sexta-feira, 23 de maio de 2008

Fórum mapeia problemas paulistanos

Entre os dias 15 e 18 de maio, o Sesc da Vila Mariana recebeu a primeira edição do Fórum Nossa São Paulo. A atividade reuniu o resultado de debates desenvolvidos em regiões da cidade acerca dos problemas que afetam os paulistanos.

Nos quatro dias de evento mais de 750 pessoas relataram as dificuldades da cidade e expuseram projetos de melhorias. Houve a apresentação de 900 propostas, as quais serão encaminhadas aos candidatos a prefeito e vereador da cidade.

A maior parte dos projetos está voltada para a área de saúde. Também apareceram muitos indicativos de ações para os setores de educação, habitação, transporte e cultura.

Os problemas detectados pelo Fórum podem ser verificados na realidade da Brasilândia. Faltam postos de saúde em alguns bairros, há poucos projetos habitacionais, os congestionamentos dominam as principais avenidas e a educação fornecida pelas escolas públicas é deficitária.

Quanto às iniciativas do setor cultural, a população da Brasilândia conta com algumas alternativas promovidas pelo poder público, mas principalmente, pelas organizações sociais e lideranças comunitárias.

Os indicadores e propostas do Fórum Nossa São Paulo são um excelente trunfo a ser utilizado pelas lideranças da Região como instrumento de educação política para as eleições desse ano.

As Pastorais Sociais da Região Brasilândia pretendem realizar no mês de agosto um debate com os principais candidatos a prefeitura de São Paulo. A expectativa é que os aspirantes a prefeito tomem ciência das reivindicações e assumam o compromisso de prestar contas à população quando estiverem à frente do executivo municipal.



Conheça as propostas do Fórum Nossa São Paulo:
http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/652

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Reflexões sobre a comunicação

A Pascom Brasilândia, em parceria com o Vicariato da Comunicação, promove em maio o curso “Técnicas de Comunicação Litúrgica”. A atividade acontece no sábado, dia 24, na paróquia Nossa Senhora Aparecida, localizada na rua Luciano D´Amore, 47, Vila Souza.

Os interessados em participar da atividade devem enviar a inscrição até o dia 22 de maio, quinta-feira, através do e-mail pascombrasilandia@uol.com.br. O curso é gratuito, mas só os inscritos poderão participar e ter certificado.

Com vistas a introduzir as reflexões do curso, publicamos a seguir uma breve análise sobre a essência da comunicação. O texto foi escrito pelo assessor do curso de “Técnicas de Comunicação Litúrgica”, o jornalista e padre Cilto José Rosembach.


Falando de Comunicação

A comunicação é uma das necessidades básicas do ser humano. É por meio da comunicação verbal ou não verbal que as pessoas interagem entre si e constroem a sociedade. Assim, não existe sociedade sem comunicação. Ela é o fio condutor que perpassa pessoas, grupos sociais e instituições e possibilita a construção do que chamamos de cultura.

Comunicação: uma experiência antropológica (humana)

A comunicação é, em primeiro lugar, uma experiência antropológica fundamental, cujo significado está no próprio termo. Seu primeiro sentido, promovido do latim, ao século XII(1160) e remete à idéia de comunhão, partilha. A comunicação é sempre a busca do outro e de um compartilhar. Contudo, por mais que a palavra comunicação esteja na moda, nem sempre as pessoas participam de maneira satisfatória desse processo, particularmente na relação interpessoal, chegando, às vezes, a mal-entendidos.

Não basta querer interagir. Se alguém não consegue expressar seus pensamentos e sentimentos de maneira inteligível ao interlocutor, a comunicação pode fracassar. Comunicar também não é só emitir mensagens, mas estar receptivo para receber e interpretar o que o outro tem para dizer. Ou seja, o bom comunicador não é aquele que fala muito, mas o que fala o necessário escuta com atenção, a fim de dar a resposta adequada para criar “interação”.

Nesse sentido, a escuta é um elemento importante no processo comunicativo. Escutar não se reduz a “ouvir”. Podemos ouvir um barulho, uma voz, uma mensagem e não nos importar com seu significado. Escutar, ao contrário, é dar atenção e buscar conferir um significado não só à mensagem recebida, mas também à pessoa que transmite o seu conteúdo. Escutar é perceber o outro na sua situação. Para isso é necessário vencer o desejo de dar respostas sem antes “escutar” ou esperar que o interlocutor termine de dizer totalmente o que pensa. A comunicação é tão importante, que podemos afirmar que dela depende a qualidade de nossas relações humanas.

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