quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Dom Milton festeja jubileu sacerdotal

Por Daniel Gomes, reportagem publicada no jornal O São Paulo
Foto: Luciney Martins/O São Paulo
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“O segredo da vocação é renovar a cada dia a nossa resposta ao chamado de Deus”. Dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, renovou o sim à vida sacerdotal, no domingo, dia 2, em celebração na Paróquia Santos Apóstolos, na zona noroeste, quando festejou seus 25 anos de sacerdócio.
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Com ele, comemoraram seus familiares, centenas de leigos, 43 padres e os bispos concelebrantes: dom Angélico Sândalo Bernardino, emérito de Blumenau (SC); dom Rubens Sevilha, de Vitória (ES); dom Edmar Peron, dom Tarcísio Scaramussa, dom Tomé Ferreira da Silva, dom Julio Endi Akamine, auxiliares da Arquidiocese; o cardeal dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, e o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, que após a saudação inicial, passou a presidência da celebração a dom Milton.
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"Quero agradecer em nome de toda a Arquidiocese pelo seu sacerdócio, pelo seu serviço como bispo auxiliar, sua presença, sua ajuda e invocar sobre você abundantes graças de Deus. Que Deus continue iluminando e fortalecendo você no exercício do ministério episcopal, do sacerdócio, e que todos possamos colher os frutos desse sacerdócio exercido aqui na Arquidiocese”, expressou dom Odilo.
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Dom Milton, na homilia, destacou que sempre se sentiu cativado a anunciar a Palavra de Deus, apontou que a vocação sacerdotal é um dom sublime e que bispos, padres e diáconos devem “agradecer a cada dia, o dom que nos foi confiado e nos tornar sacramento de Cristo, o próprio Cristo, vivendo e atuando no meio do seu povo”.
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Ao mencionar Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Diocese de Jaboticabal (SP), onde foi ordenado padre em 5 de setembro de 1987, aos 23 anos, e Nossa Senhora da Assunção, patrona da Catedral da Sé, o jubilando expressou gratidão a Maria. “Muito obrigado minha boa e terna mãe. Sobre o teu olhar, procurei caminhar nesses anos, buscando, apesar da minha fragilidade, viver a minha vocação”.
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Vigário episcopal da Brasilândia, dom Milton foi homenageado por padres e leigos ao final da missa e recebeu de presente um cálice com patena. Dom Angélico entregou ao irmão gêmeo do bispo, João Kennedy Kenan, duas flores, destinadas aos pais do jubilando, Milton Kenan e Maria José Kenan, como sinal de gratidão pelo oferecimento do filho à Igreja.
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“O povo da Brasilândia ama a dom Milton, os padres também, assim como religiosas e diáconos, porque ele, daquela altura, daquele ‘tamanhão’ que tem, possui um coração ainda maior e braços abertos repletos de bondade”, afirmou dom Angélico em entrevista.  
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João Kenan recordou que o irmão deu os primeiros sinais à vocação sacerdotal aos oito anos de idade. “Como dom Angélico falou, dom Milton é um presente de Deus. A gente entende que o sacerdócio dele foi o maior presente para a nossa família”.
 
Veja mais fotos da celebração – por Fátima Giorlano

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Pascombras capacita lideranças para a comunicação na liturgia

Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia
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A Paróquia Santos Apóstolos, no Jardim Maracanã, acolheu no sábado, dia 25, a segunda edição do curso regional de técnicas de comunicação litúrgica, articulado pela Pastoral da Comunicação (Pascom) e que contou com a participação de 40 agentes pastorais dos setores São José Operário, Freguesia do Ó, Cântaros e Nova Esperança.
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A atividade foi conduzida pelo padre Cilto José Rosembach, assessor regional da Pascom, que inicialmente enfatizou que na liturgia a comunicação de Deus é mais importante que os meios utilizados e o desempenho dos atores rituais, aqueles que conduzem as celebrações.
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Padre Cilto pontuou que a comunicação litúrgica, quando bem feita, favorece a manifestação do sagrado e indicou que é preciso que seja preparada previamente, a fim de que os agentes de liturgia procedam de forma correta, saibam sobre o que vão dizer e acreditem no que será proclamado. “É preciso passar credibilidade, eu acredito naquilo que proclamo”, disse o padre, destacando que a proclamação da Palavra não deve ser feita de qualquer jeito.
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O assessor também elencou algumas características da comunicação litúrgica como ser festiva (alegria no contexto da ressurreição de Jesus), trinitária, eucarística, pascal, eclesial e memorial; apresentou cinco desafios comunicativos: falar bem, ouvir bem, entender, processar o conteúdo e responder; e salientou que a comunicação está associada ao relacionamento das pessoas.  
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“A comunicação é a forma como as pessoas se relacionam entre si, dividindo e trocando experiências, ideias, sentimentos, informações, modificando mutuamente a sociedade onde estão inseridas. Sem a comunicação, cada um de nós seria um mundo isolado”, pontuou.
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Com base nas conceituações apresentadas, os participantes, em grupos, debateram os entraves da comunicação litúrgica nas paróquias onde atuam. Alguns relatos convergiram para problemas como a precária acolhida das pessoas, reuniões sem pauta de assuntos, formações com horários e formatos pouco atrativos para a juventude, equipamentos de som ineficientes, padres e lideranças das comunidades pouco receptivas a críticas, excesso de avisos ao final das celebrações e falta de escala de leitores. 
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O curso contemplou também apresentações sobre técnicas para o uso adequado de datashow e microfone, para que não causem ruído na comunicação litúrgica, ou seja, não tirem o foco da comunicação de Deus; e sobre a elaboração e estruturação dos avisos da comunidade (o ideal é que sejam passados, no máximo, quatro avisos ao final das missas, com redação objetiva). Houve ainda exercícios práticos para aprimorar a interpretação e respiração durante a proclamação de textos bíblicos.
 

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