sexta-feira, 26 de junho de 2009

Região celebra conquistas e enxerga desafios

Em comemoração aos 20 anos da Região Episcopal Brasilândia foi realizada uma Assembléia Celebrativa, no sábado, 20 de junho, na Paróquia São José, em Perus. Cerca de 300 pessoas, entre padres, religiosos, leigos, lideranças de pastorais e movimentos puderam relembrar a história da Região e refletir sobre os desafios presentes da Igreja.

Na abertura da Assembléia, o bispo regional dom José Benedito Simão destacou a diversidade de ações desenvolvidas na Região, elogiou o trabalho dos religiosos e leigos em ações de inclusão social e de combate à injustiça social, como a oposição aos lixões e pedágios. O bispo regional também lembrou que a Igreja da Brasilândia atua na defesa da vida e da natureza. “Todos nós temos uma responsabilidade diante da obra do Senhor e da defesa da vida humana. Precisamos cuidar da natureza e ser os defensores da vida, que é a grande referência da nossa Igreja missionária neste novo mundo”, enfatizou. Dom Simão apontou que a Brasilândia trabalha alinhada às diretrizes do 10° plano de pastoral da Arquidiocese de São Paulo e com as decisões da Conferência de Aparecida.

Em seu discurso, o bispo admitiu o fracasso na abertura da Campanha da Fraternidade deste ano e exaltou a peregrinação do Ano Paulino. “Fracassamos na abertura da Campanha da Fraternidade deste ano. Fizemos tantas aberturas bonitas, sempre tinha dado certo, mas esta falhou, foi algo até ridículo. Por outro lado, a nossa peregrinação do Ano Paulino estorou a boca do balão, toda a Região esteve presente e provamos que é possível haver comunhão eclesial. Nós lotamos a Catedral da Sé e fizemos muito bonito”, avaliou.

Na Assembléia, houve ainda um relato fotográfico sobre a história dos 20 anos da Região e um momento de reflexão, motivado pelo padre Antônio Manzatto, no qual foi traçada uma identidade da Região Episcopal Brasilândia, a partir da interpretação das principais atividades realizadas e dos conflitos de idéias do prebistério e do laicato regional (Veja o conteúdo completo em “Cristãos em Notícia”).

Dom Angélico Bernardino, primeiro bispo da Região, fez o momento de exortou os presentes a viverem uma igreja mais missionária, próxima da palavra de Deus, e menos conservadora. Ele elogiou o trabalho dos grupos de CEBs e criticou as paróquias que só estão preocupadas com as melhorias de espaço físico e que não realizam ações de apoio aos mais pobres. “O templo muitas vezes é o cemitério da nossa pastoral”, enfatizou.

Próximo de completar 50 anos de sacerdócio, dom Angélico mostrou-se preocupado com o afastamento dos jovens da Igreja. “Eu vos exorto para que abramos os nossos olhos aos jovens. As nossas assembléias estão com 80% de gente com os cabelos bonitos iguais aos meus (risos). Onde estão os jovens? A juventude precisa de nossa presença viva como agentes de fé”. O religioso alertou que a Igreja precisa ser mais comunicativa, através da utilização de diversos meios de comunicação, e lamentou a baixa tiragem do jornal O São Paulo. “Precisamos valorizar o jornal O São Paulo. A tiragem de só quatro mil exemplares é uma vergonha”, sentenciou.

As atividades da Assembléia foram encerradas com a leitura do evangelho, um momento de ação de graças, com a participação de todos os setores, e a entrada da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Dom Angélico, Dom Simão e Pe. Konrad deram, em conjunto, a benção final da Assembléia. Cada participante recebeu um terço com o logo da Região e a imagem referente à comemoração do Ano Paulino na Arquidiocese de São Paulo, além de um marca página com o histórico da Região.

“Essa é a última assembléia que participo com vocês”

Embora só tenha sido nomeado como novo bispo de Assis (SP) na última quarta-feira (24), dom José Benedito Simão já adotava um clima de despedida na Assembléia da Região, no último dia 20 de junho. “Região Brasilândia, meus parabéns por tudo que tem feito. Eu espero que nossa Região sempre progrida mais. Com toda a certeza, meus irmãos, esta é a última assembléia que eu participo com vocês. Nós estamos na luta e na caminhada e onde eu estiver meu coração estará sempre com vocês”, disse emocionado. Dom Simão foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo em 25 de janeiro de 2002 e em 09 de março do mesmo ano, assumiu como vigário da Região Brasilândia. Ainda não há indicações de quem será o novo bispo regional e o tema só deve ser colocado em pauta na próxima semana pela Arquidiocese de São Paulo.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A meia inauguração do Viaduto do Jaraguá.

Com seis meses de atraso em relação ao prometido em campanha eleitoral, o prefeito Gilberto Kassab, ao lado do governador José Serra, inaugurou na terça-feira, 16 de junho, a primeira parte do Viaduto do Jaraguá, com tráfego no sentido Parque das Nações/ Jaraguá. Cerca de 200 pessoas assistiram a inauguração.

A obra, uma reivindicação dos moradores, transeuntes e motoristas há mais de 40 anos, foi iniciada em 1999, paralisada posteriormente por problemas no projeto original e retomada em 2005. Com a inauguração de metade do projeto, o trânsito na região melhorou sensivelmente, mas os motoristas que trafegam no sentido Jaraguá/Parque das Nações (aproximadamente 2.500 veículos ao dia) ainda esperam, em média, cinco minutos para atravessar a cancela próxima à Estação Jaraguá da CPTM.

No discurso de inauguração, o prefeito Gilberto Kassab garantiu que o segundo viaduto será entregue até novembro. Porém, a previsão do governo do estado para o término das obras é dezembro. A construção do Viaduto está orçada em R$ 11,3 milhões, e inclui as adaptações nas vias do entorno, como a Avenida Dr. Filipe Pinel e a Estrada de Taipas.

Histórico de atrasos

Ainda que seja digno de menção honrosa, o cumprimento da primeira etapa das obras não significa o término do viaduto e a população deve estar atenta aos atrasos na finalização dos trabalhos. Conforme dados da Subprefeitura de Pirituba/Jaraguá, o primeiro “lado” do Viaduto deveria ter sido entregue em dezembro de 2008, com circulação nos dois sentidos até o término da segunda via. Porém, a inauguração só foi realizada seis meses depois e com a circulação em sentido único, justificada pela prefeitura como medida de segurança. Novembro ou dezembro são os prazos para o término do Viaduto. Estamos atentos aos prazos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Assembléia celebrativa dos 20 anos da Região

Em 18 de junho de 1989, religiosos e leigos católicos, reunidos na Creche Menino Jesus, Freguesia do Ó, participaram da fundação da Região Episcopal Brasilândia. Nascida a partir do desmembramento da Região Episcopal Lapa, a nova área episcopal agregou algumas paróquias e comunidades das imediações dos bairros de Pirituba, Perus, Brasilândia, Freguesia do Ó, Cachoeirinha e Casa Verde.

Em 2009, a Região Episcopal Brasilândia celebra 20 anos de evangelização. No dia 20 de junho, sábado, das 9h às 15h, personagens desses anos de história e muitos cristãos que perseveram na caminhada da Igreja na Brasilândia estarão reunidos em uma Assembléia Celebrativa na paróquia São José Operário em Perus.

Todos os religiosos da Região, as pessoas responsáveis pela formação de leigos e quatro representantes de cada paróquia estão convidados a participar da Assembléia. No evento haverá memória sobre a caminhada, avanços e desafios da Região, com assessoria do padre Antônio Manzatto; Motivação das lideranças, feita pelo 1° bispo regional, dom Angélico Bernardino; e Ação de graças, promovida pela equipe regional de liturgia. Ao fim das atividades, o bispo regional dom José Benedito Simão, abençoará os presentes para a continuidade dos trabalhos na Região.

A Assembléia Celebrativa da Região Episcopal Brasilândia será realiza na paróquia São José Operário, localizada na Rua João Jacinto de Mendonça, 42, Vila Operária, Perus. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3924-0020, na Cúria Regional.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

FORA DOS TRILHOS: CPTM, LINHA 7

Ao longo de quatro viagens, realizadas no mês de maio em horários de pico nos trens da Linha 7 (Luz – Francisco Morato) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi possível verificar as condições caóticas de operação: trens superlotados, empurra-empurra na hora do embarque, suportes de apoios insuficientes no interior dos vagões, espaços enormes entre os trens e as plataformas e idade avançada das composições: as mais recentes – seis das 16 em circulação – operam desde 1987.

Questionada sobre as situações expostas, a CPTM, por meio de sua a assessoria de imprensa, informa que a Linha 7 consta entre as que serão beneficiadas com uma parcela dos R$ 20 bilhões do plano de expansão do transporte metropolitano. Entre as promessas, a serem cumpridas até o final de 2010, estão a compra de 20 novos trens, obras de modernização e acessibilidade de 10 estações (Francisco Morato, Baltazar Fidélis, Franco da Rocha, Caieiras, Perus, Jaraguá, Pirituba, Piqueri, Lapa e Água Branca), construção da nova Estação Vila Aurora (entre as estações Jaraguá e Perus), avanços em sinalização, telecomunicações, energia e rede aérea, além de redução no intervalo entre as composições para até 4 minutos.

Ainda que a CPTM cumpra esses projetos, alguns problemas estruturais permanecerão sem solução, pelo simples motivo de eles não existem ou já estarem em fase plena de resolução, segundo a Companhia. Vejamos:

Situação: dificuldade de embarque nas estações em horários de pico. Solução da CPTM: “Já existem iniciativas, como a Operação Plataforma, que acontece nas estações de maior movimento durante os horários de pico. Na Linha 7-Rubi, a operação ocorre nas estações Palmeiras-Barra Funda e Luz, nas plataformas de embarque sentido Francisco Morato. A ação consiste em funcionários paramentados por um colete de fácil identificação que orientam os passageiros sobre os comportamentos mais adequados e seguros nos momentos de se entrar e sair dos trens”. Realidade: Sim, os funcionários existem, orientam que os usuários dêem preferência ao desembarque, mas quando o trem pára nas plataformas, vale a “lei do empurra-empurra” sem nenhum deles próximos das portas para o controle do embarque.

Situação: falta de suportes de apoio de teto no centro dos corredores e próximo às portas (essa estrutura existe nos trens do metrô da Linha Azul e facilita o apoio dos usuários). Solução da CPTM: “Os 20 novos trens que serão entregues para a linha 7 terão suportes de apoio, sendo um mais próximo à lateral do trem que termina na região das portas e um outro que percorre todo a lateral do trem, possibilitando que as pessoas que estejam no centro do corredor e na região das portas tenham apoio”. Realidade: com a superlotação e a aglomeração de pessoas nos corredores e nas portas, muitos usuários não encontram apoio algum e estão mais propensos a quedas e empurrões.


Além dessas duas situações, existe o risco de acidentes no grande vão entre os trens e a plataforma (mesmo nas estações recém-reformadas como a de Vila Clarice) e não há certeza sobre o destino das atuais composições. Ainda permanecerão em uso após os 20 novos trens?


Será que a maioria dos 360 mil usuários da Linha da CPTM 7 aprova a qualidade dos serviços?

Saiba mais na reportagem do Jornal Cantareira de junho

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