sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Paróquia Mãe Rainha incentiva padaria comunitária

Por Juçara Terezinha Zottis, jornalista e integrante da Pascom Brasilândia

Com objetivo de proporcionar trabalho e renda, um grupo de mulheres mantém o projeto de uma padaria comunitária que funciona no espaço da Igreja Nossa Senhora Mãe e Rainha, do Jardim Panamericano, setor Jaraguá.

O projeto da padaria é fruto da experiência de um grupo de mulheres que durante algum tempo desenvolveu um trabalho de coleta de materiais para reciclagem no pátio da Igreja, mas devido à falta de espaço físico adequado, o projeto teve que parar. Ainda animadas, as participantes decidiram criar o projeto da padaria, que se transformou em realidade graças ao apoio da comunidade e do padre Vladimir Anselmo Silva.

As mulheres do grupo possuem muitas coisas em comum: idades entre 30 á 65 anos, a maioria está desempregada, são donas de casa e algumas, com problemas de saúde, não conseguem colocação no mercado de trabalho formal. Todas participam de alguma atividade na comunidade: Pastoral da Criança, Dizimo, da Saúde, da Terceira Idade, outras no Ministério da Música.

“Hoje somos 13 mulheres que atuam na padaria e a organização dos trabalhos é feita conforme a vocação de cada uma. Ou seja, quem tem o dom para a venda, fica nas vendas, quem tem jeito para a produção fica na produção. Na produção são quatro mulheres, que iniciam as atividades às 7h da manhã, até 13h. A equipe de venda é composta por sete mulheres, que atuam das 13h às 17h. Além disso, há duas integrantes que auxiliam na cozinha e garantem a limpeza do espaço”, conta emocionada Célia Cristina, da equipe de produção.

O grupo trabalha duas vezes por semana. Mas há demanda para mais dias. O desafio é conseguir um transporte para auxiliar nas vendas. “Temos capacidade para produzir quatro vezes mais o que esta sendo produzido, mas a dificuldade está na entrega. Hoje tudo é feito a pé. Quando chove ou faz sol muito quente, as vendas ficam prejudicadas. O projeto tem como proposta ter pontos fixos de vendas nas comunidades. Muita gente solicita, liga querendo os nossos Pães e Bolos, mas somos obrigadas a recusar os pedidos por que não temos condições de fazer as entregas”, lamenta Célia. O projeto é também um espaço de terapia ocupacional. “Quando alguém está com alguma dificuldade seja de saúde ou familiar, aqui é o lugar do desabafo, é um espaço de terapia”, comenta Quitéria Lopes.

O projeto padaria está aberto para novos parceiros e aceita encomenda de pães. Outras informações com Célia Cristina pelo telefone 3942-6718.

Veja fotos do Projeto Padaria na paróquia N. Sra Mãe e Rainha.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Romaria a pé une forças ao Grito dos Excluídos

Por Karla Maria Souza, integrante da Pascom e da equipe de comunicação da CEBs na Região Brasilândia

A CEBs – Comunidades Eclesiais de Base da Região Episcopal Brasilândia, junto à Diocese de Santo André, realiza nos dias 5, 6 e 7 de setembro a Romaria a Pé. Em sua 12° edição, a romaria caminha pelos bairros da periferia até o centro de São Paulo, denunciando as injustiças que seu povo vive e se organizando para a garantia dos direitos já conquistados.


A Romaria a Pé começa no sábado (05/09), às 8h da manhã, e parte da Comunidade Deus Pai dos Humildes, que fica em Perus. Ao longo do dia, os romeiros, cerca de 120 pessoas, passarão pelas comunidades Nossa Senhora Aurora (Jaraguá), Santo Antonio de Pádua (Parque Nações Unidas), Santo Antonio de Taipas (Taipas), Santo Expedito (Jardim Damasceno), Comunidade Nossa Senhora das Dores e Cristo Ressuscitado, localizada no Jardim Ladeira Rosa. Nesta comunidade os romeiros terão o jantar e a pernoite.


No domingo (06/09), pela manhã, a Romaria recomeça com a reza do terço na Igreja Matriz, da paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Souza, com o Padre Marcio Clay Chen e a comunidade local. Depois da oração, os romeiros seguem em sentido à Paróquia Nossa Senhora das Angústias, na Vila dos Ferroviários.


Por volta das 11h, os romeiros estarão no Largo do Paissandu e de lá seguirão para Largo São Francisco, onde será servido almoço. À tarde se concentram no Pátio do Colégio e seguem para a Casa de Oração do Povo de Rua, onde será realizada uma celebração, o jantar e a pernoite. Antes, haverá um breve, porém valioso, convívio com os moradores em situação de rua.


Já na segunda-feira, dia da Independência (07/09), os romeiros partem para a Catedral da Sé. Participarão da celebração das 8h da manhã e em seguida unirão seus gritos, aos demais, de todo o estado de São Paulo e do Brasil, e caminham da Praça da Sé até o Monumento do Ipiranga.


Com o tema: Vida em primeiro lugar. A força da transformação está na organização popular, o Grito dos Excluídos em São Paulo, está em sua 11° edição. Em nível nacional, esta é a 15° vez que as pastorais sociais, movimentos populares, trabalhadores/as, excluídos e excluídas, se unem e gritam por melhores e dignas condições de vida, por emprego, salário, moradia, terra e a garantia dos direitos, contra a criminalização dos movimentos sociais. O primeiro Grito foi realizado em 1995.

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