quarta-feira, 25 de abril de 2012

Jovens organizam Taça PJ na Brasilândia

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia
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Os fins de semana de maio serão de muito esporte e evangelização na Região Brasilândia. Entre os dias 5 e 27 do próximo mês, na Escola Estadual Professor Augusto Ribeiro de Carvalho, no Piqueri, acontece a 2ª Taça PJ, promovida pela Pastoral da Juventude da região, com apoio da Secretaria de Estado da Educação.
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A competição reunirá 16 equipes de futsal masculino e oito de vôlei misto, compostas por jovens com idades de 15 a 25 anos, atuantes em grupos de jovens de paróquias ou em movimentos da Brasilândia. O torneio de futsal acontecerá pela segunda vez, esse ano com regras oficiais da modalidade, já a disputa de vôlei será inédita.
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De acordo com Jairo Miranda, coordenador da PJ no Setor Freguesia do Ó e membro da equipe de organização do torneio, a Taça PJ surgiu do desejo manifesto pelos jovens, em uma assembleia em 2010, de ter um momento de descontração e de integração entre os grupos.
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"É dito para os times aproveitarem esse momento para criar e fortalecer vínculo com outros grupos, além de um momento de diversão dos jovens. Nosso principal objetivo é a articulação entre eles, além de formar grupos de base a partir de alguns jovens que hoje participam da Crisma. Isso ocorreu o ano passado com algumas comunidades e foi muito positivo", apontou.
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Jairo Miranda destacou ainda que a Taça PJ ultrapassa a dimensão de lazer e atividade física. "Essa atividade nos ajuda a desenvolver principalmente o trabalho em equipe entre os grupos. Isso faz com que esses jovens se unam por algum objetivo. Queremos que levem esse mesmo espírito para os grupos de jovens que participam. Que essa atividade os motive para que cada dia desenvolvam os laços de amizades, fraternidade, união entre eles. Que eles aproveitem isso para que seus grupos cresçam cada vez mais", destacou.
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A Taça PJ também promoverá momentos de espiritualidade entre os jovens, uma vez que cada equipe deverá fazer uma bandeira do grupo e apresentá-la na abertura dos jogos, quando acontecerá um momento de espiritualidade com a mística da PJ.
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Os representantes das equipes já inscritas deverão comparecer em uma reunião no domingo, dia 29, às 9h, no Colégio Augusto Ribeiro de Carvalho (Rua Professor João Machado, 511), onde serão os jogos. Os times de futsal devem ter 16 integrantes e os de vôlei 12 jogadores. Saiba outras informações do torneio no blog http://pjbrasilandia.wordpress.com

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Setores pastorais realizam reuniões na Brasilândia

Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia
(com informações de Cilto José Rosembach e Ana Lúcia Contarelli)
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O sábado, 14, foi marcado por reuniões pastorais nos setores Cântaros, Nova
Esperança e Perus da Região Episcopal Brasilândia.
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Na Paróquia São José Operário, no Jardim Damasceno, as lideranças do Setor Cântaros fizeram avaliação do encontro setorial "Fraternidade e Saúde Pública", realizado em 31 de março, em que estiveram presentes os gerentes dos postos de saúde do Jardim Guarani e Vila Santa Terezinha, que escutaram as demandas da população por melhorias no atendimento de saúde pública. O próximo encontro sobre saúde pública acontecerá em 23 de junho, às 14h, na Comunidade São Benedito (rua Sítio D´Abadia, 175, Jardim Paulistano).
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Também houve especial preocupação com o fato de que muitas pessoas estejam procurando as paróquias apenas para a obtenção de cestas básicas, consolidando uma visão assistencialista da Igreja. Alguns informes foram passados, entre os quais a participação do setor na atividade de corpus Christi em âmbito arquidiocesano, em 7 de junho; a realização do encontro da Pastoral do Batismo, dia 29, às 15h, na Paróquia Santos Apóstolos (avenida Itaberaba, 3.907, Jardim Maracanã); e a realização do retiro regional do Apostolado da Oração, dia 28, às 7h30, na Casa de Encontros e Retiros Santa Lúcia Filippini (rua Mestre Pias Filippini, 513, Itaberaba).
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No Setor Nova Esperança, em reunião realizada na Paróquia Santa Rita de Cássia, o foco foi uma reflexão sobre as comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano 2°, conduzida por dom Milton Kenan Júnior, bispo regional.
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O bispo lembrou que o Concílio foi iniciado pelo papa João 23 em 11 de outubro de 1962, diante de 2.500 bispos de todo o mundo, e seguiu até 8 de dezembro de 1965, sendo encerrado pelo papa Paulo 6°.
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João 23, no discurso de abertura do Concílio, deixou claro que o objetivo era retomar a doutrina da Igreja e apresentá-la de acordo com as exigências da realidade da época. Foram montadas várias comissões de trabalho, e finalmente, 16 temas foram eleitos para ser desenvolvidos.
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De acordo com dom Milton, os documentos do Vaticano 2° retomam o significado de povo, destacando que os cristãos não são um povo qualquer, mas um povo de Deus, porque tem uma dignidade que brota do Batismo com base no mandamento do amor: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei", cuja meta é a construção do Reino de Deus.
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O bispo regional também refletiu que hoje se faz necessário retomar a identidade da Igreja, que não é qualquer organização. Para os participantes do encontro, ficou a sensação de que celebrar os 50 anos do Concílio Vaticano 2° é fazer a memória saudosa dos bons tempos da caminhada da Igreja, principalmente aqui no Brasil e na América Latina, sendo preciso revisitar os documento do Concílio Vaticano 2° e extrair o que há de melhor.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Dom Petrini fala sobre aborto de anencéfalos

Nesta quarta-feira, 11, o Supremo Tribunal Federal (STF), julga uma ação impetrada em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) que pede a descriminalização do aborto de fetos com anencefalia (ausência parcial ou total do cérebro).
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Defensora da vida, a Igreja tem se manifestado contrária à descriminalização do aborto de anencéfalos. Na sexta-feira, dia 6, a CNBB divulgou nota em que convocou os cristãos a realizarem nesta semana Vigília de Oração pela Vida. Em São Paulo, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e o bispo auxiliar dom Milton Kenan Júnior também manifestaram-se sobre o assunto.
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A seguir, publicamos a íntegra da entrevista de dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ao jornalista Daniel Gomes, da Pascom Brasilândia. Parte do conteúdo está veiculada no jornal O São Paulo, semanário da Arquidiocese de São Paulo, em reportagem publicada nesta semana.
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A CNTS alega que a não-legalidade do aborto de anencéfalos é uma ofensa à dignidade da mãe. A esse argumento se juntam alguns outros dos defensores do aborto como a de que os anencéfalos seriam vidas inviáveis e que é preciso diminuir o alto número de anencefalias do país. Como a Comissão Episcopal para a Vida e Família avalia tais argumentações? A legalização do aborto de anencéfalos é um atentado à vida?
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Dom João Carlos Petrini: O nascimento de uma criança portadora de anencefalia é um drama para a família e, especialmente para a mãe, e é justo pensar formas de ajuda, de apoio, de manifestação de solidariedade com a mãe para que ela não se sinta sozinha para enfrentar esse drama. Persuadi-la que o melhor é abortar o seu filho, revestindo de legalidade o ato de eliminar o filho-problema, não é a melhor resposta, não usa plenamente a razão porque não leva em consideração todos os fatores presentes: não considera o drama que acompanhará aquela mulher pela incapacidade de acolher o seu bebê e pela decisão de expulsá-lo de seu ventre. Não considera o direito do filho a nascer. A objeção de que é destinado a morrer em breve tempo não procede. Por acaso, há alguém que nasce e não tem como última meta a morte? Podendo prever a morte daqueles que não chegam à maturidade, iríamos eliminá-los também? Quem pode determinar o prazo mínimo para que uma vida humana seja acolhida?
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Na avaliação do senhor, uma eventual legalidade do aborto de anencéfalos, a partir da decisão STF, pode abrir precedente para outras flexibilizações do aborto e permissividades para demais ações de eugenia?
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Dom Petrini: Alguns princípios constituem como colunas que sustentam a vida social. O mais importante deles é a inviolabilidade da vida humana, sua indisponibilidade, por não se tratar de alguma coisa, mas de alguém que não é fabricação nossa. Uma vida inocente não pode ser negociada no mercado, nem nos parlamentos e nem nos tribunais. Abrindo exceção a esse princípio, abre-se uma brecha não só na lei e na prática do aborto, mas na consciência das pessoas: entende-se que uma vida que traz problemas pode ser eliminada. Uma lei ou a sentença de um Tribunal não só regulamenta um tema problemático, mas tem um extraordinário poder de formar a consciência coletiva. A recente difusão da violência no Brasil está certamente associada a estas brechas.
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Diante da iminente apreciação do STF sobre o caso, que atitudes a Comissão Episcopal para a Vida e Família espera dos cristãos e como pretende divulgar e firmar a posição contrária da Igreja à descriminalização do aborto de anencéfalos?
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Dom Petrini: A Comissão Episcopal para a Vida e a Família espera dos cristãos uma postura mais clara e explícita de valorização da vida humana desde a concepção até a morte natural, dando testemunho que os possíveis dramas, quando abraçados com amor, tornam-se fonte de maturidade, riqueza humana extraordinária. Não fugir do drama, mas abraça-lo é o caminho de uma dignidade e de uma grandeza humanas sem comparação. Esta postura, na contramão da cultura da banalidade hoje dominante que desvaloriza tudo, inclusive uma vida humana em formação no ventre materno, pode documentar que a morte não é solução, e que maior que a morte é o amor de Cristo que a venceu. Disso nós somos testemunhas.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Jovens da Brasilândia acolhem Cristo e manifestam suas cruzes

Por Karla Maria, reportagem publicada no O SÃO PAULO

2000 anos depois de Cristo ter sido pregado na cruz, a juventude da periferia ainda carrega as suas. “A gente vê tantos jovens na rua marginalizados pela violência, bebida, drogas...”, o desabafo é de Jaime Miranda Rodrigues, 20 anos, coordenador da Pastoral da Juventude no Setor Freguesia do Ó.

Jaime é também coordenador do Grupo Jovens do Ó, da Paróquia Nossa Senhora da Expectação, um dos 60 da Freguesia que lotaram um ônibus com destino ao Mercado Municipal de Pirituba, para a caminhada da juventude com o bispo, dom Milton Kenan Júnior, no Dia Mundial da Juventude, celebrada nos Domingos de Ramos.

Eram cerca de 500, já em clima de Jornada Mundial da Juventude, com oração em procissão, rumo à Paróquia São Luiz Gonzaga, para a celebração do Domingo de Ramos. A Paixão do Senhor foi proclamada por meninas, jovens da Paróquia São Judas Tadeu, Vila Miriam; a animação, o canto ficou por conta da juventude da Paróquia Nossa Senhora da Paz e comentário com o Ministério Jovem da RCC da região. Durante sua homilia, dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar na Região Episcopal Brasilândia, convidou os jovens a seguirem o exemplo de Jesus Cristo.

“Jesus na Cruz é para nós modelo a ser imitado. Para você jovem que busca a felicidade. Vamos juventude, não vamos nos deixar seduzir pelos caminhos fáceis”, disse lembrando das ciladas em que muitos caem: alcoolismo, drogas, violência. A Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, que trabalha em defesa da vida de crianças e adolescentes também marcou presença na celebração.

Ao final da celebração, dom Milton convidou a juventude da região a se preparar para bem acolher os peregrinos que participarão da Pré-jornada. Estima-se que a Arquidiocese receba mais de 150 mil jovens. Para Leandro Silva, referência da PJ na Brasilândia, “temos clareza que a Jornada Mundial da Juventude é um grande momento e um evento que acolhe o ícone e a Cruz, a PJ busca introduzir em sua mística os ícones da JMJ, afinal nós somos e estamos em comunhão com a Igreja”.

Em carta dirigida à juventude, o papa Bento 16 orientou aos jovens “Alegrai-vos sempre no Senhor!” (4,4) - tema do Dia Mundial da Juventude nos é dado de uma exortação da Carta de São Paulo apóstolo aos Filipenses. “Busquem a alegria no Senhor: a alegria da fé, é reconhecer cada dia sua presença, sua amizade: “O Senhor está próximo!” (Fil 4,5); é colocar nossa confiança Nele, é crescer no conhecimento e no amor Dele”, escreveu em sua mensagem aos jovens.
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