sexta-feira, 11 de junho de 2010

Leigos em defesa da saúde na Brasilândia

Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia (com informações da Cúria Regional)

A Região Brasilândia deu início no sábado, 05 de junho, à etapa de atividades regionais do 1° Congresso Arquidiocesano de Leigos, com a realização da oficina temática sobre saúde, nas dependências do hospital Vila Penteado.

Cerca de 90 pessoas estiveram presentes, entre os quais leigos de cinco dos sete setores paroquiais (São José Operário, Jaraguá, Nova Esperança, Pereira Barreto e Freguesia do Ó), além de voluntários da saúde, religiosos, enfermeiros e nutricionistas. As atividades foram conduzidas pelo padre Jorge Feltrin, coordenador da Pastoral da Saúde na Região e pelos integrantes da Comissão Regional do Congresso de Leigos na Brasilândia, coordenados pelo padre Jaime Izidoro de Sena.

Na abertura dos trabalhos, foi realizado um momento de espiritualidade, seguido pela apresentação dos objetivos do Congresso e da constatação da realidade do sistema público de saúde na Região Brasilândia. Houve ainda memória sobre a atuação da pastoral em âmbito regional, com destaques para as atividades de visitação aos doentes em casas e hospitais e entrega da comunhão e de remédio aos enfermos, trabalho que muita vezes é feito por agentes da pastoral que têm mais de 80 anos de idade e se mantêm ativos na vida da Igreja.

Durante as reflexões da oficina, padre Jorge Feltrin enfatizou a necessidade da manutenção dos conselhos gestores em cada posto de saúde e apontou a urgência de aprimoramentos nos serviços de saúde na Região, que tragam melhorias aos cidadãos (como no agendamento eletrônico de consultas e exames) e aos profissionais da saúde que trabalham em situação estressante.

O coordenador da Pastoral da Saúde Regional ainda defendeu a manutenção do SUS, elogiou o trabalho do Programa da Saúde da Família (PSF), alertou para a importância de uma alimentação saudável e defendeu ações de educação popular na área de saúde que sejam capazes de aproveitar a sabedoria dos idosos e disseminar conhecimentos sobre as propriedades e usos da terra, ervas e da medicina ancestral.

Os leigos também tiveram voz ativa na oficina temática sobre saúde. A senhora Josefa que atua como auxiliar no Hospital da Vila Penteado destacou: “A saúde que a saúde é direito de todos e dever do Estado, que deve acolher os doentes com atendimentos em hospitais e nas residências. Faltam hospitais e postos de saúde na Região. Precisamos arregaçar as mangas e cobrar do governo”.

Durante o encontro foi amadurecida a proposta de realização de debates em âmbito regional sobre os temas “Aprendizado e Liderança”, “Saúde Mental”, “Saúde no Estado de São Paulo”, “A situação nacional do SUS”, além de palestras com esclarecimentos sobre saúde bucal e atuação dos trabalhadores da saúde. Ao final da oficina, houve o anuncio dos 11 participantes da Brasilândia na Oficina Temática da Saúde em âmbito arquidiocesano. Todo o relato da atividade já está em posse da Cúria Regional.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

PJ na Brasilândia se rearticula para evangelizar

por Karla Maria, pela Pascom Brasilândia

A América Latina possui cerca de 104 milhões de jovens (entre 15 e 24 anos). Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 34% destes somente estudam, 33% só trabalham, 13% estudam ou trabalham e 20% não estudam e nem trabalham.

E na região Brasilândia? Quantos são nossos jovens? Quem são? Em quais situações se encontram? Anderson Bueno, atual coordenador da Pastoral da Juventude (PJ) na Região, fala do rosto da juventude na Brasilândia. “Os jovens de nossa Região têm carência de aparelhos de cultura, lazer, educação, habitação, saneamento, entre tantos outros problemas, que o Estado ainda não conseguiu suprir e tudo agravado por um modelo social que, ao invés de possibilitar aos jovens uma oportunidade de inserção, de igual para igual na sociedade, colocam-nos em uma situação passiva, marginal, mais perto de se tornarem vítimas das drogas e da violência”, analisa.

Coordenador da PJ desde março deste ano, Anderson Bueno revela as ações que estão em desenvolvimento para atrair os jovens na vida da Igreja. “Estamos em uma fase de buscar o apoio das comunidades e dos próprios jovens para podermos avançar, vamos conhecer a realidade dos setores para dar suporte mais imediato no trabalho com os grupos de jovens e depois trabalhar a PJ Orgânica, de uma forma macro, envolvendo os movimentos de juventude à luz do Documento 85 da CNBB, que fala da evangelização da juventude”, explica.

Anderson que vê grandes desafios pela frente na região episcopal. “Temos uma situação em que a maioria de nossas comunidades não consegue mais atrair os jovens; daqueles que recebem a Crisma, poucos permanecem para dar continuidade à vivência pastoral, já os jovens que persistem, não têm, em muitos casos, o incentivo da própria comunidade e formação para coordenarem os grupos de jovens, fazendo com que o grupo se dissolva por falta de um objetivo concreto”, avalia

O resgate da imagem da PJ na Região é uma das metas. “O maior desafio é resgatar a imagem da PJ na Igreja como uma pastoral forte, respeitada e com uma espiritualidade que une verdadeiramente fé e vida, fazendo com que os bispos, padres e as comunidades a apóiem. Em relação aos jovens, o maior desafio é fazer com que eles descubram a PJ como uma pastoral feita por eles e para eles, assumindo o trabalho pastoral como parte de suas vidas, dando um novo ânimo à Igreja”, desabafa. “Peço um voto de confiança aos padres e a paciência no sentido de que será possível desenvolver um grande trabalho em nossa querida Região, mas que para isso é necessário tempo”, solicita.

Como parte das atividades da PJ na região, aconteceu em 30 de maio, na Igreja Santa Cruz de Itaberaba, um encontro regional da Pastoral da Juventude, sob os temas "A mística da Pastoral da Juventude" e "Como realizar o trabalho de juventude na comunidade", com foco na formação e organização do grupo de jovens. Em 18 de julho, haverá uma Romaria Estadual da PJ, no Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá (SP).

Memória da Pastoral da Juventude

A Pastoral Juventude Orgânica surgiu na década de 70 por iniciativa da CNBB, iluminada por um novo modelo de Igreja Latino-americana que vinha sendo construída através das conclusões e encaminhamentos das Conferências dos Bispos da América Latina de Medelin (1968) e Puebla (1979). Aos poucos surgiram as pastorais de juventude: PJ - Pastoral da Juventude, organiza-se a partir dos grupos nas comunidades; PJE - Pastoral da Juventude Estudantil, organiza-se a partir dos grupos nas escolas; PJMP - Pastoral da Juventude do Meio Popular, que se organiza a partir dos grupos do meio popular, tendo como referência a classe social; e PJR - Pastoral da Juventude Rural, organiza-se a partir dos grupos de jovens na zona rural.

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