sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Brasilândia realiza 1° CRP de 2011

Por Juçara Terezinha, pela Pascom Brasilândia

Lideranças leigas, padres, diáconos, religiosas e bispo dom Milton Kenan Junior, participaram na manhã do sábado, dia 19, da 1ª reunião de 2011 do Conselho Regional de Pastoral (CRP). O evento ocorreu no salão da Igreja Nossa Senhora da Expectação, Setor Freguesia do Ó.

O encontro foi iniciado com um momento da mística, motivado pelo padre Jaime Izidoro de Sena, coordenador regional de pastoral e depois passou-se a um resumo da caminhada dos setores Perus, São José Operário, Nova Esperança, Jaraguá e Pereira Barreto, que realizam em fevereiro, a 1ª reunião do ano, para encaminhamentos, organização pastoral e mobilização para a celebração de abertura da CF em 13 de março. Até a data do CRP, os setores Freguesia do Ó e Cântaros ainda não tinham feito reuniões similares.

Após os relatos, dom Milton apresentou a nova proposta para a organização pastoral da Arquidiocese de São Paulo. “Pela proposta o CAP [Conselho Arquidiocesano de Pastoral] será organizado por representantes das coordenações. Hoje são 23 coordenações organizadas em nível arquidiocesano”, explicou. “Diante desta proposta, acredito que as regiões Episcopais, setores e paróquias terão a mesma estrutura de organização”, projetou o bispo.

Na sequência, diversas pessoas expressaram questionamentos, preocupações e desafios sobre esta proposta. Padre Jaime Isidoro, lembrou que a proposta é muito parecida com a estrutura de organização das comissões, e dom Milton ponderou que será necessário aguardar as orientações da Arquidiocese para implementar a nova organização pastoral na região.

A 1° Carta Pastoral, lançada pelo cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, também foi apresentada na reunião. “Faço aqui apelo para que o texto seja estudado pelas lideranças leigas das comunidades, pastorais, movimentos”, conclamou dom Milton.

Houve consenso para que assembleia regional em setembro seja feita em sintonia com as orientações da Carta Pastoral. “Até final de fevereiro faremos a conclusão do subsidio de estudo que será lançado dia 13 de março durante a celebração de abertura da CF. De abril a junho, é tempo de estudar o subsídio nas comunidades, pastorais e movimentos. Em julho, os setores farão suas assembléias, e a tabulação dos dados dos setores será feita durante o mês de agosto. Em setembro teremos a assembleia regional e em outubro a devolução das propostas para as paróquias”, explicou padre Jaime Izidoro.

Dom Milton fez uma reflexão sobre esta questão e destacou ser necessário olhar com atenção para a vida das paróquias que são as bases da organização regional. “Essa proposta vai obrigar a cada um de nós fazer uma reflexão sobre o nosso papel, quanto organização regional com relação às bases. Como nossas pastorais estão identificadas com as paróquias e comunidades”.

Os presentes mencionaram às ações realizadas no 1° Congresso Arquidiocesano de Leigos, em 2010, que podem servir como referência e expressaram o desejo de que as propostas feitas sejam realmente encaminhadas nas paróquias e comunidades. Nesse sentido, padre Jaime lembrou que em 20 de marco vai acontecer o encontro arquidiocesano com os delegados das regiões no Centro Pastoral São Camilo, na Região Ipiranga, para dar continuidade aos encaminhamentos.

Ao final, dom Milton fez uma reflexão sobre quatro desafios e preocupações regionais: o trabalho da iniciação crista; a animação missionária; o setor juventude e a comunicação regional. “Precisamos estar abertos para acolher e olhar esta nova realidade. Não podemos permanecer indiferentes. Se podemos agilizar nossa comunicação regional através de meios como blogs, sites, rádios e outros, precisamos estar abertos e nos apropriarmos deles, para saber usar estas redes sociais a serviço da evangelização”, concluiu.

Na reunião, foi decidido também que os encontros do CRP da Brasilândia acontecerão, bimestralmente, até junho.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Universitários perdidos no álcool. Falta de acolhida?

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Pesquisa publicada nesta semana pelo Jornal da Tarde, promovida por uma faculdade particular de São Paulo, revelou que dos 536 estudantes consultados, 27% disseram ter urgência ou necessidade constante de consumir álcool e 4% mantém essa sensação diariamente, e dois a cada três estudantes consomem bebidas alcoólicas ao menos uma vez por semana.

Aceitas socialmente, e por vezes absurdamente consumidas de forma indistinta nas famílias, as bebidas alcoólicas têm poder tão nocivo, em médio prazo, quanto os entorpecentes e desencadeiam, indiretamente, acidentes de trânsito, práticas sexuais irresponsáveis, violência e diversos problemas de saúde.

Outros dados preocupantes da pesquisa: ao menos uma vez na vida, 71% dos estudantes já fizeram uso de maconha, 91% tragaram derivados de tabaco e 99% ingeriram bebida alcoólica.

A democratização do ensino superior na última década abriu as portas das universidades para parcelas maiores da população e nesse contingente de universitários estão muitos jovens católicos. Não seria oportuno, portanto, uma ação da pastoral universitária no enfrentamento dessa problemática silenciosa do consumo indiscriminado do álcool nas universidades? Fica a sugestão.

Outra indagação: em comunidades e paróquias os universitários estão sendo acolhidos, estimulados a participar das atividades pastorais nas quais atuavam antes do ingresso no ensino superior? (quem não conhece ao menos um universitário que tenha se afastado da Igreja após o ingresso na faculdade?)

Recentemente, em artigo publicado no jornal O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese, dom Aloísio Roque Oppermann, arcebispo de Uberaba (MG), alertou para a existência no mundo universitário dos “profetas desastrados”, felizmente uma minoria, de mestres do ensino superior que “procuram extinguir a fé, sob a alegação de espírito aberto” que forçam os alunos a terem contato apenas com bibliografia de autores ateus ou agnósticos fazendo que sobrem em seu espírito “uma ponta de dúvida que, muitas vezes, se traduz em esfriamento da fé”.

Em hipótese alguma, quer se aqui questionar o quão positivo é ao universitário ter contato com múltiplas correntes de pensamento ao longo da formação acadêmica, e muito menos se coloca em dúvida o quanto o ser humano pode crescer intelectualmente e pessoalmente ao longo de um processo de formação superior.

Tanto os resultados da pesquisa, quanto as observações de dom Aloísio soam como um aviso à Igreja: jovens que saíram de nós estão se perdendo pelo mundo, será que não por culpa da nossa falta de acolhida e espaço de vida em comunidade? Recentemente, em Curitiba (PR), a Pastoral Universitária discutiu um documento, a ser publicado em breve, sobre o planejamento de ações evangelizadoras nas instituições de ensino superior: oxalá, que a problemática do alcoolismo entre universitários esteja contemplada.

Acessos