sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Dom Milton dá posse a padres na Brasilândia

Por Renata Moraes, pela Pascom Brasilândia
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No último fim de semana, dom Milton Kenan Júnior deu posse a dois padres na Brasilândia: Roberto Carlos Queiroz Moura, padre Beto, assumiu como pároco da Paróquia Bom Jesus dos Passos, no Setor Freguesia do Ó, no domingo, dia 2; e José Adeildo Pereira Machado tornou-se vigário paroquial da Área Pastoral Santíssima Trindade, em Perus, no sábado, dia 1º.   a
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Padre Beto foi ordenado presbítero em 27 de maio de 1995, por dom Angélico Sândalo Bernardino. Foi pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Vila Bonilha de 1995 a 2000, sendo transferido, para a Paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus, permanecendo como pároco até 2008, quando foi transferido para assumir o pastoreio na Paróquia Santa Cruz de Itaberaba, até janeiro de 2014. Em 18 anos de sacerdócio, além das funções de pároco, também foi coordenador de setor e região, e atuou por 12 anos como Assessor Regional da Pastoral Litúrgica.
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Na festa litúrgica da Apresentação do Senhor, a Paróquia Bom Jesus dos Passos estava lotada de fiéis que se reuniram para dar boas-vindas ao padre. No início da celebração, padre Beto recebeu das mãos de dom Milton as chaves da igreja, sinal da responsabilidade de zelar pelo templo e cuidar do novo rebanho que Deus lhe confiou.
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Na homilia, o Bispo acolheu o novo pároco e à luz do Evangelho pediu que padre Beto nunca deixe apagar a luz de Cristo. “Mantenha viva a chama do Evangelho, como diz o profeta não deixe apagar a chama que ainda fumega”.
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Em entrevista á Pascom Brasilândia, padre Beto agradeceu o tempo que trabalhou na Paróquia Santa Cruz de Itaberaba. “É uma paróquia unida e acolhedora, de gente dedicada e disponível em tudo que se convoca”. E relatou que é com grande alegria que inicia essa nova caminhada.  "Espero contribuir com afinco nas atividades existentes e concentrar forças para colocar em prática o 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo. A expectativa é grande e sei que somarei com esse povo, nos trabalhos de evangelização”.
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Posse em Perus
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Na noite do sábado 1º, a Área Pastoral Santíssima Trindade, localizada no bairro do Recanto dos Humildes, recebeu o padre José Adeildo como seu novo vigário paroquial. Pertencente à Paróquia São José, do setor pastoral Perus, a Área Pastoral é composta de quatro comunidades, que já possuem uma caminhada em preparação para se tornar paróquia.
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Padre José Adeildo foi ordenado em 25 de fevereiro de 2007, por dom Manuel Parrado Carral, Administrador Apostólico da Arquidiocese de São Paulo, na época. Trabalhou nas regiões Santana e Belém, estudou durante três anos em Roma. Na Brasilândia, serviu durante um ano como vigário paroquial na Paróquia Santa Terezinha, do Setor Cântaros. Atualmente é vice-reitor do Seminário de Filosofia Santo Cura D'Ars.
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Em entrevista, dom Milton falou sobre a indicação do padre. “Nomear padre José Adeildo como vigário paroquial desta Área Pastoral é dar respostas a essa comunidade, um padre jovem, cheio de alegria e entusiasmo e que já vinha se destacando na Igreja por suas qualidades, e por seu trabalho na formação dos presbíteros”.
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Para o padre José Adeildo é uma grande oportunidade de viver o Evangelho com as comunidades e a dimensão missionária. “Acolho essa nomeação com muita alegria e esperança, peço que Deus me ilumine para que eu possa cumprir aquilo que ele me pede, sendo apenas um instrumento de Deus na salvação do povo e deste padre também”.
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FOTOS: Renata Moraes e Josino Bentes Monteiro

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

No Jaraguá, população indígena luta para manter sua cultura

Por Renata Moraes, pela Pascom Brasilândia
(Fotos: Carlinhos Souza)
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Na manhã do domingo, dia 26, em uma atividade proposta pelo Centro Cultural da Juventude (CCJ), localizado na Vila Nova Cachoeirinha, um grupo de 70 pessoas visitou a aldeia indígena Tekoa Pyau, situada no Jaraguá, próxima ao Parque Estadual.
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A atividade foi sugerida e idealizada pela monitora juvenil do CCJ, Juliana Queiroz dos Santos, filósofa e militante da causa. 
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Presente na cidade desde 1964, a aldeia guarani Tekoa Pyau (que significa tribo da cachoeira) foi cortada ao meio pela Estrada Turística do Jaraguá, e hoje se divide em duas aldeias, sendo a “de cima” ainda sem a demarcação da terra.
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A maior luta hoje é o reconhecimento como terra indígena da parte de cima da aldeia. “A falta da demarcação de terras nos impede de dar continuidade aos projetos da aldeia e compromete o futuro de nossas crianças”, expressou o jovem cacique Vitor Fernando Soares, que em guarani se chama “Carai Mirim”.
Em 1987, o governo federal demarcou apenas a parte baixa da aldeia, e desde então, os indígenas aguardam o Ministério da Justiça expedir a portaria declaratória, reconhecendo o local como território tradicional indígena. A última etapa é a homologação pela Presidência da República.
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Em vez de ocas, há casas de pau a pique e barracas improvisadas. Cerca de 180 famílias, com aproximadamente 800 pessoas, sendo quase metade deste número de crianças e adolescentes, sobrevivem em condições precárias: há lixo por várias partes da aldeia, a rede de esgoto não funciona e o rio, que já foi limpo, é fonte de sustento, por meio da pesca, mas está poluído. Sem contar com o grande número de cães e gatos que são abandonados ali por moradores dos arredores. Vivem em condições precárias.
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A comunidade sobrevive de benefícios do governo e de doações de alimentos de organizações não governamentais e da população local.  E também da venda de seus artesanatos. A Aldeia possui duas escolas e as crianças são alfabetizadas em duas línguas: Português e Guarani. E também possui uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
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Para o professor de história, Davi Martim, é uma alegria receber os visitantes. “Nós costumamos receber as pessoas de uma forma harmoniosa em nossa aldeia, pois nós vivemos assim, e essa visita proporciona uma maior integração entre o índio e o homem branco, desmistificando e quebrando paradigmas. E é importante também para as pessoas conhecerem suas origens, muitos têm descendência indígena e não conhecem a cultura”.
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Durante a visita, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer um pouco da cultura indígena, seus valores e suas crenças. Na casa da reza, local de oração, em que os índios fazem suas preces todas as noites, eles puderam presenciar um canto de agradecimento pelos bens e frutos que a natureza oferece.
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Para a estudante, Louise De Villio, 20 anos, a atividade gerou reflexão. “Com a visita, aprendi que políticas públicas não têm que só subir o morro ou sair do asfalto, mas têm que entrar na mata também”, comentou.

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