sexta-feira, 11 de março de 2016

Casa comum também é responsabilidade dos jovens


60 jovens participam de encontro sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 


Créditos Matheus Maciel


No domingo, 6, aproximadamente 60 jovens da Pastoral da Juventude da Região Brasilândia participaram de uma formação sobre a Campanha da Fraternidade deste ano, com assessoria da Célia Aparecida Leme, das CEBs. Inicialmente, a assessora apresentou os principais pontos da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano e lembrou que o saneamento básico é uma questão de saúde que impacta diretamente na vida da juventude.



Houve, ainda, dois momentos formativos, chamados de oficinas sustentáveis, com o uso de materiais recicláveis: criação de brinquedos e horta vertical. Após as oficinas, os grupos apresentaram suas reflexões e os materiais produzidos. O encontro, animado pela banda Legião Pejoteira, encerrou-se com uma oração e uma motiva- ção: os jovens foram convidados a continuarem a reflexão em seus grupos, compartilhando nas redes sociais os gestos concretos relacionados ao tema da Campanha deste ano. Saiba mais sobre a Pastoral da Juventude em http://pjbrasilandia. wordpress.com.

Reportagem Publicada no Jornal O SÃO PAULO em 11/03/2016

 

‘Mulher, coragem de mudar’



Respeito à dignidade das mulheres é enfatizado por participantes de evento em Taipas



Créditos Juçara Zottis


Reunidas na Creche Azul, no bairro Taipas, as mulheres clamaram pelo fim da violência, no domingo, 6, marcando as comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. 

Em sua 26ª edição, a atividade promovida pela Pastoral da Mulher da Região da Brasilândia apresentou o tema “Por que tanta violência? A casa é nossa. Vamos cuidar”, e o lema “Mulher, coragem de Mudar”, com debates sobre assuntos de interesse feminino. A médica Simone Nascimento falou sobre as causas de morte das mulheres.

A principal é a pressão arterial alta. Além disso, mulheres que têm uma vida sedentária ou que possuem excesso de atividades estão mais suscetíveis a sofrer um acidente vascular cerebral. Assim, segundo a médica, é preciso que as mulheres mudem os próprios hábitos de vida. A segunda maior causa de morte entre as mulheres é a violência. “Em média, são 13 mulheres assassinadas por dia no Brasil e os assassinos são pessoas da própria família”, alertou Simone. Denunciar os agressores antes que a violência e morte aconteçam é fundamental, segundo a médica.



As doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, são a terceira causa de morte feminina, seguida do câncer de mama e de útero. “Fazer exames preventivos anuais aumenta as chances de cura do câncer, sobretudo no colo do útero, que é uma lesão silenciosa”. O professor Sérgio Barbosa, do Coletivo Laço Branco, destacou a necessidade criar espaços de ajuda e recuperação aos homens que cometem violência contra as mulheres. O grupo atua para sensibilizar os homens em ações pelo fim de todas as formas de violência contra a mulher.

Também esteve no evento Dulce Xavier, secretária adjunta municipal de Políticas para as Mulheres, que apresentou as ações governamentais voltadas a reduzir as desigualdades entre os sexos. A luz do tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016 “Casa comum, nossa responsabilidade”, a coordenação do evento leu uma carta aberta às mulheres. “A Casa comum que precisamos cuidar é a nossa terra, as figuras que representam a nossa mãe terra são expressamente femininas”, descrevia um trecho da carta. 

A violência doméstica, que causa medo, desalento e decepção, foi apontada como fator presente na realidade da Brasilândia. Houve o indicativo de que é preciso alertar as mulheres sobre como denunciar seus agressores para que haja o fim da violência.

Reportagem publicada no Jornal O SÃO PAULO em 11/03/2016

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