sexta-feira, 25 de março de 2011

Metrô na Brasilândia? Só em 2017...

Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Sabe a linha 6 do Metrô, aquela que a administração estadual passada prometeu entregar em 2012, ligando a Brasilândia à Estação São Joaquim? Antes de 2017, pode esquecer... Nada de trilhos em alta velocidade por aqui.

Na última quinta-feira, dia 24, por conta da série de entrevistas com os secretários estaduais que tenho realizado para o jornal O São Paulo, Semanário da Arquidiocese, tive a oportunidade de conversar com Jurandir Fernandes, atual titular da pasta de Transportes Metropolitanos.

O secretário deu a entender que aqueles que propagaram que o Metrô da Linha 6 ficaria pronto em 2012 mentiram para a população e que, respeitadas as três etapas de projeto – funcional (já pronta para os 15 quilômetros da linha), básica (que está na metade) e executiva (ainda não iniciada) - as obras poderão ser iniciadas em fins de 2012 ou no começo de 2013 e concluídas no início de 2017.

“Só iremos conseguir contratar as empreiteiras, fazer tudo conforme a lei, lá pra 2013 ou no fim do ano que vem. Digamos que eu comece as obras em 2013, uma obra leva em torno de quatro anos, então a linha vai começar a funcionar em 2017”, afirmou.

Conhecendo o pouco um mundo da política e de que obras sempre capitalizam votos, este jornalista aqui arrisca um palpite: as obras começarão, coincidentemente, perto das eleições do ano que vem, e a linha 16 iniciará operação no segundo semestre de 2016, quando, também por coincidência do calendário eleitoral, teremos novas eleições municipais.

Jurandir Fernandes me apresentou um mapa do planejamento de transportes ferroviários na Grande São Paulo. Na nossa região, a novidade na Linha 7 da CPTM será a Estação Vila Aurora (entre a estação Perus e Jaraguá) que o governo Serra/Goldman prometeu entregar em fins de 2010, mas não cumpriu.

Linhas de Metrô por aqui serão duas: a linha 6, que ligará a Brasilândia à Estação São Joaquim (há quem diga que possa se estender de Pirituba a Anália Franco) com estações em pontos estratégicos como o Hospital Vila Penteado e às faculdades PUC e Mackenzie. Já a linha 16 sairá da Vila Nova Cachoeirinha até a Lapa.

“O que eu tenho de paixão, eu luto por essa linha [linha 6], mas interessado do que eu não existe, até porque eu morei na minha adolescência na Freguesia do Ó, eu sei como é dura a vida dos trabalhadores de lá – Brasilândia, Freguesia, Morro Grande, Cruz das Almas.. A obra é importante, eu luto por ela, o governador luta por ela, mas não dá para fazê-la antes de 2017”, declarou Jurandir Fernandes.

Fica a informação e também o chamado para que nos mobilizemos a fim de que não venham postergar, novamente, a construção do Metrô por aqui...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Brasilândia abre CF atenta a problemas ambientais

por Daniel Gomes, Anderson Braz e Juçara Zottis, pela Pascom Brasilândia
Colaborou Karla Maria

Cerca de 3 mil pessoas das comunidades da Região Brasilândia participaram no domingo, dia 13, da celebração de abertura regional da Campanha da Fraternidade 2011. Para chegar ao evento que aconteceu na EMEF Professor Páscoli Melaré, no Jardim Elisa Maria, cerca de 500 pessoas, atuantes nos setores Cântaros e São José Operário, optaram por caminhar por quase duas horas.

Com bandeiras, cartazes, canecas e garrafas de água nas mãos, eles superaram os obstáculos das estradas estreitas, calçadas quebradas e ocupadas pelos carros, morros, esgoto correndo a céu aberto, buracos, muito lixo espalhado pelo chão, animais como cachorros e cavalos disputando espaço com as pessoas. “A Inajar de Souza [avenida por onde passou a caminhada] está abandonada, com esgoto a céu aberto, lixo, não tem lugar para andar”, criticou a leiga Catarina Chaparin.
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Ao chegarem ao local do evento, os caminhantes encontraram-se com as caravanas de outros setores da região e com os personagens Zé Limpinho e Maria Beleza, dois bonecos gigantes, que deram o tom de abertura do evento. Ao som dos tambores e atabaques, eles desfilaram chamando atenção para o cuidado com meio ambiente.
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A presença juvenil foi destaque. Eles estavam em todos os lugares. As apresentações dos quatro elementos foram animadas por jovens e adolescentes com muita criatividade, que polemizaram questões relacionadas a temática como o descaso na gestão do lixo na cidade.

Dom Milton Kenan Junior, bispo regional, falou ao povo sobre a responsabilidade do poder publico em garantir políticas de sustentabilidade, mas enfatizou que a Igreja tem a missão de ajudar no despertar e tomada de consciência da situação ambiental, para que, de maneira organizada, as pessoas exijam dos governos a efetivação dessas políticas. “É preciso que a gente se dê conta que também podemos fazer a nossa parte, podemos criar um jeito novo de ser, marcado pelo cuidado, pelo zelo do planeta que vivemos e do mundo que está mais perto de cada um de nós”, disse o bispo.

Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC) conclamou para que haja um cuidado maior com o planeta, evite-se o desperdício de água, cuide-se do lixo e lembrou que a campanha pede que todos economizem ao menos 10% de energia elétrica. "Que o povo maravilhoso dessa região descruze os braços e se organizem em projetos pelo meio ambiente", exortou.
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Dom Angélico também alertou que a região precisa apresentar um projeto alternativo para que a construção do trecho norte do Rodoanel não prejudique as comunidades da Brasilândia e lamentou que a Linha 6 do Metrô ainda não tenha sido iniciada. "Cadê o Metrô que não aparece por aqui? O povo continua exprimido nos ônibus", criticou.
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Padre Reinaldo Torres lembrou a EMEF Professor Páscoli Melaré deve ser um dos lugares demolidos para a construção do trecho norte do Rodoanel. A continuidade das obras e os impactos que trará aos bairros da região serão tema de uma manhã de formação regional, no dia 9 de abril, das 9h às 12h, na paróquia Santos Apóstolos, no setor Nova Esperança.
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Ao final, depois da bênção de envio, cada pessoa foi motivada pelo padre Cilto José Rosembach, assessor regional das pastorais sociais, a assumir um compromisso concreto: plantar e cuidar uma muda que recebeu na saída do evento.

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