sexta-feira, 4 de junho de 2010

PJ na Brasilândia se rearticula para evangelizar

por Karla Maria, pela Pascom Brasilândia

A América Latina possui cerca de 104 milhões de jovens (entre 15 e 24 anos). Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 34% destes somente estudam, 33% só trabalham, 13% estudam ou trabalham e 20% não estudam e nem trabalham.

E na região Brasilândia? Quantos são nossos jovens? Quem são? Em quais situações se encontram? Anderson Bueno, atual coordenador da Pastoral da Juventude (PJ) na Região, fala do rosto da juventude na Brasilândia. “Os jovens de nossa Região têm carência de aparelhos de cultura, lazer, educação, habitação, saneamento, entre tantos outros problemas, que o Estado ainda não conseguiu suprir e tudo agravado por um modelo social que, ao invés de possibilitar aos jovens uma oportunidade de inserção, de igual para igual na sociedade, colocam-nos em uma situação passiva, marginal, mais perto de se tornarem vítimas das drogas e da violência”, analisa.

Coordenador da PJ desde março deste ano, Anderson Bueno revela as ações que estão em desenvolvimento para atrair os jovens na vida da Igreja. “Estamos em uma fase de buscar o apoio das comunidades e dos próprios jovens para podermos avançar, vamos conhecer a realidade dos setores para dar suporte mais imediato no trabalho com os grupos de jovens e depois trabalhar a PJ Orgânica, de uma forma macro, envolvendo os movimentos de juventude à luz do Documento 85 da CNBB, que fala da evangelização da juventude”, explica.

Anderson que vê grandes desafios pela frente na região episcopal. “Temos uma situação em que a maioria de nossas comunidades não consegue mais atrair os jovens; daqueles que recebem a Crisma, poucos permanecem para dar continuidade à vivência pastoral, já os jovens que persistem, não têm, em muitos casos, o incentivo da própria comunidade e formação para coordenarem os grupos de jovens, fazendo com que o grupo se dissolva por falta de um objetivo concreto”, avalia

O resgate da imagem da PJ na Região é uma das metas. “O maior desafio é resgatar a imagem da PJ na Igreja como uma pastoral forte, respeitada e com uma espiritualidade que une verdadeiramente fé e vida, fazendo com que os bispos, padres e as comunidades a apóiem. Em relação aos jovens, o maior desafio é fazer com que eles descubram a PJ como uma pastoral feita por eles e para eles, assumindo o trabalho pastoral como parte de suas vidas, dando um novo ânimo à Igreja”, desabafa. “Peço um voto de confiança aos padres e a paciência no sentido de que será possível desenvolver um grande trabalho em nossa querida Região, mas que para isso é necessário tempo”, solicita.

Como parte das atividades da PJ na região, aconteceu em 30 de maio, na Igreja Santa Cruz de Itaberaba, um encontro regional da Pastoral da Juventude, sob os temas "A mística da Pastoral da Juventude" e "Como realizar o trabalho de juventude na comunidade", com foco na formação e organização do grupo de jovens. Em 18 de julho, haverá uma Romaria Estadual da PJ, no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP).

Memória da Pastoral da Juventude

A Pastoral Juventude Orgânica surgiu na década de 70 por iniciativa da CNBB, iluminada por um novo modelo de Igreja Latino-americana que vinha sendo construída através das conclusões e encaminhamentos das Conferências dos Bispos da América Latina de Medelin (1968) e Puebla (1979). Aos poucos surgiram as pastorais de juventude: PJ - Pastoral da Juventude, organiza-se a partir dos grupos nas comunidades; PJE - Pastoral da Juventude Estudantil, organiza-se a partir dos grupos nas escolas; PJMP - Pastoral da Juventude do Meio Popular, que se organiza a partir dos grupos do meio popular, tendo como referência a classe social; e PJR - Pastoral da Juventude Rural, organiza-se a partir dos grupos de jovens na zona rural.

sábado, 29 de maio de 2010

Encontros paroquiais de leigos mobilizam a Região

por Daniel Gomes
colaboraram Conceição Fernandes, Célia Morau e padre Domingos Bragheto


Todas as paróquias e áreas paroquiais da Região Brasilândia irão realizar até este último fim de semana de maio, os encontros paroquiais de leigos, por ocasião do 1° Congresso Arquidiocesano de Leigos. Em cada paróquia, são esperadas as lideranças das pastorais, movimentos e comunidades, agentes sociais dos bairros e todos os católicos, praticantes ou não, dispostos a avaliar as atividades da Igreja e dos cristãos em São Paulo.

No setor Pereira Barreto, as área paroquial Santo Antônio e as paróquias Nossa Senhora das Dores, Cristo Libertador e São Luís Gonzaga, divulgaram a programação de seus encontros. Ambos serão iniciados com uma palestra sobre o significado do 1° Congresso Arquidiocesano de Leigos, que tem como tema “Cristãos leigos, discípulos e missionários na cidade de São Paulo".

As paróquias Nossa Senhora das Dores e Cristo Libertador e a área paroquial Santo Antônio realizam o encontro, em conjunto, no sábado, 29 de maio, a partir das 15h, na igreja Cristo Libertador. “É uma chance única para os leigos, depois não adianta reclamar das decisões da Igreja. Todo mundo quer ser como o sacerdote ou apóstolo, mas poucos assumem a função de discípulos missionários”, comenta Cosme Laurentina, ministra da palavra.

Na paróquia São Luís Gonzaga em Pirituba, o encontro dos leigos está marcado para domingo, 30 de maio, às 16h. A teóloga e educadora Darialva da Graça Linge falará aos presentes sobre a importância do Congresso e o padre Palmiro Carlos Paes fará o fechamento da atividade com a celebração de uma missa solene na qual haverá ainda a coroação de Nossa Senhora Aparecida.

Muitas paróquias da Região Brasilândia já realizaram o encontro com os leigos. Na noite de 18 de maio, 60 pessoas participaram da atividade na igreja Santa Cruz de Itaberaba, setor Freguesia do Ó. No encontro, os participantes exaltaram a maior participação dos jovens na vida da Igreja, mas lamentaram o pouco interesse dos leigos e a quantidade insuficiente de padres e leigos consagrados para evangelizar. Na opinião dos presentes os principais desafios da Igreja são: divulgar melhor as atividades que realiza; integrar as ações das pastorais; acolher bem as novas pessoas que chegam à Igreja; capacitar os fiéis sobre os direitos e deveres que têm na vida religiosa; estimular que os leigos vivam o evangelho também em casa e na família e que vão ao encontro dos que mais necessitam de justiça e igualdade social.

No setor Perus, o encontro dos leigos da paróquia São José aconteceu na tarde de 23 de maio, com a participação das lideranças que representam as 13 CEBs veiculadas à paróquia, as pastorais e os movimentos eclesiais. Inicialmente, a explicação dos objetivos e das etapas do Congresso foram feiras pelo diácono Antônio Campineiro e depois os presentes reuniram-se em dois grupos. “Todos debateram questões relativas à presença ou ausência da ação missionária dos leigos na paróquia e na cidade. O relato dos grupos será enviado à comissão regional do Congresso, que posteriormente a encaminhará para a Arquidiocese”, explica o pároco José Domingos Bragheto.

Outra paróquia que já realizou o encontro com os leigos é a São Judas Tadeu, setor Nova Esperança. Em 15 de maio, 115 pessoas reuniram-se no salão da igreja e receberam informações sobre o Congresso, através do padre Pedro Ricardo Pieroni e dos leigos José Sérgio, Carminha, Adila, Cidinha, Lurdes e Evani, que integram a comissão paroquial do Congresso. Houve atenção especial à explicação dos objetivos do Congresso e dos assuntos que serão tratados nas oficinas temáticas regionais a partir de junho.

Após realizarem os encontros paroquiais com os leigos, todas as igrejas devem enviar o relato e as reflexões de cada encontro para a comissão regional do Congresso. Saiba mais sobre o 1° Congresso Arquidiocesano de leigos em http://www.congressodeleigos.org.br/

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