sexta-feira, 21 de maio de 2010

Brasilândia forma primeira turma do ETEP

por Juçara Terezinha, pela Pascom Brasilândia

Em clima de festa e compromisso com a Igreja, 90 lideranças leigas das comunidades de base, das pastorais e movimentos eclesiais da Região Episcopal Brasilândia celebraram no sábado,15 de maio, a formatura do ETEP, Escola de Teologia e Pastoral.

A missa ocorreu na Igreja Santos Apóstolos, Jardim Maracanã e foi presidida pelo cônego Antonio Manzatto e pelo padre José Roberto, assessor da comissão de formação de leigos regional. Também estavam presentes os padres José Aécio Cordeiro da paróquia Nossa Sra. das Graças, Anhanguera, padre Fábio Bezerra da Silva da área paroquial N. Senhora e Santa’Ana, padre Everton Fernandes Moraes, paróquia Nossa Sra. Aparecida, Vila Souza.

Durante o momento de acolhida aos formandos, familiares, lideranças e religiosos, o padre Antonio Leite Barbosa Junior, pároco da Igreja Santos Apóstolos, destacou a felicidade da Igreja na Região Brasilândia em celebrar a formatura de 90 lideranças leigas que durante dois anos, todas as sextas feiras, participaram assiduamente da formação no ETEP.

Na celebração eucarística, padre Manzato fez a apresentação da equipe regional que durante dois anos coordenou o curso com muita competência e dedicação. A equipe é formada por padres, diáconos, leigas e leigos. Manzatto apresentou a professora Rosana Manzini, que estava representando os professores da Faculdade Assunção. Em seguida fez a apresentação, nome a nome, dos 90 formandos. A emoção estava estampada no rosto de cada um deles. Mulheres, homens, jovens comprometidos com o Reino de Deus lotaram o presbitério da Igreja. Em resposta a assembléia os acolheu com uma calorosa salva de palmas.

Durante a homilia Manzato falou que a Igreja da Brasilândia sempre teve uma preocupação com a formação dos leigos e leigas. Lembrou do ITEBRA, que funciona há mais de 18anos e cumpre a função de fazer a formação teológica, bíblica, pastoral e eclesial. Ele ponderou que a Escola de Teologia e Pastoral foi pensada para ajudar no aprofundamento dos leigos. "Hoje estamos colhendo os primeiros frutos desta nova etapa. É um momento de ação de graças porque mesmo sem recursos o curso foi um sucesso”, disse Manzatto que também destacou o apoio dos padres, religiosas, diáconos e de todo o povo de Deus para o sucesso do curso.

No final, depois dos agradecimentos, professora Rosana, falou da sua alegria de ter vivenciado esses dois anos com lideranças comprometidas com a justiça social e com a causa dos pequenos. “ Este processo me fez voltar a minha matriz teológica, as minhas origens e sou muito grata a cada um de vocês", exaltou.

O momento do compromisso aconteceu com a entrada da Mãe padroeira da América Latina, Nossa Senhora Aparecida. Um grande rio foi formado no centro da Igreja pelos formandos que acolheram Nossa Senhora. Depois da benção final, houve a entrega dos certificados. Por fim, diácono Franco fez memória da caminhada do curso e destacou que aquele momento era de renovação dos compromissos com Deus e chamou, pelo nome, cada um dos formados para dar-lhes um caloroso abraço e entregar o certificado.

sábado, 15 de maio de 2010

Igreja sinaliza para o fim do uso de projetores multimídia nas missas

por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

No mês em que a Igreja celebra o 44° Dia Mundial das Comunicações Sociais, em 16 de maio, sob o tema “O padre e as pastoral no mundo digital: novos meios de comunicação a serviço da palavra”, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, apresenta um documento que aponta para o fim do uso de projetores multimídia nas missas e celebrações.

As recomendações foram expostas na 48ª Assembléia Geral da CNBB, em Brasília e repassadas em carta aos presbíteros, com a assinatura de dom Joviano de Lima Júnior (arcebispo de Ribeirão Preto – SP), dom Fernando Panico (bispo de Crato – CE) e dom Sérgio Aparecido Colombo (bispo de Bragança Paulista – SP).

Apesar de o uso de projetores multimídia ser uma realidade distante da maior parte das comunidades da Região Brasilândia – o recurso mais utilizado, em especial para a visualização de músicas ainda é o retroprojetor e nas comunidades mais carentes uma das alternativas é escrever a música em cartolinas – o equipamento tem ganhado a cada dia mais utilidade nas paróquias e comunidades da Igreja em todo mundo, especialmente para a projeção de cantos, orações, leituras bíblicas e até esquematização de homílias. Os defensores dos projetores multimídia alegam que é um recurso prático, chamativo aos fieis e benéfico sob as óticas financeira e ecológica, pois ajuda a economizar papéis com folhetos e livros de cantos, por exemplo.

Embora haja essas vantagens, o documento da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB problematiza que o uso de projeções multimídia tem interferido no envolvimento dos fiéis na liturgia e feito com que desviem o foco de dois elementos centrais da missa: a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia.

No documento, a CNBB alerta que “...não convém que a assembléia acompanhe o texto da oração eucarística, seja ele impresso ou projetado, mas, com os olhos voltados para o altar, ouça a voz do presidente que proclama a solene ação de graças. Neste momento, não pode a assembléia centrar-se em imagens ou filmes projetados no telão. As aclamações da assembléia poderiam ser proferidas ou cantadas pelo diácono ou outro ministro e repetidas pelo povo” e ainda complementa que “...estaria muito mais de acordo com a natureza da liturgia a assembléia voltar-se para o ambão, com olhos e ouvidos atentos ao ministro que proclama a Palavra ‘em voz alta e distinta’ (cf. IGMR 38), em vez de acompanhá-la com os olhos fixos num texto impresso ou em projeções no telão”, recomenda o texto.

Os autores do documento justificam as recomendações com base em outras diretrizes da Igreja, segundo as quais o presidente da celebração, ao proclamar a palavra e ao presidir a eucaristia, assume a função e as ações do próprio Cristo. “Imagens projetadas durante a celebração desviam a nossa atenção da ação de Jesus Cristo, aqui e agora, na própria ação ritual. Além disso, sendo o filme, ou vídeo, um acontecimento em si mesmo, não se destina a ilustrar outro acontecimento que é o mistério de Cristo e da Igreja na própria ação ritual em ato”, diz outro trecho.

Em outras partes do documento, o projetor multimídia é apontado com elemento estranho ao espaço celebrativo e dificultador das ações sagradas e da ativa participação dos fiéis na liturgia. Apesar das fortes considerações, o documento não impede o uso dessa tecnologia para momentos de formação e evangelização.

Música litúrgica e missas de cura e libertação

O documento apresentado em 13 de maio na Assembléia Geral da CNBB também faz ponderações sobre o uso da música na liturgia e a realização das missas de cura e libertação. Sobre as músicas, pede-se que não sejam vistas apenas como um acessório da celebração, mas sim como elemento de natureza sacramental e de oração, estando inserida em um tempo litúrgico e em sintonia com a palavra de Deus. “Nem toda a música religiosa presta-se para o momento ritual. Há uma forte tendência em escolher uma música apenas por ser bela ou por ser conhecida pelo povo, mas com um texto deslocado do momento ritual”, alerta do documento.

Em relação às chamadas missas de cura e libertação, a CNBB orienta que estas devem ser celebradas em horários especiais e com finalidades específicas de obter de Deus a cura e libertação de doenças. Os bispos do Brasil objetivam apresentar até 2011 as diretrizes para a realização de tais missas, buscando responder os inúmeros questionamentos de diversas alas da Igreja, que criticam o aspecto reducionista, utilitarista e mágico dado a algumas dessas celebrações e defendem que o momento de cura e libertação já está contemplado nos ritos de benção dos enfermos.

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