sexta-feira, 8 de julho de 2011

Arquidiocese de São Paulo: ao vivo pela internet

Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

No sábado, 9 de julho, a partir das 15h, o site da Arquidiocese de São Paulo (www.arquidiocesedesaopaulo.org.br) transmite, ao vivo, a missa de ordenação episcopal do monsenhor Julio Endi Akamine, que atuará como bispo auxiliar na Região Episcopal Lapa.

A transmissão, que demarca o lançamento do novo site arquidiocesano, que terá novo visual e maior possibilidade de interação, de certa maneira celebra a entrada da Arquidiocese na era do “ao vivo pela internet”. Outras iniciativas similares já ocorreram antes, como as transmissões em tempo real da Pascom Brasilândia (Pascombras), desde agosto de 2009, e as transmissões ao vivo pela internet da TV Santana, por exemplo.

Evidentemente, comparações entre as iniciativas não são prudentes, pois acontecem em contextos diferentes e são frutos de práticas e remodelações peculiares: a Pascombras “aprendeu fazendo com o que tinha”, já a Arquidiocese de São Paulo, corretamente, diga-se, pesquisou os melhores recursos, investiu em equipamentos e profissionais capacitados, algo que está em sintonia com a recente reestruturação do Vicariato da Comunicação, promovido pelo arcebispo de São Paulo.

Investir na comunicação pela web é de fato uma das iniciativas fundamentais para o sucesso da Nova Evangelização, afinal o que precisa mudar é a forma como se transmite – os canais para difusão e acesso do conteúdo - e não a essência do que foi comunicado há mais de 2.000 anos por Jesus Cristo. A mensagem dele é atemporal e se adaptará a qualquer mudança de plataforma tecnológica.

Tendo a Arquidiocese dado esse passo importantíssimo de pertencer à era do “ao vivo pela internet”, bom será que agora também sejam feitos mais investimentos em infraestrutura de comunicação nas paróquias e comunidades mais carentes de São Paulo: ainda existem paróquias (e muito mais comunidades) sem computador na secretaria, e nem todas possuem e-mail, site ou blogs para contato com os fiéis.

Estar na internet para transmitir missas e eventos religiosos ao vivo é de fato fundamental nessa era do tempo real, e tão importante quanto isso é dar condições para que as paróquias e comunidades também estejam conectadas.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dom Milton estimula ações da Pastoral Afro

Por Guilherme Botelho Junior, integrante da Pastoral Afro
Edição de texto: Daniel Gomes, Pascom Brasilândia

Dom Milton Kenan Junior, bispo da Região Brasilândia, realizou na tarde de sábado, 25 de junho, uma visita à Pastoral Afro regional, que se reuniu na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, Setor Pereira Barreto, na Vila Zatt.

Padre Alécio Ferreira Silva, pároco da paróquia visitada e assessor da Pastoral Afro Brasilândia, acolheu os membros da equipe de coordenação da pastoral: a teóloga Conceição Aparecida Rosa, as senhoras Eliane Correia e Magda dos Santos e o senhor Valter Luiz Menezes, e os outros agentes pastorais, entre os quais o historiador e teólogo Guilherme Botelho Junior, do Grupo de Estudos Padre Toninho e da Pastoral Afro Achiropita.

Após breve exposição da equipe de coordenação e da acolhida, dom Milton testemunhou sua solidariedade e fraternidade para com os afrodescendentes e profetizou que diante dos atuais desafios encontrados pela Igreja, esta deve se abrir e lançar suas redes em águas super profundas, para não sucumbir ao tsunami que aí está representado pela orgia do capitalismo neoliberal que escraviza tudo e todos.

Os participantes do encontro expressaram insatisfação com a vivência de um mundo intolerante, onde impera a discriminação e o preconceito. Na opinião da maioria dos presentes, a Igreja deste novo milênio tem que se fortalecer e abraçar alguns princípios.

Um destes é resgatar a identidade dos seus seguidores, inculturando o Evangelho – resgatar os valores da identidade, respeitando e assumindo a realidade cultural de cada cristão. Além disso, é preciso trabalhar a diversidade, descobrindo as variadas faces de Cristo.

Nesse sentido, é imprescindível assumir e desenvolver um trabalho a favor da diversidade, criando a Pastoral da Diversidade, composta pela Pastoral Afro, Pastoral Carcerária, Casais em Segunda União e descasados, Dependentes Químicos, Homoafetivos, Juventude, Mulheres marginalizadas, Pessoas com Deficiência, Portadores de HIV, Povo de Rua etc. Viver as causas comuns – as questões cotidianas das comunidades.

Perguntado sobre as celebrações inculturadas, dom Milton expôs com toda clareza: “A celebração inculturada não deve ser tratada como uma concessão, mas como uma obrigação da Igreja”. Ao término da visita, o bispo abençoou a todos e desejou profícuos trabalhos, lembrando que a colheita só é feita após a semeadura, nunca antes.

Acessos