quinta-feira, 13 de março de 2014

Padres Monfortinos assumem paróquia em Perus

Por Renata Moraes, pela Pascom Brasilândia
a
Na noite da sexta-feira, 28 de fevereiro, no Setor Pastoral Perus, tomou posse como pároco da Paróquia Santa Rosa de Lima o padre Luciano Andreol, missionário Monfortino, e foi apresentado o vigário paroquial, padre Taddeo Pasini, da mesma congregação.
a
A missa foi realizada no Centro Comunitário Padre Guilherme Kuypers, presidida por dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Brasilândia, e concelebrada pelos padres do Setor Perus e demais que atuam na Região.
a
Os padres Luciano e Taddeo assumem a Paróquia e suas nove comunidades após a saída do antigo pároco e irmão de missão, padre Luiz Augusto Stefani, conhecido como padre Luizinho. Após quase dois anos de trabalho à frente da Paróquia, deixa o pastoreio da Santa Rosa de Lima para assumir a função de Superior Delegado da Delegação Monfortina Peru-Brasil.
a
Na homilia, dom Milton destacou a primeira leitura da Carta de São Tiago, exortando a todos sobre a importância de serem verdadeiros consigo mesmo, com os outros e com a Igreja. O Bispo agradeceu em especial ao padre Luizinho, pelos dois anos de trabalho missionário com o povo, e que administrou a reforma da Igreja. Assim como acolheu os novos padres monfortinos para essa nova missão.
a
Padre Luciano Andreol expressou sua gratidão e confiança em pastorear a comunidade. “É uma grande oportunidade e um desafio, meu medo é atrapalhar a comunidade, quero fazê-la crescer”. O vigário paroquial também agradeceu a oportunidade de poder auxiliar a comunidade.
a
Em entrevista, padre Luizinho expressou, emocionado, sua partida. “A nova missão chegou antes do que eu esperava, mas a minha Congregação me pediu algo novo. Foi uma aceitação nada fácil”. O Padre já tinha organizado com a comunidade um programa pastoral e a reforma da igreja, que exigiu muita movimentação do povo. Ele expressou alegria como sinal de dever cumprido. “Entrei na missão paroquial feliz e saio feliz, não porque estou deixando a Paróquia, mas porque sei que há pessoas animadas a continuar o projeto”. O Sacerdote vai animar os 45 monfortinos da Delegação espalhados pelo Brasil, Peru, Colômbia e Argentina. A duração do mandato é de três anos e o Padre residirá em Lima, no Peru.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

'Fraternidade e Tráfico Humano' é tema de formação

Por Renata Moraes, pela Pascom Brasilândia
a
Em 15  de fevereiro, agentes de pastoral se reuniram na Paróquia Santos Apóstolos, no Jardim Maracanã, para refletir sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2014: “Fraternidade e Tráfico Humano”, e o lema “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).  
a
A equipe regional da CF-2014 propôs a contextualização do tema de acordo com o objetivo geral da CNBB: “identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando cristãos e pessoas de boa vontade para erradicar este mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”.
a
Na abertura do encontro, o padre Reinaldo Torres, assessor da CF-2014 na Região, alertou sobre a importância do tema. “Infelizmente, muita gente em nossas comunidades pensa que o tráfico humano é coisa de novela, mas não é. O tráfico humano está presente em nossas comunidades e, muitas vezes, não temos uma resposta de amor e compaixão para nos colocarmos ao lado das pessoas traficadas. Nós temos que construir juntos um processo que lhes devolva a dignidade e a liberdade de filhos de Deus”.
a
A formação foi divida em quatro pontos: “A fundamentação Bíblica”, assessorado por Antônio Claro Leite, advogado e professor; “O Tráfico Humano”, por Heidi Ann Cerneka, da Pastoral Carcerária Nacional; “Tráfico de Órgãos”, com a Irmã Antonieta Abreu, da Rede Nacional Um grito pela vida; e “A Exploração de Crianças e Adolescentes”, assessorado por Sueli Camargo, da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo.
a
Baseado no texto de Gálatas 5,1 - “É para a liberdade que Cristo nos libertou", o assessor Antônio refletiu sobre os aspectos bíblicos. “É preciso que usemos de misericórdia e compaixão para resgatar a dignidade da pessoa traficada”.
a
Sobre o tráfico humano, a assessora Heidi mencionou depoimentos de pessoas que foram presas por terem sido enganadas pelos aliciadores. “A vulnerabilidade, a carência humana e o desejo de melhorar suas condições de vida são um dos motivos que levam as pessoas a caírem nas armadilhas dos aliciadores e traficantes de pessoas”.a
 
Já a Irmã Antonieta, que atua contra o tráfico de pessoas, discorreu sobre a realidade do tráfico de órgãos no Brasil. “O tráfico de órgãos ainda é desconhecido, mas muito presente em nossa realidade, principalmente em casos de crianças desaparecidas. O papel da Igreja e da sociedade é informar, advertir e prevenir”.
a
Para Sueli Camargo, “a exploração sexual e o trabalho escravo são um dos maiores índices que atingem as crianças e adolescentes, pois eles estão entre as vítimas mais vulneráveis”.
a
Dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, também esteve presente e expressou a importância de debater o tema na Região, que também sofre com o tráfico humano. O encontro foi finalizado com a Oração da CF-2014.

Acessos