sábado, 26 de dezembro de 2009

Prefeitura de São Paulo descumpre prazo de entrega do complexo viário do Jaraguá

Por Daniel Gomes, jornalista e integrante da Pascom Brasilândia

A prefeitura de São Paulo descumpriu novamente a promessa de finalização das obras no Complexo Viário do Jaraguá. Em junho, durante a inauguração do primeiro dos dois viadutos que interligarão a Avenida Dr. Felipe Pinel à Estrada de Taipas, (passando sobre os trilhos da Estação Jaraguá da CPTM), o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Siurb), Marcos Rodrigues Penido, garantiu que toda a obra estaria concluída até o Natal de 2009.

Essa é a quarta vez que a atual administração municipal descumpre o cronograma de entrega das obras. Inicialmente, a prefeitura de São Paulo previu a finalização da via para dezembro de 2008. Posteriormente, a novo prazo prometido foi maio de 2009, mas somente em 16 de junho houve a finalização do primeiro viaduto do Complexo Viário, em via de mão-única. Na época, a prefeitura informava em seu site que 70% das obras já estavam concluídas.

No início de dezembro, a equipe do Blog da Pascom Brasilândia consultou a Siurb sobre a possível data de finalização das obras e foi informada, através da assessoria de imprensa da prefeitura, que o cronograma de entrega poderia sofrer um novo atraso de até 30 dias. Na prática, portanto, a obra deve estar concluída ao final de janeiro de 2010. A justificativa da prefeitura para o novo atraso são as interferências da CPTM, Sabesp, CET e SPTrans na execução dos serviços nas proximidades do Complexo Viário.

A entrega do primeiro viaduto, somente com circulação em sentido único, gerou descontentamento nos moradores e motoristas, pois anteriormente, a prefeitura havia prometido que a via seria de mão-dupla. O secretário adjunto da Siurb, Marcos Rodrigues Penido, justificou a época, que a alteração visava garantir a segurança dos pedestres e a melhor logística do trânsito local.

No entanto, em 24 de outubro, a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) liberou a circulação em sentido duplo, atendendo uma solicitação da prefeitura. "Como o segundo viaduto ainda não está inteiramente pronto, e para a segurança de trabalhadores, a mão-dupla foi liberada temporariamente. Além disso, sem a mão-dupla, muitos moradores insistiam em usar a antiga via térrea, que é perigosa", justifica a Siurb, através da assessoria de imprensa da prefeitura de São Paulo.

O orçamento das obras também merece destaque. No projeto apresentado pela prefeitura em 2005, o custo total do Complexo Viário seria de R$ 11,3 milhões (clique aqui e veja o primeiro orçamento e cronograma de entrega no site da prefeitura). Porém, ao término da primeira etapa, a estimativa de gastos saltou para R$ 14,6 milhões, 29% acima do previsto. Na construção do primeiro viaduto foram investidos R$ 7,5 milhões.

As obras do Complexo Viário do Jaraguá começaram em 1999 e seguiram até 2001, quando parte da fundação dos viadutos e alguns pilares foram concluídos. Em 2005, foi desenvolvido um novo projeto para o Complexo Viário e em abril de 2007 foram reiniciadas as obras. Quando estiver plenamente concluído, o Complexo Viário do Jaraguá beneficiará mais de 2.500 motoristas e os 4.000 pedestres que trafegam diariamente pelas proximidades da Estação Jaraguá da CPTM.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

CEBs do setor Pereira Barreto encerram novenas

Por Karla Maria Souza, integrante da CEBs e da Pascom Brasilândia

"Gente simples, fazendo coisas pequenas em lugares pouco importantes consegue mudanças extraordinárias". Foi com este provérbio africano, vindo direto do 12° Intereclesial das CEBs, em Porto Velho (RO), que as CEBs e os Grupos de Rua do Setor Pereira Barreto, reuniram-se em 11 de dezembro na paróquia Nossa Senhora de Fátima, Vila Bonilha, para celebrar o encerramento da Novena de Natal.

A missa foi presidida por dom Angélico Bernadino Sândalo, bispo emérito de Blumenau (SC) e co-celebrada por dom Servílio Conti, bispo emérito de Boa Vista (RR), e pelos padres Edemílson Gongaza, pároco de Nossa Senhora de Fátima e Jaime C. Patias, da Região Episcopal Santana e diretor da revista Missões.

Mais de 150 pessoas, das oito paróquias e comunidades que compõem o setor, participaram da missa e trouxeram consigo símbolos e camisetas que marcaram a caminhada de suas comunidades e grupos de rua, além do desejo de em 2010, atuarem mais em conjunto, como Igreja Missionária em unidade. Esse sentido de comunhão foi expresso pela participação de membros do Setor Nova Esperança, em especial Serginho, Ana Cristina e Gisele, que animaram a liturgia com os cantos e dos integrantes da Comissão Regional das CEBs.

A missa foi o primeiro passo visível da rearticulação das CEBs do Setor Pereira Barreto, desde a realização do 12° Intereclesial da CEBs, em julho de 2009, em Porto Velho-RO. A CEBs setorial assumiu como compromisso para o próximo ano, caminhar em união, com o pé fincado na realidade do povo, que necessita de uma formação cristã, pastoral, cidadã. Usando para isso, a comunicação como instrumento de evangelização, aprendendo a cuidar do meio-ambiente, e a caminhar com a juventude.

No começo do próximo ano, a Região Brasilândia irá refletir a temática da Campanha da Fraternidade 2010 "Economia e Vida", em uma formação no dia 25 de janeiro, em local a ser definido. Em 13 de fevereiro, o Setor Pereira Barreto vai definir o calendário de atividades, formações e os nomes dos coordenadores/comunicadores das CEBs setorial.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Enchentes: a menor culpa é a da chuva

Por Daniel Gomes, jornalista e moderador do Blog da Pascom

A Região Metropolitana de São Paulo enfrentou dias de caos com as intensas chuvas iniciadas na noite da segunda-feira, 07 de dezembro. Enchentes, desabamentos, deslizamentos de terra e trânsito caótico fizeram parte do cotidiano dos mais de 18 milhões de moradores da Grande São Paulo.

Na terça-feira, 08, ápice do caos paulistano, choveu 75,8 mm, o equivalente a 37,7% do volume total previsto para dezembro. Porém, não se pode atribuir apenas ao volume das chuvas a culpa pelas enchentes. A maior parcela de responsabilidade está nos problemas estruturais de São Paulo, no descompromisso dos atuais administradores e na indiferença da população.

No que se refere à estrutura, as atuais administrações do governo do estado e da prefeitura de São Paulo insistem em repetir uma falha: construir vias às margens dos rios Tietê e Pinheiros. Margens de rios são originalmente zonas de mata ciliar, que “por natureza”, absorvem às águas excedentes dos rios. Em resumo, governo e prefeitura podem investir bilhões que jamais resolverão o problema de forma permanente.

As obras para rebaixamento da calha do Tietê, por exemplo, já consumiram mais de R$ 1,7 bilhão e não impediram transbordamentos, embora tenham servido de plataforma política nas eleições ao governo do estado em 2006 “Estamos há dois anos sem enchentes no Tietê e Pinheiros” diziam os brilhantes outdoors institucionais, à época. No recentemente alagamento das marginais, a culpa recaiu sobre as falhas no sistema de bombeamento das águas das marginais.

Além de investir onde não há solução, a prefeitura de São Paulo deixa de aplicar recursos do orçamento em obras como a canalização de córregos e serviços de drenagem. Recente levantamento de um grupo de vereadores da câmara revelou que de 2006 a 2009, R$ 353 milhões não foram aplicados no combate às enchentes na cidade.

Nos locais em que a prefeitura investiu houve melhoras significativas, como nas bacias do Aricanduva e do Pirajussara, mas a chuva de terça-feira mostrou a necessidade de se utilizar todo o dinheiro previsto contra as enchentes. Porém, inexplicavelmente, em 2009, só R$ 241 milhões dos R$ 329 milhões previstos para tal foram aplicados.

Há de se destacar, por fim, que os moradores da Região Metropolitana de São Paulo são co-responsáveis pelas enchentes. Em muitas ruas da cidade é comum encontrar papéis de balas, bitucas de cigarro, latas de refrigerante, planfletos e outros “lixos recicláveis” no acostamento das vias ou entupindo os boeiros da cidade. Sem dúvida, é dever do Estado zelar pela limpeza pública, mas cada cidadão deve ter a dimensão de que os pequenos atos de descuido com a cidade e com o meio ambiente aparecem acumulados no caos deflagrado com as intensas chuvas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Brasilândia realiza último CRP de 2009

Por Juçara Terezinha, jornalista e integrante da Pascom Brasilândia

Com a presença de mais de 40 agentes de pastoral, a Região Episcopal Brasilândia realizou na manhã de sábado, 28 de novembro, a última reunião de 2009 do Conselho Regional de Pastoral, CRP. A atividade aconteceu no salão da paróquia São Luiz Gonzaga, Setor Pereira Barreto, no bairro de Pirituba.

Os participantes refletiram sobre as propostas apresentadas na reunião do CRP de outubro e apontaram pistas concretas de ação para operacionalização das mesmas. Uma das deliberações foi a realização da primeira reunião do CRP de 2010, em 27 de fevereiro no salão da igreja Nossa Senhora da Expectação, Freguesia do Ó, quando será feita uma apresentação dos 20 anos de caminhada pastoral da Região e a exposição de propostas e desafios ao novo bispo regional, dom Milton Kenan Júnior.

Essa primeira reunião de fevereiro será aberta à participação de todos os representantes das pastorais regionais, movimentos eclesiais, bem como padres, religiosas, irmãos e diáconos que formam a Igreja da Brasilândia.

Na reunião do CRP também ficou decidido que a Semana de Formação Regional será realizada em julho de 2010 e terá como tema a situação da juventude. Uma comissão regional será formada para organizar e coordenar a realização do evento. Outro encaminhamento foi a mobilização para a abertura da Campanha da Fraternidade 2010, que ocorre dia 21 de fevereiro, em local a ser definido. A formação sobre o tema da CF 2010 “Economia e Vida” acontece em 30 de Janeiro do próximo ano.

Expectativas positivas com a nomeação do novo bispo

Nos bastidores do CRP era notória a satisfação dos presentes com a nomeação do monsenhor Milton Kenan Júnior, para a função de bispo da Brasilândia. Religiosos e leigos avaliam que o histórico de dom Milton na coordenação de atividades pastorais será de grande valia para o aperfeiçoamento pastoral da Região.

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