sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Juventude da Brasilândia realiza assembléia regional

Por Juçara Terezinha, pela Pascom Brasilândia

Lideranças dos grupos de base e das coordenações paroquiais da Pastoral da Juventude (PJ) realizaram na tarde do domingo, 19 de setembro, uma assembléia regional com objetivo de avaliar a caminhada de 2010 e traçar metas para 2011.

Com muita alegria e descontração os jovens foram chegando, e aos poucos ocuparam o salão da Igreja Nossa Senhora da Expectação, na Freguesia do Ó. Durante a apresentação, cada um falou o nome e a comunidade ou grupo que pertence e contou sobre outras atividades que realiza na Igreja. Muitos são catequistas, outros fazem parte da equipe de liturgia, ministério da musica, cerimoniários, monitores de crisma, e alguns, estão se preparando para serem ministros da eucaristia.

Após a apresentação, o coordenador regional da PJ Anderson Bueno, falou dos objetivos do evento. O primeiro assunto foi sobre o DNJ (Dia Nacional da Juventude) que acorre no ultimo domingo de outubro. “Todos sabemos que o tema do dia nacional da Juventude deste ano é a campanha contra o extermínio da Juventude”, lembrou. Leandro Silva, conselheiro tutelar, comentou sobre o assunto e explicou o papel da mídia neste cenário e como a juventude pode ser protagonista.

Um dos momentos marcantes da atividade ocorreu quando cada jovem deixou a sua marca na bandeira da PJ. Aos poucos a bandeira foi ganhando um novo visual: eram as mãos dos jovens da Pastoral da Juventude assumindo o compromisso de defender a paz e dizer não à violência.

Depois deste momento de mística e compromisso, os jovens passaram a debater sobre os motivos que levam a maioria da juventude a perder o interesse pelo grupo de jovens e a não participar da vida da comunidade. Anderson Bueno lembrou que a PJ regional passa por um momento de reiteração. Em alguns setores o surgiram novas lideranças que estão impulsionando a organização da juventude. Outros estão retomando aos poucos a articulação e formando novos grupos.

O coordenador da PJ regional ressaltou que os padres, diáconos, seminaristas e as religiosas têm um papel fundamental na formação da juventude, organização dos grupos e as coordenações. Os jovens necessitam de acompanhamento, de incentivo de apoio de pessoas amigas. “Diante deste quadro se faz necessário apontar atividades que sejam atrativas e que ao mesmo tempo possibilitam o fortalecimento da caminhada dos jovens”, destacou

Para apontar estas alternativas, os jovens realizaram os grupos de trabalho durante a assembléia e apontaram propostas. Para encerrar, a bandeira da PJ foi colocada no centro e houve a reafirmação do compromisso de lutar pela Paz.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Igreja Católica não é cabo eleitoral de ninguém

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Como tem sido comum desde a redemocratização da sociedade brasileira nos anos 1980, a Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil não faz campanha para político algum. Nestas eleições, a conduta da Instituição não é diferente, apesar de as impressões pessoais de alguns religiosos terem sido, equivocadamente, divulgadas como posicionamento oficial da Igreja.

Em 19 de julho, por exemplo, o bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini, publicou uma carta na qual expôs argumentos para que os fiéis não votassem na candidata a presidência da república Dilma Rousseff. Horas depois, sem o mínimo de checagem jornalística, os principais sites e jornais do país publicavam em letras garrafais manchetes como “CNBB pede que cristãos não votem em Dilma”.

Equivocadamente, ou por questões obscuras do ambiente político, parte significativa da grande mídia transformou uma opinião pessoal em posicionamento oficial da CNBB. Algo lamentável e totalmente sem sentido, já que desde o começo do período eleitoral a Igreja tem explicitado que não apoia ou repudia candidaturas, mas sim instrumentaliza os fiéis para que discutam, democraticamente, as propostas políticas que se apresentam para a gestão do país e dos estados brasileiros.

Como sujeitos sociais, padres, bispos e leigos são livres para expressar aquilo que pensam - algo que o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) chamou de uso público razão. No entanto, ao se posicionarem em nome da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil devem estar em sintonia com as diretrizes colocadas a respeito de tal temática – o chamado uso privado da razão, pelo mesmo filósofo.

Na quinta-feira, 16 de setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, divulgou nota à imprensa na qual esclarece quem se manifesta em nome da Conferência. “Falam em nome da CNBB somente a Assembléia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência. O único pronunciamento oficial da CNBB sobre as eleições/2010 é a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada pela 48ª Assembleia Geral da CNBB, deste ano, cujo conteúdo permanece como orientação neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País”, aponta um dos trechos da nota assinada por dom Geraldo Lyrio Rocha (presidente da CNBB), dom Luiz Soares Vieira (vice-presidente) e dom Dimas Lara Barbosa (secretário geral).

Na mesma nota, a CNBB encoraja os fiéis para que participarem conscientemente do processo eleitoral. “Por isso, incentivamos a que todos participem e expressem, através do voto ético, esclarecido e consciente, a sua cidadania nas próximas eleições, superando possíveis desencantos com a política, procurando eleger pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana. Em particular, encorajamos os leigos e as leigas da nossa Igreja a que assumam ativamente seu papel de cidadãos colaborando na construção de um País melhor para todos”, diz o texto.

O Blog da Pascom Brasilândia alerta aos leigos que nenhum canal de comunicação oficial da Igreja Católica está autorizado a realizar campanha política para candidato algum, o que não impede, no entanto, de que haja o levantamento das demandas locais e nacionais que assolam em especial a população mais carente e sejam promovidos, em comunidades e paróquias, encontros entre candidatos, nos quais todas as legendas políticas estejam representadas e tenham igual poder de voz.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Todo eleitor é cidadão e tem igual valor, certo?

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Patético. Essa palavra resume o comportamento de seis candidatos ao governo de São Paulo que confirmaram presença em um debate com a população em situação de rua na capital, mas não compareceram ao encontro na manhã de 09 de setembro.

Aloizio Mercandante (PT), Celso Russomano (PP), Fábio Feldman (PV), Geraldo Alckmin (PSDB), Paulo Búfalo (PSOL) e Paulo Skaf (PSB), todos sempre presentes aos debates e entrevistas em jornais, rádios e tevês, não deram a mínima satisfação ao movimento dos moradores em situação de rua. Somente alguns candidatos ao legislativo estadual e municipal “deram uma passadinha no evento”. Em sinal de protesto, os presentes deram as costas para a mesa onde deveriam estar os debatedores.

Por que não compareceram? Foi a pergunta que ficou no ar, já que nenhum dos candidatos tinha compromisso agendado para aquela manhã. Seria o medo de assinar o termo de compromisso elaborado pelo movimento dos moradores em situação de rua? Ou a crença, preconceituosa, de que os moradores em situação de rua têm pouco valor por não serem formadores de opinião e não interferem nos destinos financeiros e sociais do estado e do país? Por quê não foram, afinal?

Seja lá quais forem as justificativas, se é que elas virão, nunca é demais lembrar a alguns políticos que o artigo 5° da Constituição da República Federativa do Brasil coloca todos os brasileiros com iguais direitos perante a lei. Além disso, obviamente, a urna eletrônica não dá peso “2” a voto de rico e peso “1” ao voto dos excluídos. Ao menos nesse momento, todos são iguais na democracia.

No cotidiano das estratégias e do marketing político deve ser “muito mais benéfico” ir à tevê e falar aos 50,5% dos brasileiros, cerca de 94,9 milhões de pessoas, que hoje fazem parte da classe C de consumo, conforme pesquisa divulgada em 10 de setembro pela Fundação Getúlio Vargas, FGV. Afinal, é para essa classe média - onde muito provavelmente, eu e você, leitor, estamos inclusos – que os políticos direcionam seus discursos eleitorais, pois a conquista da maior parte desses eleitores pode decidir a eleição.

O mais lamentável é que quando muitos desses políticos chegam ao poder, felizmente há exceções à danosa regra, os interesses públicos ficam relegados em segundo plano. Um levantamento do Movimento Nossa São Paulo, feito durante todo o mês de agosto na Câmara Municipal de São Paulo revelou que dos 114 projetos de lei apresentados pelos vereadores, 22 são para dar nome a ruas e equipamentos públicos, 19 são para concessão de títulos e homenagens e outros cinco acrescentam datas comemorativas ao calendário da cidade. Em resumo, mais de 40% dos projetos não trarão melhoria qualquer para a vida do morador da cidade.

Que essas situações, constatações e reflexões não sejam esquecidas em 03 de outubro. E que a cobrança sobre os eleitos permaneça após as eleições.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Congresso sob a ótica dos leigos

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

“A nossa Igreja é uma igreja leiga porque é constituída em sua maioria por cristãos batizados com vocação a ser fermento, sal e luz (...) é no mundo que nós devemos viver nossa missão”. Animados por essas e outras explanações de dom Milton Kenan Júnior, bispo da Brasilândia, os leigos da região participaram no sábado, 28 de agosto, na paróquia São Luís Gonzaga, setor Pereira Barreto, da missa de encerramento da etapa regional do 1° Congresso Arquidiocesano de Leigos.

Após 15 oficinas temáticas, nas quais se fizeram presentes mais de 1.300 pessoas, e dezenas de encontros paroquiais, a etapa regional do Congresso recebeu avaliações positivas e algumas críticas construtivas dos leigos.

“Participei apenas de uma oficina, a de anúncio querigmático. Gostei muito e vi a presença e a ação de Deus. Compreendi muito da minha realidade e tive a possibilidade de ver que a Igreja não existe apenas para rezarmos, mas também para agirmos e levarmos o Deus caridoso e misericordioso a todos os povos”, diz Robson Landim, da Capela São Paulo Apóstolo, Jaraguá.

“A minha avaliação é critica em relação ao congresso de leigos. Percebi, nas oficinas, o jeito de atuação de alguns dos nossos irmãos sem uma visão de projeto construtivo e ativo, mas com a obrigação de marcar presença. Sinto que falhamos, em algumas partes, mas não podemos desistir. Quero dar meus parabéns aos bispos, padres, diáconos, ministros não-ordenados, religiosos e religiosas, por terem assumido sua função e a desempenhado sempre com tanto ardor missionário. Evangelizar é viver a própria identidade de ser Igreja de Jesus Cristo” opina Cosme Laurentina, ministra na Capela Nossa Senhora Aparecida, setor Pereira Barreto.

Ao final dos trabalhos, com o envio dos delegados que representarão a Brasilândia na etapa arquidiocesana do Congresso há a perspectiva de que a voz dos leigos abra caminhos para a promoção de mudanças na Igreja em São Paulo. “Se as pessoas que se engajaram no Congresso de Leigos assumirem os compromissos com fé e força de vontade, acho que vai mudar muita coisa na Igreja. Eu estou otimista, pois nós que seremos delegados, vamos levar nossas propostas e sugerir mudanças”, avalia Dinalva Coelho, da Capela Bom Pastor, setor Pereira Barreto.

Nos meses de setembro e outubro, a Região Episcopal Brasilândia será representada em cada uma das oficinas temáticas arquidiocesanas do Congresso por 10 delegados leigos. O encerramento do 1° Congresso Arquidiocesano de Leigos acontece em 21 de novembro, às 14h, no Ginásio do Ibirapuera.
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