drogas, violência, cadeia, não são enfatizadas pelo plano?
*Quais as questões que perpassam todas as pastorais?
*Quais são as múltiplas faces da Igreja de São Paulo?
*É o momento de se pensar uma nova eclesiogênese?
*Parece que o plano é contraditório, de um lado motiva para a missão, mas na hora da ação sugere serviços que fortalecem a pastoral da manutenção?

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