sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Congresso sob a ótica dos leigos

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

“A nossa Igreja é uma igreja leiga porque é constituída em sua maioria por cristãos batizados com vocação a ser fermento, sal e luz (...) é no mundo que nós devemos viver nossa missão”. Animados por essas e outras explanações de dom Milton Kenan Júnior, bispo da Brasilândia, os leigos da região participaram no sábado, 28 de agosto, na paróquia São Luís Gonzaga, setor Pereira Barreto, da missa de encerramento da etapa regional do 1° Congresso Arquidiocesano de Leigos.

Após 15 oficinas temáticas, nas quais se fizeram presentes mais de 1.300 pessoas, e dezenas de encontros paroquiais, a etapa regional do Congresso recebeu avaliações positivas e algumas críticas construtivas dos leigos.

“Participei apenas de uma oficina, a de anúncio querigmático. Gostei muito e vi a presença e a ação de Deus. Compreendi muito da minha realidade e tive a possibilidade de ver que a Igreja não existe apenas para rezarmos, mas também para agirmos e levarmos o Deus caridoso e misericordioso a todos os povos”, diz Robson Landim, da Capela São Paulo Apóstolo, Jaraguá.

“A minha avaliação é critica em relação ao congresso de leigos. Percebi, nas oficinas, o jeito de atuação de alguns dos nossos irmãos sem uma visão de projeto construtivo e ativo, mas com a obrigação de marcar presença. Sinto que falhamos, em algumas partes, mas não podemos desistir. Quero dar meus parabéns aos bispos, padres, diáconos, ministros não-ordenados, religiosos e religiosas, por terem assumido sua função e a desempenhado sempre com tanto ardor missionário. Evangelizar é viver a própria identidade de ser Igreja de Jesus Cristo” opina Cosme Laurentina, ministra na Capela Nossa Senhora Aparecida, setor Pereira Barreto.

Ao final dos trabalhos, com o envio dos delegados que representarão a Brasilândia na etapa arquidiocesana do Congresso há a perspectiva de que a voz dos leigos abra caminhos para a promoção de mudanças na Igreja em São Paulo. “Se as pessoas que se engajaram no Congresso de Leigos assumirem os compromissos com fé e força de vontade, acho que vai mudar muita coisa na Igreja. Eu estou otimista, pois nós que seremos delegados, vamos levar nossas propostas e sugerir mudanças”, avalia Dinalva Coelho, da Capela Bom Pastor, setor Pereira Barreto.

Nos meses de setembro e outubro, a Região Episcopal Brasilândia será representada em cada uma das oficinas temáticas arquidiocesanas do Congresso por 10 delegados leigos. O encerramento do 1° Congresso Arquidiocesano de Leigos acontece em 21 de novembro, às 14h, no Ginásio do Ibirapuera.

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