quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Brasilândia articula Caminhada pela Paz e Não Violência, dia 25

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia (reportagem publicada no Site Cantareira)
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Padres, fiéis, religiosos e religiosas atuantes nas 39 paróquias e mais de 160 comunidades da Igreja Católica na Região Episcopal Brasilândia, na zona noroeste de São Paulo, estão convidados por dom Milton Kenan Júnior, bispo regional, a participar no próximo domingo, dia 25, da Caminhada pela Paz e Não Violência.
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A iniciativa, que pretende manifestar a insatisfação com a insegurança na cidade e com os assassinatos cometidos na periferia nas últimas semanas, terá início às 15h, em frente à Paróquia São Francisco de Assis (Rua Manoel Nascimento Pinto, 591, Jardim Guarani) e seguirá até a Paróquia Bom Pastor (Avenida Manoel Bolívar, 22, Jardim Carumbé).
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Na recente escalada de violência, dois jovens foram assassinados, supostamente por policiais militares, na madrugada do dia 5, no Jardim Guarani, e três homens foram mortos em um bar na madrugada no dia 6, no Jardim Carumbé. Ainda não há indícios sobre os assassinos.
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Os organizadores da caminhada pedem que todos os participantes compareçam com camisetas brancas, levam canecas plásticas (para evitar o uso de copos plásticos em respeito ao meio ambiente), e caso tenham na família pessoas que foram mortas por atos de violência, que levem algum objeto que represente a perda do ente querido.
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Ao menos as paróquias e comunidades da Vila Terezinha, Jardim Carumbé, Jardim Guarani e Jardim Damasceno, que compõe o Setor Cântaros, já confirmaram que estimularão os fiéis a participar do ato. Igrejas localizadas na região de Perus já manifestaram que vão participar da atividade, levando faixas e cartazes. Todas as pessoas incomodadas com a onda de insegurança e com os crimes cometidos nos últimos meses estão convidadas a participar.
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Moradores do Jardim Guarani fizeram caminhada no dia 11
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Indignados com a onda de violência, cerca de 500 moradores do Jardim Guarani realizaram caminhada pela paz no domingo dia 11. A atividade rememorou o assassinato dos jovens Carlos Eduardo de Oliveira Santos (Duda) e Luís Ricardo Romão (Rogerinho), no dia 5. 
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A atividade foi concluída com missa na Comunidade São José Operário, na qual o padre Jaime Estevão Gomes pediu que a população seguisse fazendo manifestos contra as situações de violência na periferia. “Vistam essa camisa, façam mobilizações, porque chega! Em nome desses meninos que derramaram sangue, cada um de nós deve ser promotor da paz”.
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Dom Milton emitiu nota de lamento pela onda de violência
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No dia 9 deste mês, dom Milton Kenan Júnior, bispo regional, emitiu a nota “Pela não violência já”, pela qual lamentou a morte de civis e militares na escalada de violência, afirmou que a população da periferia convive com a sensação de insegurança e mostrou preocupação com medidas de retaliação que desrespeitem os direitos humanos.
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“O temor maior é de que medidas arbitrárias venham a agravar ainda mais a triste realidade destas famílias que choram a perda de seus entes queridos e, sofrem com a onda da violência que se alastra sem poupar ninguém”, consta em um dos trechos da carta.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Violência afeta Igreja na Brasilândia

Por Juçara Terezinha e Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia
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A escalada de violência que assola a cidade nas últimas semanas causou impacto na dinâmica pastoral das paróquias da Brasilândia.
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Com anseio pela paz, 500 pessoas participaram no domingo, dia 11, de uma caminhada no Jardim Guarani. Entre elas, os familiares e amigos de Carlos Eduardo Oliveira Santos, 19 anos, conhecido com Duda, assassinado, com um tiro na cabeça, na segunda-feira, dia 5, ao lado do jovem Luís Ricardo Romão.
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“O que revolta a família é o jeito covarde com que mataram Duda. Não teve tempo de se defender. Foi questão de segundos e Duda estava morto”, expressou Sônia Aparecida Santos, tia de Duda.
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A caminhada foi concluída na Comunidade São José Operário, vinculada à Paróquia Espírito Santo, no Jardim Ana Maria, onde Duda participava das missas e atividades pastorais. Na sequência, houve celebração, presidida pelo padre Jaime Estevão Gomes, que cobrou posturas do poder público para conter a insegurança, e pediu que a violência não seja respondida com violência, mas com paz.
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A sensação de insegurança predominou na região durante a última semana e chegou a muitas paróquias. Na Igreja São José Operário, no Jardim Damasceno, que na última semana recebeu a réplica da Cruz da JMJ, um momento litúrgico que se realizava na segunda-feira, 5, foi interrompido assim que o administrador paroquial, padre Marcelo do Sagrado Lado, recebeu apelos de paroquianos para ajudar os  moradores a voltar para casa pela avenida Deputado Cantidio Sampaio, que foi interditada após ônibus serem incendiados.
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Ainda de acordo com o padre, notou-se um número menor de pessoas nas celebrações noturnas. A mesma realidade foi vivenciada na Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus, na Vila Terezinha. “Nosso povo tem muito medo, estamos evitando reuniões à noite e nas missas de semana à noite pouquíssimas pessoas estão participando. A paróquia não recebeu nenhum toque de recolher, mas o bairro sim”, confirmou o pároco, padre Valdiran Ferreira dos Santos.
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Cancelamentos ou antecipações de reuniões pastorais para o período diurno também foram verificados nas paróquias Santa Rita de Cássia, na Vila Progresso (houve toque de recolher no bairro) e Bom Pastor, no Jardim Carumbé (no bairro três pessoas foram assassinadas na madrugada da terça-feira, 6). Na Igreja São Francisco de Assis, no Jardim Guarani, o filho da catequista de uma das comunidades foi assassinado.
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Diante do cenário de violência, dom Milton Kenan Júnior, bispo regional, divulgou na sexta-feira, 9, a mensagem “Pela Não Violência Já” (veja a íntegra no site www.rebra.org.br, seção “Olhar Episcopal), na qual lamenta a morte de civis e militares, diz temer pela criminalização contra a população da periferia da cidade e pede que as autoridades e a sociedade civil unam-se para encontrar caminhos para superar a barbárie. 
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“A população sofre intensamente com a insegurança que se instalou, devido ao conflito entre facções criminosas e a Polícia Militar. Muitos bairros sofrem com o toque de recolher, já no período da tarde, e com os assassinatos que se dão pelas madrugadas adentro”, constata o bispo.
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Oxalá o sangue dos muitos inocentes, derramado injustamente nestes dias, seja o clamor para que outras vidas não sejam ceifadas e famílias sejam poupadas de chorar a morte de seus filhos, vítimas de um mundo tão pouco irmão!”, expressa dom Milton ao final da mensagem.

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