sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Região Brasilândia acolhe dom Milton

Por Karla Maria e Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

O dia 06 de fevereiro de 2010 estará para sempre marcado na história da Região Episcopal Brasilândia. Na paróquia São Luis Gonzaga, em Pirituba, diante de quase duas mil pessoas, dom Milton Kenan Júnior foi apresentado como novo bispo regional.

Ao lado de mais de 50 padres (regionais e da diocese de Jaboticabal), diáconos permanentes e seminaristas, o novo bispo presidiu a celebração de acolhida, co-celebrada por dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, dom Angélico Bernadino Sândalo, bispo emérito de Blumenau e dom Antonio Fernandes, bispo de Jaboticabal, diocese de origem de dom Milton.

No início da celebração, representantes de pastorais, movimentos, CEBs e novas comunidades, seguiram apresentaram-se ao novo bispo. "Dom Milton, a Região Episcopal Brasilândia é formada pelo conjunto das Igrejas da Periferia. É a Igreja dos pobres, que investe na formação e na participação de todo o povo de Deus, procurando viver em espírito de comunhão, lutando por uma pastoral de conjunto, reunindo nossas paróquias e CEBs numa rede de comunidades", afirmou, padre Jaime Izidoro, coordenador de pastoral regional, em nome das Pastorais dos representantes regionais.

Na seqüência, os padres, diáconos e religiosas apresentaram-se a dom Milton e renovaram um só compromisso. "Nós padres, diáconos, religiosas, religiosos, leigos e leigas da Região Brasilândia, ungidos para evangelizar, assumimos o compromisso de construirmos uma Igreja, com características próprias, fortalecemos nosso empenho para formamos comunidades acolhedoras, evangelizadoras, comunicativas e missionárias", declarou o padre Konrad Körner.

Em homília clara e objetiva, que durou 10 minutos, dom Milton destacou a necessidade de uma caminhada missionária na Região Brasilândia. "Ouço estas palavras. ’Avança para águas mais profundas no caminho da Santidade, nos caminhos da comunhão missionária’, e estas palavras se dirigem a nós, na construção de uma sociedade justa e igualitária. Deus quer servir-se de nós para realizar seu plano de salvação, o caminho e as metas cumpre a nos avançar, prosseguir e caminhar sempre mais. Não tenhas medo". Oxalá possamos dizer como os profetas: eis me aqui Senhor em tuas mãos", destacou.

Os leigos da Região Brasilândia participaram intensamente da celebração de acolhida: jovens crismandos entregaram a dom Milton uma casula vermelha, crianças o presentearam com rosas e beijos e lideranças pastorais participaram de momentos como ofertório e oração dos fiéis.

Dom Odilo pediu ao novo bispo regional que atue ao lado do povo da Brasilândia. "Dom Milton Deus ajude e conduza junto com os padres e diáconos aqui da região, cuida bem desse povo, conta com esse povo, conduze-o nos caminhos de Deus", exortou o arcebispo que também pediu aos católicos da Região que recebam carinhosamente o novo bispo. "Peço a vocês que acolham dom Milton como seu pastor próximo para que vocês possam ser felizes com ele e nele reconhecer a figura do Bom Pastor, o Cristo que está no meio de vocês. Que vocês o ajudem a fazer uma Igreja discípula e missionária na cidade de São Paulo", solicitou.

Dom Milton encerrou a celebraçãode acolhida com dois gestos nobres: destinou os R$ 1.162,00 arrecadados na coleta da missa às missões de ajuda humanitária no Haiti e se colocou a dispor do clero regional. "Padres, eu quero ser filho e irmão de vocês. Vamos caminhar juntos. Vou me esforçar para estarmos sempre próximos e no que precisarem contem com minha ajuda", declarou.

Brasilândia para dom Milton e vice-versa

"Ele vai encontrar esperança, um povo sofrido, claro, principalmente com estas chuvas de verão que está castigando o nosso povo" - Pe. Neil Charles Crombie, vigário epicopal da Região Brasilândia até a posse de dom Milton.

"Nós queremos acolher dom Milton com toda alegria e com todo amor, na certeza de que ele nos levará às mãos de Deus e nós também o teremos em nossas mãos. Nós queremos acolher dom Milton, com toda a alegria do coração para demonstrar que estamos unidos na fidelidade à Jesus, no seu discipulado, no seu seguimento. Ele com certeza será feliz em nosso meio e nós seremos muito mais felizes em tê-lo como nosso bispo e nosso pastor" - Pe. Reinaldo Torres, pároco Nossa Sra. do Retiro

"Pe. Milton, na diocese de Jaboticabal, era o pároco da Catedral, conviveu comigo por 7 anos, depois foi coordenador de pastoral. Como padre é de uma responsabilidade muito grande, tem uma espiritualidade profunda e temos uma grande alegria, oferecê-lo como bispo auxiliar a esta grande Arquidiocese" - Dom Antonio Fernandes, bispo de Jaboticabal.

Passo a passo de dom Milton até a chegada à Brasilândia

Milton Kenan Júnior, nascido em Taiúva, cidade da região norte do estado de São Paulo, foi nomeado bispo-auxiliar da Arquidiocese de São Paulo em 28 de outubro de 2009 pelo papa Bento XVI. Em 27 de novembro, dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, confirmou o religioso como novo vigário episcopal da Região Brasilândia. Em 27 de dezembro, o já monsenhor Milton Kenan Júnior foi ordenado bispo em solenidade na cidade de Jaboticabal. No dia 25 de janeiro, foi apresentado como bispo-auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, em missa na Catedral da Sé, e no por fim, no sábado 06 de fevereiro de 2010, assumiu as funções de bispo-auxiliar na Região Episcopal Brasilândia.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

370 pessoas participam da formação da CFE 2010

por Karla Maria Souza, pela Pascom Brasilândia

“Unir as forças das Igrejas que fazem parte do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãos do Brasil), para que em um só esforço, nós lutemos por um processo de transformação, que não começa lá fora, mas dentro do coração de cada um de nós, quando procuramos ser justos, quando entendemos que o projeto de Deus não é o lucro, mas a partilha, não e o egoísmo, mas a generosidade”, assim definiu como objetivo da Campanha da Fraternidade Ecumênica, CFE, o padre Reinaldo Torres, pároco em Nossa Sra. do Retiro e coordenador da CFE na Brasilândia.

Para alcançar esse objetivo, uma equipe executiva formada por “forças de todas as pastorais e movimentos de todos os setores” realizaram em 30 de janeiro, o Encontro de Formação CFE/2010. Assessorados por Rita de Cássia Angarten, da Arquidiocese de Campinas, cerca de 370 pessoas, chegaram cedo, 9h, à Paróquia dos Santos Apóstolos para aprender sobre Economia e Vida.

Rita é assistente social e socióloga, trabalha como assessora da Cáritas e é presidente de uma Cooperativa de Habitação em Valinhos, cidade onde reside. Utilizando o método ver, julgar e agir, Rita pontuou os objetivos da Campanha: colaborar na construção de uma economia a serviço da vida e da cultura de paz, sensibilizar a sociedade, buscar a superação do consumismo, mostrar a relação entre fé e vida, reconhecer que todos nós temos responsabilidades.

A assessora apresentou aos participantes a realidade do contexto em que a sociedade neoliberal está inserida, e com ela, conceitos de economia e mercado, antes só possíveis nos bancos da escola; e provocou as reflexões: “Quem é o Senhor de hoje? Jesus criticava duramente o sistema econômico vigente em sua época, e nós? Como queremos organizar a economia e a nossa vida? Precisamos decidir a quem queremos servir. Quais as nossas alternativas e esperanças?”.

Os participantes responderam. A fila do povo se formou e não faltou voz para dizer em alto e bom som, a quem a Região Episcopal Brasilândia está a serviço. Surgiram também propostas concretas de ação local, em busca de uma economia mais justa, como a implantação de uma horta solidária, a efetivação da coleta seletiva, já realizada em alguns pontos da região, a articulação e o diálogo com as demais igrejas cristãs e um Mutirão para a Alfabetização dos adultos da região.

Para Rita, a Igreja Católica vive um momento de fechamento em si mesmo e destaca as CEBs e as Pastorais Sociais como um espaço de resistência à institucionalização da nossa fé. “Nós queremos ir à Igreja celebrar e ir para a vida e lá agir segundo a Palavra de Deus. Espaço privilegiado de misturar ação e oração, fé e vida, e é isso que a Campanha nos pede, para agir”, destacou.

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