sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Celebre o Natal e o Ano Novo na sua paróquia

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Ao se aproximar o Natal e o final de ano, a Pascom Brasilândia publica os horários das missas nas paróquias nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e em 1° de janeiro.

Aproveitamos para agradecer o empenho de todos que nos enviaram notícias e notas informativas e que se dispuseram a nos ajudar nos momentos mais difíceis. Em 2012, a Pascombras terá novos desafios e o principal deles será articular os cursos de formação setorial e regional, já ratificados pelo bispo dom Milton Kenan Junior.

Informamos que essa postagem, a de número 200 do Blog da Pascom Brasilândia, é a última de 2011. A próxima postagem na home-page será na semana do dia 3 a 7 de janeiro, e as postagens das outras páginas – Cristãos em Notícias, Notícias das Paróquias, Comunidades e Pastorais; e Movimentos Sociais serão feitas somente na semana de 10 a 14 de janeiro.

Feliz Natal e ótimo 2012. Veja abaixo os horários de missa e locais das paróquias que enviaram essas informações para a Pascom Brasilândia

Paróquia Nossa Senhora das Dores
Avenida Elísio Teixeira Leite, 7.400, Taipas
Dias (hora): 24 e 31 (20h); 25 e 1° (7h, 9h30 e 19h);

Paróquia Santa Cruz de Itaberaba
Avenida Itaberaba, 2.093, Itaberaba
Dia 31, 23h, vigília de Ano Novo;

Paróquia São José Operário
Rua Hugo Italo Merigo, 1.152, Jardim Damasceno
Dia 24 (20h); 25 e 31 (19h30); 31 (20h – Comunidade Aparecidinha);

Paróquia São Judas Tadeu
Rua João Alves Pimenta, 152, Vila Miriam
Dias 24 e 31 (20h); 25 e 1° (10h e 18h).

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

São Paulo tenta resgatar o sentido cristão do Natal

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Poucos são os que não se encantam com as decorações que tomam conta da cidade nesta época do ano. Raros também são aqueles que resistem ao estímulo ao consumo, ao marketing em torno do Papai Noel e às “emoções” que brinquedos, roupas e acessórios novos prometem garantir.

Tudo muito belo e até importante para movimentar a economia do país, afinal as contratações temporárias, na indústria e no comércio especialmente, garantem não só um feliz Natal, mas também um próspero dinheiro para pagar as muitas contas do primeiro trimestre do ano que chega.

Até ai, “obrigado, Papai Noel”. Aliás, o “bom velinho” teria surgido para a história no século 4°quando São Nicolau, bispo da Igreja Católica na Turquia, resolveu sair pelas ruas distribuindo presentes para as crianças carentes. Mas o Natal não nasceu da grande atitude de solidariedade de São Nicolau, nasceu com Menino Jesus, o salvador da humanidade.

Pois bem, onde está o Menino Jesus agora? Em recente artigo no jornal O Estado de São Paulo, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, fez justamente essa pergunta e deu a seguinte resposta: “Natal tornou-se a festa de Papai Noel. E o Menino Jesus, onde ficou? Não era dele a festa? Será que o "bom velhinho" - Hô! Hô! Hô! -, na sua pachorra, vai conseguindo o que Herodes não conseguiu com sua ira: eliminar o menino da cena? Presépio? Em seu lugar, uma árvore enfeitada de desejos coloridos. Duendes e bruxas em lugar do menininho de braços estendidos. Bichinhos da Disney em lugar dos pastores de Belém e suas ovelhas. E uma infinidade de pacotes e de doces, em vez do ouro, incenso e mirra, oferecidos pelos reis magos ao Menino Jesus!”.

Diante desse cenário do protagonismo do Papai Noel e do ofuscamento do Menino Jesus, a Arquidiocese de São Paulo não se calou. Tanto assim que este ano articulou a abertura do Natal Iluminado da Prefeitura de São Paulo, com missa na Catedral da Sé; tem estimulado a montagem de presépios nas casas, hospitais, praças públicas (recomendo a visita nos presépios em frente ao Estádio do Pacaembu e no da Praça da Sé, estão belíssimos) e já no próximo domingo, dia 18, na missa das 11h na catedral, dom Odilo vai abençoar imagens do Menino Jesus que serão levadas pelos fiéis.

Também na Região Episcopal Brasilândia muitas paróquias e comunidades têm se mobilizado para resgatar o verdadeiro sentido do Natal. A São Judas Tadeu, da Vila Miriam, por exemplo, está realizando um concurso com fotos de presépios.

Em outras, como a Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Taipas, a marca do Natal tem sido, há tempos, a solidariedade com a doação de cestas de Natal e de brinquedos a famílias carentes, com a mediação dos vicentinos. Nesta mesma paróquia, na Comunidade Bom Pastor, os jovens irão, pelo quarto ano consecutivo, doar brinquedos a crianças em localidades carentes.

Esses exemplos, que certamente se multiplicam em muitas outras paróquias da Região e de toda Arquidiocese, mostram que os cristãos não perderam a verdadeira dimensão do sentido do Natal. Tudo bem, o Papai Noel não é nosso inimigo, mas no nosso Natal o protagonista é o Menino Jesus, pois como diz a canção “no presépio pequenino, Deus é hoje nosso irmão, e nos dá seu corpo e sangue, nessa santa comunhão”. Por ele, com ele e pra ele, um feliz Natal!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Igreja une-se à luta do povo contra trecho norte do Rodoanel

Por Daniel Gomes pela Pascom Brasilândia
(com informações de http://rodoanelnorte.wordpress.com/ e http://vilanovacachoeirinha.blogspot.com/)

As incertezas sobre as consequências do traçado do trecho norte do Rodoanel e o destino das famílias que serão desapropriadas marcaram o tom de preocupação da Audiência Pública sobre os impactos sociais, ambientais e de sistema viário do Rodoanel, promovida pela Câmara Municipal de São Paulo, no bairro de Taipas, na zona noroeste de São Paulo, na tarde da segunda-feira, 5 de dezembro.

Dom Milton Kenan Junior, bispo da Região Brasilândia, participou da audiência, em que estiveram cerca de 200 pessoas, e manifestou sua indignação com a falta de informações por parte do poder público. “Precisamos de informações. Há poucas semanas, não sabíamos sequer por onde passaria o traçado do trecho norte. É preciso tratar a população com respeito e dar as informações necessárias”, expressou.

Convidada para a audiência, a empresa Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), responsável pela execução das obras, não enviou representantes. Também foram convidados, mas não compareceram: a subprefeitura da Freguesia do Ó/Brasilândia, a Secretaria Municipal de Habitação, a CET e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit).

A ausência da Dersa gerou especial descontentamento e motivou os presentes a articularem a formação de comissões nos bairros para dialogar com as autoridades responsáveis pela obra, especialmente porque já em janeiro de 2012 devem começar as notificações para desapropriações das famílias. “Se perdermos essa última oportunidade, só nos resta chorar. Organizem-se em comissões”, motivou dom Milton. As comissões serão articuladas pelo e-mail gigantedebano@ig.com.br

“Não adianta ficar esperando em casa. A população tem que se organizar. As autoridades só ouvem o clamor popular se o povo estiver falando. Povo quieto é povo desrespeitado”, afirmou o vereador Francisco das Chagas, que articulou a realização da audiência e garantiu que a atividade será documentada para ser entregue à Dersa.

Cristina Greco, da OAB Santana, informou que em 23 de novembro foi feita uma nova representação junto ao Ministério Público Estadual (MPE), a pedido da Região Episcopal Brasilândia, para que o MPE fiscalize de perto a manutenção dos direitos de todas as famílias afetadas pela obra.

Apesar das incertezas sobre por onde vai passar a via, o deputado estadual José Zico Prado, acredita que, infelizmente, o traçado já está definido e é o “mais barato, porque desapropriar pobre é mais fácil”. Já o padre Rogério Valadares, da Aliança da Misericórdia, chamou a atenção que “o aluguel social não é suficiente para que os desalojados tenham uma vida como a que tinha antes”, apontou.

Presente à audiência, o subprefeito de Pirituba/Jaraguá, Márcio Greco, garantiu que as notificações feitas até agora foram para as famílias com moradias em áreas de risco e não por conta das obras do Rodoanel. Já Ricardo Crispino, técnico da Secretaria Municipal do Verde, disse que há um levantamento de cerca de 300 casas na região de Taipas, e que 90% delas não tem registro imobiliário. A lista desses moradores foi passada aos vereadores.

Na mídia social Facebook, dom Milton convocou a articulação de toda a Região Episcopal Brasilândia em solidariedade às famílias que serão afetadas pelo trecho norte do Rodoanel.

“Hoje participei de uma audiência pública em Taipas com muitas famílias que correm o risco de serem despejadas de suas casas com a construção do trecho norte do Rodoanel... uma drama para elas e para nós Igreja também... será necessário o apoio de homens e mulheres de boa vontade para que estas famílias sejam respeitadas e não sejam descartadas como um utensílio qualquer. Que a Igreja da Brasilândia mostre mais uma vez seu rosto e manifeste sua solidariedade com as milhares de famílias sem vez e sem voz”, postou o bispo na noite de 5 de dezembro.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ação Adveniat completa 50 anos, com missa na Brasilândia

Por Daniel Gomes, reportagem publicada na edição n°2878 de O SÃO PAULO


Desde 1961, a Igreja Católica na Alemanha, através da Ação Episcopal Adveniat, realiza durante o Advento uma campanha para que nas missas dos dias 24 e 25 de dezembro, os católicos alemães façam doações na coleta de Natal, destinadas a auxiliar projetos pastorais e sociais da Igreja na América Latina.


Este ano, em comemoração ao jubileu de ouro da Adveniat, a abertura da campanha aconteceu na favela Futuro Melhor, no Jardim Peri Alto, zona noroeste de São Paulo, na manhã do domingo, dia 27, com missa presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, e concelebrada pelos bispos alemães, dom Robert Zollitsch, presidente da Conferência Episcopal da Alemanha, dom Franz-Josef Overbeck, presidente da Adveniat, e dom Manfred Melzer, auxiliar na Diocese de Colônia.


“O Advento é na Alemanha o tempo da campanha da Adveniat, uma ação episcopal para os povos da América Latina. Luz e esperança que nós, cristãos, recebemos de presente e desejamos passar para outras pessoas”, explicou dom Robert Zollistsch, na saudação inicial.


Moradores do bairro, fiéis e padres das comunidades e paróquias já auxiliadas pela Adveniat participaram da celebração (transmitida ao vivo para a Alemanha pela tevê estatal alemã ZDF). Todos receberam um folheto para acompanhar a missa, que na maior parte do tempo foi celebrada em alemão.


Valdeci da Silva foi um dos que acordou cedo para a missa. Atuante na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, da Paróquia Imaculado Coração de Maria, na Região Brasilândia, o leigo segurava uma faixa em agradecimento pela ajuda financeira que a Adveniat enviou para as reformas da comunidade. “A verba veio em 2005, em duas parcelas. Depois da ampliação, aumentou muito o número de pessoas nas missas”, contou.


Na homilia, dom Odilo elencou alguns frutos da solidariedade da Adveniat com a América Latina como a melhor formação de sacerdotes, religiosos e leigos; construção e reforma de igrejas e apoio a missões e projetos sociais que aliviaram a pobreza e a exclusão social.


“Aos católicos alemães e à Conferência Episcopal da Alemanha, nós da América Latina, temos a agradecer, sobretudo, o exemplo de generosa partilha e forma organizada e perseverante com que promoveram ano após ano, a campanha da Adveniat. Este exemplo, nos estimula a fazermos responsavelmente a nossa parte e a promover a evangelização e o testemunho do Evangelho na sociedade”, expressou o arcebispo de São Paulo.


Assim como o cardeal, padres da periferia de São Paulo demonstraram gratidão à Adveniat. “Se não fosse a ajuda da Adveniat, o nosso trabalho seria muito difícil, fácil já não é, mas com a ajuda, principalmente para a compra dos carros e para construir os templos, nossa a Igreja pode ter uma presença maior no meio dos pobres”, avaliou o padre José Aécio Cordeiro, da Paróquia São José, em Perus.


“Ninguém é tão rico que não tenha o que receber e ninguém é tão pobre que não possa dar. A ajuda através da Adveniat é necessária também para o futuro. E ela nos mostra que nós praticamos, dentro da Igreja, mundialmente, a solidariedade, o amor ao próximo e ao convivência fraterna”, disse ao final da missa dom Franz-Josef Overbeck.


A celebração pelos 50 anos da Adveniat aconteceu na área da Paróquia Cristo Ressuscitado, Setor São José Operário, que envio pedido de auxilio à Adveniat para transformar uma de suas comunidades (a Santa Cruz) em matriz da paróquia. “Estamos precisando de um espaço maior, que possa ser o ponto de encontro das comunidades. Temos a necessidade de chamar o povo, trazer gente nova”, explicou padre Bernardo Daly, pároco.


Foto: Luciney Martins

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Regional de Comunicação trata de documento 101 da CNBB

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia
(colaborou Anderson Braz e Francisca Chiovitti)

Jundiaí, no interior de São Paulo, acolheu de 18 a 20 de novembro, o 17° Encontro Regional de Comunicação, que nesta edição teve como foco a análise do documento de estudos 101 da CNBB “Comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil”. O documento trata do sentido das tecnologias na sociedade, aborda o relacionamento das pessoas com a mídia e estabelece os alcances das novas mídias para a Igreja.

Na abertura das atividades, na noite de sexta-fe
ira, dom Vicente Costa, bispo de Jundiaí, acolheu os presentes, e dom José Moreira de Melo, recém nomeado bispo referencial da Pascom no Regional Sul1, falou sobre a responsabilidade de estar à frente da pastoral. Ele pediu a paciência e a ajuda dos cerca de 75 participantes do encontro até se adaptar ao cargo.

A assessoria do encontro ficou a cargo do padre Evaldo César de Souza, diretor artístico da Rede Aparecida, ao longo de todo o sábado. Inicialmente, ele enfatizou que comunicação é relacionamento humano e que se dá a partir de uma intencionalidade. Ao apresentar panoramas das teorias da comunicação ao longo da história, lembrou que atualmente a comunicação é vista como algo pessoal, concensual, que não se limita à transmissão de dados e só acontece, de fato, se gerar mudança nos interlocutores.


Padre Evaldo polemizou sobre a expansão da comunicação relacional na internet, especialmente pelas mídias sociais digitais: “Migramos em massa para um ambiente onde não há relacionamento, logo, estamos deixando de comunicar. Nós vivemos em um século de muitos meios de comunicação e cada vez mais, estamos distantes uns dos outros”.

Em análise específica sobre o documento 101 da CNBB, o padre enfatizou que a Igreja deve integrar-se a nova cultura midiática, mas sem cair no estado de ‘incomunicação’ das redes. Cabe à Igreja disseminar nesses ambientes digitais, segundo ele, o Evangelho de Jesus Cristo – “a maior de todas as verdades a ser anunciada” – a fim de tirar as pessoas da inércia.

O padre também apontou que o documento trata de educomunicação (o educar o espírito da comunicação na Igreja e para o outro) e da valorização da liturgia como principal momento da comunicação de Deus com a humanidade.

Padre Evaldo lembrou ainda que a comunicação nas mídias digitais deve alimentar a cultura de fé, mas não substituir o relacionamento interpessoal presencial e lamentou que nem todos os bispos estejam preocupados com o andamento das comunicações nas dioceses, arquidioceses e regiões.

Delegação paulistana analisa Pascom Arquidiocesana

A partir das análises do padre Evaldo, os participantes do encontro se reuniram em grupo no domingo, 20, para analisar o panorama da Pascom em suas subrregiões. Os cinco participantes de equipes de Pascom na Arquidiocese de São Paulo – três da Pascom Brasilândia (Pascombras), um da Pascom Arquidiocesana e um da Pascom da Sé, falaram do panorama da pastoral.

De acordo com Anderson Braz, coordenador da Pascom Brasilândia, houve preocupação da coordenação regional quanto a articulação da pastoral nas arquidioceses de São Paulo, Aparecida, Botucatu e Campinas.

Ricardo Luciano, também da Pascombras, lembrou que “a internet pode servir para uma comunicação de chamada, mas a Palavra em si deve ser preservada dentro da casa de Deus. Isso faz com que a pessoa entenda a necessidade de estar lá e não perca a essência de ser manter na Igreja de uma forma presencial”.

Francisca Chiovitti, da Pascom Arquidiocesana, lamentou que nem todas as instâncias que cuidam da comunicação na Arquidiocese consigam chegar a um entendimento de trabalho. Ela também falou da evangelização pelas mídias sociais. “As pessoas têm facilidade em seguir pessoas, mas se esquecem que não temos que seguir pessoas e sim a Deus. Existem três letras que impedem que isso aconteça: ego”.

Todos os apontamentos dos participantes foram encaminhados à coordenação do Regional Sul 1 da CNBB. De acordo com Maria Celeste Ghilslandi, assessora da Pascom no Regional, a articulação da comunicação nas (arqui) dioceses será um dos principais focos das atividades em 2012.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pascombras aposta no trabalho em equipe

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia



A situação é inédita para a Pascom Brasilândia: realizar a cobertura de três eventos importantes, no sábado, dia 19 de novembro. Dois são na própria região: A Assembleia Pastoral da Brasilândia; e o Seminário de encerramento do Curso de Direitos Humanos; e há outro, um pouco mais longe, em Jundiaí, o Encontro Regional Sul 1 de Comunicação.


Em Jundiaí, com o tema "Comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil", o Encontro Regional de Comunicação reunirá agentes de Pascom das oito subrregiões, entre essas a SP1, subrregião da Arquidiocese de São Paulo. Durante o evento, que começa na sexta-feira, 18, e segue até domingo, 20, a Pascombras apresentará na home-page deste blog alguns tweets direto de Jundiaí e na próxima semana será postada a reportagem do encontro.


A assembleia pastoral regional, momento importantíssimo da Igreja na Brasilândia, que acontece no Colégio Santa Lúcia Fillipini, das 8h30 às 13h, também terá a presença da equipe da Pascom. Serão companheiros novos na pastoral, mas experientes em vivência de Igreja, que ficarão responsáveis pelas fotos e a reportagem do evento, que será publicada na próxima semana aqui no blog e também no jornal O SÃO PAULO, nas páginas das regiões episcopais. Porém, antes, certamente, muitas fotos da atividade já estarão postadas em blogs e perfis do Facebook dos membros que atuam em Pascom em suas paróquias e comunidades.


Na Paróquia Santos Apóstolos, o seminário de encerramento de Direitos Humanos, promovido pela Associação Cantareira em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, terá transmissão ao vivo pela rádio web da associação (www.cantareira.org/radiodh), com link de acesso pelo blog da Pascom. Quatro paróquias da região foram parceiras do projeto – São Luís M.G. de Montfort, Santa Rosa de Lima, Nossa Senhora Aparecida/Vila Souza e Santos Apóstolos.


Com três coberturas jornalísticas simultâneas nesse fim de semana é momento mais do que oportuno de agradecer a confiança da Região Brasilândia em nosso trabalho e enfatizar a importância das iniciativas em equipe e, ao mesmo tempo, agradecer aos novos agentes da Pascombras, que serão fundamentais para o sucesso desse "fim de semana jornalístico".


E é por reconhecer a importância de multiplicar as ações da equipe e capacitar lideranças em comunicação das paróquias e comunidades, que a Pascombras propõe para 2012 formações paroquiais, setoriais e regionais de comunicação, na esperança de que diante de momentos felizes como este, em que três eventos mobilizam os leigos e o clero da Brasilândia, possamos prestar nosso serviço pastoral e comunicar a vivacidade da Igreja a todo mundo, em plataformas impressas, digitais e sonoras.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Apostolado da Oração da Brasilândia faz retiro espiritual

Por Ana Lúcia Contarelli, coordenadora do apostolado e integrante da Pascom Brasilândia

No sábado, 5 de novembro, ocorreu o retiro espiritual do Apostolado da Oração da Região Episcopal Brasilândia, no convento Santa Lúcia Filippini, na Freguesia do Ó.

Estiveram presentes diversos zeladores e zeladoras do movimento bem como associados do apostolado, atuantes nas 39 paróquias e áreas paroquiais da região episcopal Brasilândia.

No começo das atividades pela manhã, padre Armênio Rodrigues Nogueira, diretor espiritual arquidiocesano e regional do Apostolado da Oração e do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) acolheu os participantes.

Na sequência, padre jesuíta Otmar Jacob Schwengber, secretário nacional do apostolado e do MEJ, orientou um exercício de relaxamento corporal em forma de oração contemplativa. Ele também aprofundou o tema da fé com um reflexão para fortalecer a caminhada pastoral dos participantes, que deve ser renovada através da oração e do oferecimento diário, contando com a força do altíssimo para os diversos serviços que a Igreja necessita.

O retiro espiritual foi encerrado com missa em honra ao Sagrado Coração de Jesus e posterior agradecimento a padre Otmar e sua equipe pelo dia de retiro, que foi considerado pelas irmãs do convento Santa Lúcia Filippini como um presente de Deus.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Armas de fogo, de rodas e de copos

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

As histórias que envolvem os filhos de Maria da Anunciação e Fátima (nomes fictícios de duas leigas engajadas em comunidades católicas da Região Brasilândia), infelizmente, acontecem com certa regularidade na periferia de São Paulo.

Em 2010, Maria da Anunciação acordou com o toque do celular e a noticia da morte do filho em um acidente de moto. Relatos de amigos dão conta que o rapaz, pai de uma criança de oito anos, e que meses antes sofrera outro acidente de moto, voltava de uma festa e que, se comprovaria depois, estava embriagado.

Fátima, felizmente, ainda não teve noticia tão ruim, mas vive angustiada: o filho adolescente tem o hábito testar os próprios limites em cima da moto e de tempos pra cá, adquiriu um novo ‘hobbie’: comprou um revólver, claro que a contragosto da mãe, com a justificativa de que é para se defender de quando for “tirado por alguém”.

A Igreja Católica que Maria da Anunciação e Fátima participam com vigor não parece indiferente a essas três realidades: as armas de fogo, as armas de roda e a as armas de copos. Exemplo recente foi a participação da Arquidiocese de São Paulo e da Diocese de São Miguel na campanha Religiões Unidas pelo Desarmamento, promovida pelo Instituto Sou da Paz.

Entre 21 e 30 de outubro, 19 paróquias na cidade de São Paulo foram postos de recolhimento de armas, sob a supervisão da Guarda Civil Metropolitana. No total, 271 armas de fogo e mais de 2 mil munições foram entregues nas paróquias, salvando muitas vidas, certamente.

Na Região Brasilândia, onde mora o filho de Fátima e onde por muitos anos viveu o de Maria da Anunciação, apenas uma paróquia foi autorizada a recolher as armas: a Santa Cruz de Itaberaba. Lá, houve a entrega de 21 armas.

Evidentemente, os nove dias de campanhas e armas e munições recolhidas não acabaram com o problema da violência, e não a sanariam mesmo que os postos de recolhimento fossem permanentes, pois como bem lembrou o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, na solenidade de abertura da campanha, a simples entrega da arma não é suficiente, sendo preciso, segundo ele, “uma verdadeira educação para o desarmamento e para a paz”.

E é neste ponto que as histórias das angustiadas Maria da Anunciação e Fátima se cruzam com a de outras 40.160 mães brasileiras que em 2010 perderam seus filhos em acidentes de trânsito, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde na sexta-feira, dia 4.

De acordo com o ministério, em 8 anos, o número de vitimas fatais em acidentes de trânsito cresceu 24% e os principais fatores são a mistura de álcool e direção e o crescimento do número de motos em circulação. Para se ter ideia, no mesmo período comparativo, o número de acidentes fatais com moto triplicou.

Um dia antes da divulgação dos trágicos dados pelo ministério, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu uma boa notícia aos brasileiros, ao considerar constitucional o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, o qual qualifica como crime o ato de dirigir bêbado (com mais de 6 decigramas de álcool a cada litro de sangue), mesmo que a atitude não provoque acidentes de trânsito. A pena varia de seis meses a três anos de detenção, multa, suspensão ou proibição de obter a permissão ou habilitação para dirigir.

Educação para o desarmamento e para a paz, esse é o foco a ser seguido, a partir de campanhas como a Religiões Unidas pelo Desarmamento. Porém, é prudente não esquecer que álcool aliado à direção e a imprudência sobre rodas são tão letais quanto um tiro certeiro.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dom Milton comenta eleições de conselheiros tutelares

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia


Em entrevista ao Blog da Pascom, dom Milton Kenan Junior, bispo auxiliar na Região Brasilândia e referencial da Arquidiocese para as Pastorais Sociais comenta o resultados das eleições para conselheiros tutelares realizada em toda a cidade em 16 de outubro, com a participação de 138 mil eleitores (1,63% do eleitorado paulistano).


Pascombras - Em 14 dos 23 conselhos tutelares na área da Arquidiocese de São Paulo, 26 candidatos apoiados pela Igreja conseguiram se eleger. O resultado está dentro do projetado inicialmente ou a perspectiva era de consegui representação em mais conselhos?


Dom Milton Kenan Junior - È claro que a nossa expectativa era de ter uma maior representação; entretanto, acredito que os resultados são muito expressivos, motivo pelo qual podemos nos alegrar! Creio que temos nestas eleições uma demonstração da força do Congresso de Leigos na Arquidiocese de São Paulo. Nos encontros promovidos pela Equipe de Articulação [da Defesa da Criança e do Adolescente] pode-se ver a consciência cristã de muitos candidatos, dispostos a assumir esta tarefa para ser “sal da terra”, ou seja, para fazer da defesa das crianças e adolescentes expressão de seu compromisso evangélico.


Pascombras - Como a Igreja pretende dialogar nos outros conselhos em que, inicialmente, os eleitos não requeriram apoio das comunidades e pastorais católicas nas eleições? Especialmente no caso dos conselhos da Sé e Bela Vista, na região central, onde a vunerabilidade dos menores é maior, nenhum conselheiros apoiado foi eleito...


Dom Milton - Penso que o pressuposto não deve ser os que não querem dialogar, mas ao contrário, os que estão dispostos a dialogar e realizar um trabalho competente em função das crianças e menores da cidade de São Paulo. A primeira vista pode nos parecer que para a cidade a presença e participação da Igreja tenham pouca importância; mas, creio justamente ao contrário. Nos contatos que tive nestes últimos meses com representantes da sociedade civil, do Ministério Público e organizações populares vejo latente o desejo de ouvir e contar com a Igreja no enfrentamento dos desafios da metrópole. Entretanto, em relação aos que não querem dialogar, manteremos sempre uma atitude de respeito, abertos, no entanto, a colaborar no que for preciso.


Pascombras - A mesma pergunta vale para aqueles conselhos em que a representação será em minoria, como no da Brasilândia, Aricanduva, Lapa e Mooca, com apenas um eleito apoiado.


Dom Milton - Creio que poderemos, a partir destas eleições, reforçar a Equipe de Articulação que trabalhou tão bem na preparação dos candidatos. Esta equipe além de acompanhar e assessorar os candidatos eleitos ligados às comunidades e paróquias da Arquidiocese, poderá também articular-se de maneira a oferecer aos conselhos tutelares a colaboração da Igreja nas situações e questões que exijam maior envolvimento popular.


Pascombras - Em entrevistas anteriores, o senhor, bem como a equipe de articulação, manifestou que a Arquidiocese pretende realizar formações com os eleitos e auxiliá-los na gestão. Formações similares vão ser pensadas para as paróquias e comunidades ou mesmo haverá orientação para que os conselheiros eleitos sejam multiplicadores dos propósitos do ECA e dos instrumentos de defesa da criança e do adolescente aos demais católicos?


Dom Milton - Sim! Num prazo curto vamos reunir aqueles candidatos eleitos que estão ligados às paróquias e comunidades da Arquidiocese, para juntos planejarmos uma agenda de encontros, que possibilitem troca de experiências, partilha de dados e, ações em comum. Neste processo, volto a afirmar que a ação da Equipe de Articulação poderá ajudar, alavancada pela Pastoral do Menor da Arquidiocese.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

8 conselheiros apoiados pela Igreja são eleitos na Brasilândia

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Os fiéis da Região Brasilândia, estimulados por dom Milton Kenan Junior e o clero regional, atenderam ao chamado da Arquidiocese de São Paulo e foram às urnas no domingo, 16 de outubro, para eleger os novos conselheiros tutelares da cidade, que entre outras funções são responsáveis por fiscalizar e elaborar propostas voltadas à garantia do direito das crianças e adolescentes.

O esforço valeu a pena: 8 dos 20 conselheiros que serão empossados em 18 de novembro para os conselhos da Brasilândia (criado este ano por decreto do prefeito da cidade), Freguesia do Ó, Pirituba e Perus - que atendem aos bairros da Região Episcopal Brasilândia - receberam apoio das paróquias e pastorais.

Uma das eleitas é Iracilda Pereira Canha, que com atuação na Pastoral do Menor, e histórico de dois mandatos como conselheira municipal, incluindo a primeira gestão de 1992-1995, ela já projeta qual o maior desafio a ser enfrentado. “Agora vai ser nós tentarmos amenizar a violência, porque na primeira gestão na cidade estava tudo novo, não sabíamos como fazer esse enfrentamento, a violência era escondida, pouco se ouvia falar. Hoje, está escancarada 24 horas por dia, então, acredito que uma das maiores dificuldades será superar a violência em todos os sentidos, desde a violência doméstica até a violência da rua”.

No conselho de Pirituba, os eleitos com apoio da Igreja serão maioria: Andrea Aparecida Rodrigues, da Pastoral de Fé e Política; Conceição Aparecida, coordenadora da Pastoral Afro na Região; e Jerusa dos Santos Lima, atuante na Paróquia São Luis M. G Montfort, no Setor Jaraguá. Para o conselho de Perus, conseguiram se eleger o diácono permanente Antônio Campineiro e Francimar Francisca de Sousa Perreira, engajada na Comunidade Sol Nascente da Paróquia Santo Antônio.

De acordo com a Equipe de Articulação em Defesa da Criança e do Adolescente, formada por representantes de pastorais, em toda a Arquidiocese 26 candidatos apoiados pela Igreja se elegeram. Dos 23 dos 44 conselhos existentes na cidade estão nos limites paroquiais arquidiocesanos e em 14 destes haverá representação de conselheiros que se elegeram com o apoio da Igreja. 138 mil pessoas compareceram às urnas no último domingo em toda a cidade para a votação, o equivalente a 1,63% do eleitorado paulistano.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Brasilândia recebe 1° Missão Jovem Arquidiocesana da PJ

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Pelos morros, becos escorregadios e córregos a céu aberto que caracterizam as áreas mais carentes dos bairros Jardim Vista Alegre, Jardim Paraná e Elisa Maria, cerca de 100 jovens das seis regiões episcopais da Arquidiocese de São Paulo participaram da 1° Missão Jovem Arquidiocesana da Pastoral da Juventude (PJ), nos dias 8 e 9.

A proposta foi de mapear a realidade social e religiosa das famílias carentes e motivá-las a uma conversão pessoal e pastoral. Vindos da Paróquia Santíssima Trindade, da Região Belém, Milena Bispo de Sousa, 14 anos, e Abel Martins, 28 anos, visitaram muitas famílias, entre as quais a de William dos Santos e Joana D´Arc, que há sete anos vive em um barraco de madeira no Jardim Paraná.

Joana raramente vai à Igreja, e para ela, igreja é sinônimo de ida à missa ou a cultos evangélicos. William não a acompanha, mas elogia o empenho da mulher, enquanto lamenta a dependência de um vício: “Tento parar de beber, mas não consigo, quero mudar, mas preciso de ajuda”.

Milena e Abel anotaram todos os anseios daquela família, assim como o fizeram os demais jovens que enfrentaram a chuva e a lama daquele fim de semana. Na visita a cerca de 250 casas, ouviram reclamações sobre os serviços de saneamento básico e energia elétrica, relatos de incerteza sobre o destino que terão com a construção do trecho norte do Rodoanel, confidências de vítimas de violência física e sexual, lamento de deficientes físicos pela falta de acessibilidade nos bairros, e ainda constataram que muitos jovens estão distantes da Igreja.

“Conseguimos levar Cristo para as famílias. As pessoas estão fechadas nessa realidade e nós tentamos fazer com que eles conhecessem mais a Igreja. Com a nossa chegada, espero que lutem mais pelo que precisam”, avalia Milena.

Os dados foram repassados à Paróquia Imaculado Coração de Maria, Setor Nova Esperança, que atende os fiéis desses bairros e de outros da zona noroeste, através de 11 comunidades.

“A missão veio nos ajudar a entrar em algumas regiões da paróquia em que estamos com dificuldade justamente pela falta de agentes pastorais. Pedimos aos missionários que catalogassem nomes e destacassem as necessidades de atendimento especial para que direcionemos às pastorais já existentes e assim essas pessoas possam ser acolhidas pela Igreja”, explicou padre Antônio Florentino Cesar Neto (Toninho), pároco.

No domingo, à tarde, os jovens missionários e as 90 famílias que os acolheram uniram-se aos paroquianos na Escola Estadual Flamínio Fávero para participar da animada missa de encerramento das missões, presidida por dom Tarcísio Scaramusa, bispo referencial do Setor Juventude na Arquidiocese.

Ao mencionar o tema da missão “O amor de Cristo é que nos impulsiona”, dom Tarcísio lembrou que os cristãos são chamados a missão todos os dias e devem anunciar um projeto de vida centrado em Deus. “A missão vai continuar em outros momentos e realidades porque nós devemos anunciar que Deus quer que todos participem do banquete da vida, que todos tenham vida”, disse.

Ao final da missa, Anderson Bueno e Leandro Batista, da PJ da Brasilândia, apresentaram um foto-documentário com as atividades realizadas na missão, que para muitos deixou marcas profundas e o desejo de permanecer em missão.

“Foi uma experiência única conhecer a realidade dessas pessoas. Percebemos que elas são realmente esquecidas pelo poder público. Vi um contexto de miséria, pobreza, e pude me questionar sobre qual o nosso papel de Igreja diante da realidade gritante que encontramos”, comentou Flávia Zaurisio, 24 anos, da Região Santana.

“Estamos levantando uma bandeira agora para ver se a gente consegue mudar a vida de muitos jovens. Se não for pela Palavra de Deus, é muito difícil. Quando as pessoas estão firmadas na rocha que é Jesus, as coisas fluem melhor”, comentou Alex de Souza, 21 anos, atuante na Comunidade Nossa Senhora das Dores, da Paróquia Imaculado Coração de Maria.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Católicos são chamados a eleger conselheiros tutelares

Por Daniel Gomes, reportagem publicada no jornal O São Paulo

Os eleitores de São Paulo poderão escolher no domingo, dia 16, os 220 conselheiros tutelares da cidade, responsáveis por fiscalizar e elaborar propostas voltadas à garantia dos direitos das crianças e adolescentes. O voto é facultativo e as eleições serão coordenadas pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

A Arquidiocese de São Paulo, por meio da Equipe de Articulação em Defesa da Criança e do Adolescente - formada pelo Clasp (Conselho de Leigos da Arquidiocese) e as pastorais da Criança, Juventude, do Menor, e Fé e Política - está mobilizada no apoio e orientação aos candidatos ligados às paróquias.

De acordo com Sueli Camargo, integrante da equipe de articulação, ao longo do ano houve encontros formativos com os candidatos e indicação para que as paróquias os apoiassem explicitamente. Agora, na proximidade das eleições, a articulação tem sido feita com a distribuição de 500 mil folders formativos e informativos; envio às paróquias de um quadro com os locais de votação e o nome e número dos candidatos, conforme os conselhos atuantes na área de cada região episcopal; além de uma carta de motivação às eleições, de dom Milton Kenan Junior, bispo referencial das Pastorais Sociais.

“A nossa proposta é que os candidatos que procuram nosso apoio, que estão ligados à vida da Igreja, às comunidades, sejam assessorados pela Arquidiocese, por essa equipe de articulação, de tal forma que possam nos seus mandatos, estar comprometidos na defesa da criança e do adolescente”, afirmou o bispo em entrevista a O São Paulo em que também destacou que a causa das crianças e adolescentes é de responsabilidade de todos: “os conselheiros nos representam, mas alguns compromissos são indelegáveis, toda a sociedade que tem que estar envolvida”, opinou.

Por meio de decreto, em março deste ano, o prefeito Gilberto Kassab criou sete novos conselhos tutelares (Bela Vista, Brasilândia, Cangaíba, Grajaú II, Parque São Rafael, Pedreira e Rio Pequeno). Assim, a cidade terá após as eleições 44 conselhos, cada um com cinco integrantes.

Tanto para dom Milton quanto para Sueli, a ampliação, apesar de representar um avanço, não resolverá todas as demandas na garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes.

O bispo avaliou que há necessidade de a sociedade estar mais informada, sensibilizada e mobilizada, especialmente no que se refere ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Os candidatos iriam ajudar muito se tomassem como compromisso conhecer, aprofundar, divulgar o estatuto”, expressou.

Sueli Camargo considera que “a realidade da criança e do adolescente na cidade ainda é precária”, e aponta que os futuros conselheiros precisarão tomar posições diante de realidades como a da Cracolândia, fechamento de abrigos e dos Centros de Referência à Criança e Adolescente (Crecas), proposta de internação compulsória e defesa dos direitos de meninos e meninas em conflito com a lei, especialmente os que estão na Fundação Casa.

Após as eleições, de acordo com Sueli, a equipe de articulação vai acompanhar os trabalhos dos eleitos, dando-lhes formação e orientações diante de dificuldades. Dom Milton espera que os eleitos “sejam vez e voz das crianças e dos adolescentes, que sejam um grito profético na realidade que vivemos, capazes de sensibilizar as comunidades, as populações, sobre as realidades dos menores que hoje são vítimas imediatas, indefesas, deste mundo que têm o lucro como sua lei”.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mutirões encerram mês da Bíblia na Brasilândia

Por Anderson Braz, Daniel Gomes e Juçara Terezinha, pela Pascom Brasilândia
Fotos: Anderson Bráz e Pascom da Paróquia São José Operário

As comunidades da Região Brasilândia celebraram, em mutirão, no domingo, 25, o encerramento do Mês da Bíblia. O livro escolhido este ano foi o Êxodo e o tema “a caminhada no deserto”, que fez memória das dificuldades que o povo de Deus enfrentou para se libertar-se dos opressores, em momentos de dúvidas, incertezas, desânimo e de falta de água e comida, além de conflitos, situações semelhantes às de hoje.

Com fé, alegria e esperança, os sete setores celebraram, em comunhão regional, o Dia da Bíblia: Cântaros (na Comunidade Divino Pai Eterno), Freguesia do Ó (Paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus), Jaraguá (Comunidade Nossa Senhora da Aurora e São José), Nova Esperança (Escola Estadual Clodomiro Carneiro, no Morro Grande), Pereira Barreto (Paróquia Nossa Senhora do Retiro), Perus (Pró-Paróquia Santo Agostinho) e São José Operário (EMEF Castro Alves, no Jardim Elisa Maria).

Para o padre Edson Jorge Feltrin, coordenador do setor Cântaros, onde 600 pessoas participaram da atividade, a caminhada do deserto está presente nos dias de hoje nas lutas por justiça e dignidade. Ele destacou que o povo atualmente enfrenta problemas como a precarização do atendimento a saúde, a baixa qualidade da educação, a degradação do meio ambiente urbano e o avanço do agronegócio.

Ires de Ceia, da Paróquia Bom Pastor, também comparou a caminhada do povo do Êxodo com a de hoje e falou sobre a importância da Bíblia para superar tais realidades. “A Bíblia tem um poder extraordinário na vida das nossas comunidades. Fortalece a caminhada mesmo quando o desanimo paira sobre as lideranças”.

Na opinião de Neri Silva, leigo atuante paróquia Nossa Senhora do Carmo, que se uniu a outras 400 pessoas para o encerramento do Mutirão Bíblico no Setor Nova Esperança, o tema do mutirão é oportuno para a caminhada do povo de Deus nas comunidades e a participação dos jovens foi um diferencial do mutirão. “O que me chamou atenção este ano foi que mais de 60% dos participantes do mutirão são jovens”.

No Setor Jaraguá, mais de 700 pessoas participaram do encerramento do mutirão. Muitas se vestiram a moda do povo hebreu para relembrar as passagens bíblicas. A atividade começou com a acolhida dos fiéis e a entrada da Bíblia, seguida de procissão pelas ruas do entorno da Comunidade Nossa Senhora da Aurora e São José. Na volta da procissão à comunidade, os fiéis expressaram em cartazes seus anseios por melhorias na segurança, saúde e educação, e também pela unidade da Igreja.

Victor Santana Campagnoni, que participou do mutirão no Setor Jaraguá pela primeira vez, estava animado: “devemos sempre seguir a Igreja”. Outra leiga, Genivalda Correia Dias, fez um chamado à participação de todos. “Temos de ser participantes, estar em comunhão com Deus, ter visão de união onde estamos participando”, opinou.

No mutirão no Jaraguá, o empenho das mulheres à Igreja também foi enaltecido. Padre Vlademir Anselmo da Silva, explicou o sentido da partilha feita com pães azímos e frangos e convidou os participantes a refletirem, em pequenos grupos, sobre os desafios do povo de Deus atualmente.

Foram apontados problemas como a urgência de renovação das lideranças, reafirmadas posições como o repúdio à intolerância religiosa e combate à violência contra a mulher, e houve sugestão que as paróquias com maiores arrecadações sejam solidárias com outras menos favorecidas.

Ao final, padre Carlos Augusto da Costa (Neno) convidou os fiéis a participarem das eleições de conselheiros tutelares, marcadas para 16 de outubro, para a qual a maioria das paróquias tem indicações de candidatos e recomenda-se que os fiéis saibam quem são.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pascombras articula ações para 2012

Por Juçara Terezinha, pela Pascom Brasilândia

Em reunião no sábado, 17 de setembro, na Igreja Santa Rita de Cássia, Setor Nova Esperança, a equipe regional da Pascom Brasilândia (Pascombras) refletiu sobre temas relacionados à comunicação da Igreja da Brasilândia.

Depois de um momento de espiritualidade, orientado pela equipe de comunicação da paróquia, Daniel Gomes, jornalista, membro da Pascombras conduziu uma reflexão sobre o uso das mídias sociais no trabalho de evangelização.

Daniel chamou atenção para alguns cuidados com relação ao uso da rede social redes sociais (conjunto de mídias sociais), que tem sido fundamental para agilizar, dinamizar a comunicação, ampliar as informações, ir além do mundo paroquial ou comunitário, para que as lideranças estejam qualificadas a se comunicarem pelas mídias sociais de forma coerente com os princípios da Igreja.

As reflexões geraram debates entre os participantes sobre as dificuldades de manter uma mídia com qualidade e periodicidade, já que há muitas lideranças usando as mídias sociais, como blogs, Twitter e Facebook, de maneira inadequada, e acabam prestando um desserviço à evangelização, principalmente para crianças, adolescentes e jovens, que são os que mais acessam.

Num segundo momento do encontro, Juçara Terezinha, também da equipe regional, apresentou algumas sugestões de trabalho para 2012, com base nas demandas regionais apresentadas no último seminário regional de pastoral, em 10 de setembro. Em quase todas as falas durante o evento a comunicação, a juventude e a presença Igreja nas áreas mais desprovidas apareceram com bastante ênfase, e por isso serão contempladas no projeto da Pascombras em 2012.

De acordo com Juçara, a temática da juventude e comunicação tem sido temas desafiantes para a Igreja, pois as novas tecnologias invadem espaços com muita rapidez. Os jovens, crianças e adolescentes são os que mais utilizam a rede social, e em muitos casos os pais não sabem como lidar com essa nova situação, bem como a Igreja, ainda tímida no uso das mídias.

Nesse contexto, o desafio das lideranças, de acordo com Juçara, é de não só se apropriar das técnicas, mas garantir conteúdos que favoreçam a formação das pessoas e que esteja a serviço da evangelização.

Com base nesses apontamentos, a equipe regional elaborou uma proposta de formação com temas relacionados às mídias sociais, comunicação litúrgica e Igreja Missionária. A meta é desenvolver curso nos setores e na região, além de fortalecer ações e a capilaridade da equipe regional, através de melhor articulação com as equipes de Pascom das paróquias e comunidades.

Ao final do encontro, Anderson Braz, coordenador da Pascombras informou que o curso sobre comunicação litúrgica acontecerá em 28 de novembro, e que a pastoral participará, entre 17 e 19 de novembro, em Jundiaí, do Encontro Regional da Pascom, que terá como foco o estudo do Documento 101 da CNBB sobre “A comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil”.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Seminário Regional indica caminhos pastorais na Brasilândia

Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia
Lideranças das comunidades e padres da Região Brasilândia reuniram-se no sábado, dia 10, na Paróquia São José, em Perus, para o seminário regional com a temática do destaque pastoral “Paróquia: comunidade de comunidades”.

Na atividade foi apresentada a tabulação do questionário “Paróquia: dize o que tu és”, respondido por 94% das paróquias, e refletidos os compromissos pastorais das paróquias a partir do tríplice múnus – Palavra, Santificação do Povo e Caridade Pastoral.

Os dados dos questionários atestaram que há boa estruturação das paróquias. A maioria possui reuniões regulares dos conselhos pastoral paroquial e dos conselhos de assuntos econômicos; os participantes das missas são majoritariamente adultos e idosos; há formações regulares sobre Bíblia, Catequese e Liturgia; e atuação frequente dos grupos de rua e de jovens e dos serviços pastorais a enfermos e pobres, embora haja pouca missionariedade aos afastados da Igreja.

Porém, houve constatações preocupantes: a maioria dos leigos tem mais de seis anos de atuação pastoral, poucas paróquias se comunicam com os fiéis pela internet (ainda predominam os murais e avisos após as missas), há pouco envolvimento com as associações de bairro e escolas, bem como na atuação ecumênica.

Também foi apontada a necessidade de participação nas questões sociais na área da saúde, educação, segurança, moradia, meio ambiente e transporte, principais demandas regionais. A partir dos dados, se propôs o fortalecimento nas paróquias e na região das pastorais de Fé e Política, Saúde, Educação e Familiar.

A evangelização dos jovens também preocupa e houve manifestação de que é preciso acolhê-los melhor, adequar linguagens às novas realidades e formar jovens cristãos comprometidos coma a sociedade e engajados nas comunidades.

Com base nas situações expostas, dom Angélico Bernardino Sândalo, bispo emérito de Blumenau (SC), destacou que o trabalho pastoral, à luz da Palavra de Deus, deve ser pautado na realidade em que a paróquia está inserida. “Paróquia alguma é uma ilha. Nós vivemos relativa dependência na interdependência”, enfatizou, alertando que não basta fazer apontamentos, é preciso sistematizá-los em um plano de pastoral, para efetivação das propostas.

Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, esteve no seminário e falou aos cerca de 150 participantes que a paróquia continua a ser a base da ação eclesial e pastoral da Igreja, mas precisa de adaptações. “As paróquias têm que se adequar às novas situações, às novas necessidades, tem que ter em conta que estamos numa cidade enorme, com uma população migrante, com uma mudança enorme de cultura, de modos de vida, de convivência e de ritmos de vida”.

Falando com base nos resultados parciais dos questionários em toda a Arquidiocese, o arcebispo expressou preocupação com a queda no número de batizados, crismas e casamentos, bem como com a quantidade de catequistas.

Na avaliação de dom Milton Kenan Junior, bispo regional, alguns dos pontos mais preocupantes dos questionários referem-se à formação dos agentes leigos, à queda da procura pelos sacramentos, além da própria condição de algumas comunidades.

“Temos que dar maior suporte às comunidades em situações mais difíceis, criar solidariedade entre as paróquias, aquelas que estão em situação mais confortável que se solidarizem com as paróquias que estão em situação bastante precária, não só em recursos financeiros, mas também em recursos humanos, de apoio, de material, acho que isso seria uma atitude bonita, fruto do destaque pastoral”, avaliou o bispo.

As lideranças da região voltam a se reunir no dia 26, das 8h30 às 17h, na Paróquia Santos Apóstolos (avenida Itaberaba, 3.907, Jardim Maracanã), para a realização da assembleia regional.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Brasilândia marca presença no Grito dos Excluídos

Por Daniel Gomes e Juçara Terezinha, pela Pascom Brasilândia
(com consulta às mídias sociais de agentes das CEBS)


Os leigos da Região Brasilândia e da Diocese de Santo André participaram ativamente da 14° edição estadual do Grito dos Excluídos, que neste ano foi animada pelo tema “Pela vida grita a Terra... por direitos, todos nós”.

As atividades começaram no domingo, dia 4, com missa de acolhida na Paróquia São José, Setor Perus, e seguiram pelos dias 5 e 6, com visitas às comunidades e grupos de rua do setor, além de reflexões e memórias das romarias a pé do Grito dos Excluídos, tradição na Brasilândia. “Ao fazer memória, não queremos “Ao fazer memória, não queremos ficar na saudade, suspirando por aquilo que não temos mais e lamentando que a conjuntura mudou e nosso jeito de enfrentar os problemas hoje não dão o resultado esperado. O sentido do resgate é aprender com o passado para que nossas ações sejam planejadas tendo em conta o que já vivemos: nossos erros e acertos”, avaliou João Sérgio da Silva, da comissão organizadora da romaria a pé.

Na quarta-feira, 7 de setembro, os romeiros da Brasilândia e de Santo André participaram ativamente da Missa pela Pátria (antes chamada da missa dos excluídos) na Catedral da Sé, em celebração presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo. Com banners dos mártires do povo sofrido e de suas comunidades, expressaram os clamores por Justiça, paz e garantia de direitos: dos jovens e das mulheres, contra a violência; dos trabalhadores, sem emprego fixo; das incertezas de moradia, especialmente dos possíveis afetados pelo trecho norte do Rodoanel.

Após a missa, uniram-se em caminhada pelas ruas da cidade com cerca de 2 mil pessoas, de diversas representações dos movimentos sociais e de pastorais, para marcar o Grito dos Excluídos às margens do Ipiranga. “Nós gritamos contra a exclusão social e somos solidários porque estamos lá no meio dos excluídos”, disse padre Aécio Cordeiro, aos caminhantes durante o trajeto até o Museu do Ipiranga. “Estamos aqui porque não adianta agir só localmente, é preciso agir globalmente”, completou.

José Ramos Cardoso, atuante nas CEBs regional também foi ao grito para protestar contra o presente e sonhar no despertar de consciência de todos. “Que essa caminhada dá gente chegue à mente das pessoas. Esse trabalho nosso é tão pequeno, mas temos uma esperança muito forte. Nós queremos um povo que seja mais pensativo. Se nos unirmos e fazermos, um dia, alguém vai escutar”.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CEBs Brasilândia realiza retiro com jovens

Por Juçara Terezinha, pela Pascom Brasilândia

Dia bonito, sol radiante: clima agradável para os jovens das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Região Episcopal Brasilândia se reunirem. Foi o que aconteceu na manhã do domingo, 28 de agosto, em retiro sobre o tema “Livres em Cristo”, na Paróquia Imaculado Coração de Maria, no Jardim Princesa. Os trabalhos foram orientados pelo professor da PUC-SP, Mathias Grenzer, formado em teologia bíblica.


Ao chegar ao local, os cerca de 80 jovens foram recepcionados com muita alegria pelas lideranças da comunidade e pela equipe regional de CEBs. Depois de um momento de mística que mostrou a vitalidade juvenil, Mathias fez uma reflexão sobre o sentido de ser livre hoje, destacando que a liberdade ajuda na libertação do outro. Isso relacionado ao amor e ao sentido que tem o amor para a juventude.


Depois da exposição, os jovens foram organizados em grupos de trabalho onde tiveram oportunidade de relatar experiências que expressam este amor escondido, muitas vezes não revelado. Mathias avaliou que é preciso olhar para a historia de Jesus para descobrir o que ele se propôs a ensinar ao povo, e a partir disso refletir sobre que tipo de liberdade é preciso ser cultivado.


“É um tipo de liberdade que se concentra numa convivência mais amorosa. Uma vida que se dedica aos mais necessitados. Livres para amar, para promover a Justiça, a criação de uma sociedade mais igualitária, onde cada pessoa tem a sua dignidade respeitada. É um amor bem definido. Não é liberdade para fazer qualquer coisa. Como podemos ver na carta aos Gálatas, livre para amarmos o próximo. Nessa perspectiva, estudamos o mandamento duplo do amor, o amor a Deus que se concretiza no amor ao próximo, este próximo sendo sobretudo os mais sofridos”, apontou Mathias.


O palestrante também elogiou a juventude. “Sinto que os jovens estão bastante concentrados, bem atentos, hoje este trabalho se caracteriza justamente por favorecer este dialogo entre a fé cristã e todas as ciências. Os jovens estão descobrindo o mundo e estão dispostos a dialogar sobre essas questões. Em especial nessa Região da Brasilândia, em que há uma juventude que procura por um futuro novo. Esses itens do amor ao próximo, insistir na justiça de descobrir as dimensões sociais da fé cristã faz parte deles. Assim, parece que assinalam e se abrem para esta realidade”.

Mathias destacou que “ao relermos as tradições bíblicas, os jovens logo percebem a espiritualidade que está comprometida com as questão da justiça, eles entendem facilmente. E a questão da Justiça e do amor ao próximo é bastante claro”.

O palestrante finalizou dizendo que é muito importante compreender a proposta que nasce de Jesus. Por isso, é preciso reler o Evangelho para não insistir em coisas secundárias e priorizar o que é primário. Isso se concentra no amor ao próximo e ao bem definido, que se concretiza em forma de fazer justiça a todos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Brasilândia terá campus do Instituto Federal de SP

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia
(colaboraram Juçara Zottis, Karla Maria e Fátima Giordano)

A capela da comunidade Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Elisa Maria, ficou repleta de leigos, padres, autoridades políticas e religiosas na manhã do sábado, 20 de agosto. Num dos bairros mais carentes da Brasilândia, a esperança de acesso de muitos jovens da periferia ao ensino superior e técnico foi reacessa.

Fernando Haddad, ministro da Educação, anunciou, na oportunidade, a liberação de verbas para a construção de um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), como parte da expansão da rede federal de ensino. Até 2014, o governo federal promete construir oito novos campi do IFSP no Estado de São Paulo. O da zona noroeste terá ao menos 1200 vagas: metade para ensino técnico, e o restante para o ensino superior em tecnologia e engenharia.

“O instituto tem um projeto político pedagógico de ensino médio mais inovador do país. Os indicadores de qualidade do ITSP se comparam ao de países mais avançados em educação. Nós estamos trazendo para a Brasilândia o que há de melhor na educação brasileira”, garantiu o ministro, que defendeu que o campus atenda às demandas regionais, “não adianta criar curso que não dialoga com a necessidade da população local”, afirmou.

Os jovens da Brasilândia animaram-se com a notícia, assim como bispo regional, dom Milton Kenan Junior, e os moradores, estudantes, trabalhadores da educação e lideranças que integram o Movimento Pró-Universidade Pública da Zona Noroeste, que desde o começo do ano articula-se pela construção da primeira universidade pública na região, e para tal já colheu mais de 5 mil assinaturas de apoio a causa.

Porém, com a clareza de quem sabe que o ITSP não é uma universidade, os líderes do movimento e o bispo ratificaram o desejo de que a região receba uma universidade pública. “Que não fique esquecida a possibilidade de trazer uma universidade pública para a região noroeste da cidade”, pontuou dom Milton ao final da solenidade, quando também pediu aos deputados federais presentes que articulem uma conversa com o Ministério dos Transportes, referente ao traçado danoso do Rodoanel.

Em carta aberta lida ao ministro, o Movimento Pró-Universidade voltou a reafirmar o desejo por uma universidade pública. Marcos Manoel dos Santos, da executiva do movimento, explicou ao Blog Pascombras o que se espera de uma instituição de ensino superior na Brasilândia. “A gente tem como premissa que a universidade aqui na zona noroeste precisa ser como as que transmitem o saber erudito, que constroem o ensino superior. Queremos uma universidade que seja popular, mas ao mesmo tempo capaz de socializar o conhecimento acadêmico mais elevado e que também dialogue com a comunidade, com os saberes locais”.

Haddad recebeu elogios pela liberação de verbas para a construção do ITSP, mas também teve que acolher críticas: dos funcionários do instituto, que em greve desde o começo de agosto, avaliam que a expansão educacional está sendo feita sem pensar nos funcionários e docentes; e de dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, e da jovem Camila, sobre as políticas educacionais no Brasil.

“Nós sabemos que a educação é fundamental para o progresso de qualquer população. O Brasil está em um ponto que a gente podia dar um salto qualitativo, mas se vê freado pela falta de escolas”, opinou dom Cláudio; “Parece-me que não há uma preocupação conosco, jovens de escolas públicas, pois nos é praticamente negada à oportunidade de passar em uma escola técnica. Não recebemos o preparo adequado”, expressou a jovem Camila de Oliveira, 14 anos, moradora do bairro.

Na entrevista coletiva que concedeu na residência episcopal de dom Milton Kenan Junior, Fernando Haddad disse que a contratação dos funcionários e professores dos institutos federais está atrelada ao cumprimento de uma média de alunos por turma, e garantiu que o campus do ITSP sairá do papel, com ou sem ele no ministério (Haddad é pré-candidato a prefeito de São Paulo), embora tenha ponderado que a indicação do terreno para a construção é de responsabilidade da prefeitura da cidade e, assim, convidou que a população se articule para cobrar agilidade do executivo municipal.

Dom Milton enalteceu a implantação do instituto na periferia da zona noroeste. “A vinda desse polo do ITSP vai ser para a região um grande avanço na área da profissionalização, na área da educação de qualidade, em vista da imensa população de jovens da Brasilândia que esperam uma oportunidade para poder ocupar o seu lugar na sociedade”, expressou.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Na Brasilândia, Fé e Política pela sociedade do bem viver

Por Cilto José Rosembach, pela Pascom Brasilândia




A Pastoral Fé e Política da Região Episcopal Brasilândia promoveu na tarde do sábado, dia 13, no bairro de Taipas, uma atividade para a preparação de lideranças regionais ao 8° Encontro Nacional de Fé e Política, que acontece de 29 a 30 de outubro, em Embu das Artes (SP).


O encontro, assessorado pelo teólogo Fernando Altemeyer, professor da PUC-SP, e por João Frederico dos Santos (Fred), da coordenação nacional de Fé e Política, começou com um momento de mística organizado pela equipe regional das CEBs, que partilhou a experiência de espiritualidade dos militantes que tombaram na caminhada por acreditar que a transformação da sociedade, ou seja, o bem viver, depende da participação e do compromisso de luta de cada um.


O bispo regional, dom Milton Kenan Junior, acolheu os participantes e incentivou as lideranças regionais a participarem do encontro nacional. “Fé e política estão sempre muito forte, a fé tem que se manifestar, se traduzir em gestos que promovam a transformação do mundo em que vivemos. E nesse aspecto, a política sempre tem um papel fundamental, a política enquanto serviços, tendo em vista o bem comum”, destacou.


Fred destacou o tema do encontro nacional, “Em busca da sociedade do bem viver: Sabedoria, Protagonismo e Política” e fez convite do evento a todos os engajados que vivem a fé em suas comunidades, no dia a dia, e nas lutas das questões sociais.


Fernando Altemeyer apontou algumas características do bem viver e disse que é uma caminhada constante para que não seja de alguns, que tenha uma linha histórica que puxe sempre para frente. Um bem viver do passado, do agora, e do futuro que é a utopia, o sonho que precisamos acreditar. “O bem viver não é um lugar é uma idéia chave. Isso me parece que é o espírito do encontro nacional”.


Dom Milton ressaltou que a política favorece a articulação das forças vivas que atuam na sociedade. “Já dizia o Papa Pio 12 que a política é a forma mais sublime de se viver a caridade. Tendo em vista a importância da ação política e o papel da fé, que ilumina, que transfigura o olhar, que desencadeia ação transformadoras, que move corações, a realização deste encontro é importante, este é um momento de reflexão sobre o caminho que a fé e a política propõem no processo de construção de uma sociedade do bem viver”, conclui o bispo.


Fernando Altemeyer apontou que o bem viver tem um caráter universal, de garantia de direitos a todos. “Precisamos ter cuidado com o corpo, com a alimentação. Como pensar uma sociedade do bem viver diante de tanta solidão, isolamento, falta de dialogo? Unir, fazer, conectar, manter vínculos efetivos, estar próximo, estar a serviço do aprender com os outros, ser sensível, são características do bem viver. Nessa esteira, é preciso ser testemunha do que acredita, a verdade tem que estar na cabeça, na boca e em nossas mãos”, e completou, “o bem viver está em nossas atitudes, no trabalho, em casa, na escola, na comunidade, em nossas ações e em cada gesto. Fazer cada dia, o dia fundamental da nossa vida. Não desanimar, perseverar” concluiu Fernando.


Meire Araujo, secretaria do Movimento Nacional de Fé Política, parabenizou os participantes e os bispo regional por estarem animados e articulados na discussão da temática, e padre José Domingos Bragheto, da coordenação regional da Pastoral Fé Política, disse que a realização do evento regional proporcionou o aprofundamento do tema, devido ao preparo dos assessores.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O que diz a Dersa sobre o trecho norte do Rodoanel

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Na última semana, foi publicada aqui no Blog da Pascom Brasilândia a íntegra da entrevista em que dom Milton Kenan Júnior, bispo regional, mostra-se preocupado com os impactos sociais, pastorais e ambientais do trecho norte do Rodoanel.

A entrevista foi a base da matéria publicada, por mim, na edição 2860 do jornal O São Paulo, semanário da Arquidiocese, abordando justamente a preocupação da Igreja na Brasilândia sobre os impactos do Rodoanel. Para a produção da matéria a Dersa, autarquia do governo estadual também foi consultada.

Abaixo segue a íntegra da resposta da Dersa. Com as duas publicações, o blog da Pascom Brasilândia tem o propósito de retomar as reflexões sobre os impactos da construção do Rodoanel para nossa região, e deseja que as lideranças pastorais mantenham-se engajadas no debate sobre a obra.

Pascombras - Uma obra que vai desmatar mais de 112 hectares de mata nativa (equivalente a cerca de 160 campos de futebol) desalojar ao menos 2 mil famílias (embora os moradores das áreas onde o Rodoanel vai passar falem em 20 mil prejudicados) e desafogar cerca de 15% do tráfego de caminhões na região metropolitana, tudo a um custo de R$ 6,4 bilhões de reais, pode ser considerada benéfica para São Paulo sob quais aspectos?

Dersa - A obra será benéfica para não somente os municípios por onde passará, como São Paulo, Guarulhos e Arujá, mas também para a região de Sorocaba, Campinas, Vale e Baixada Santista. Trata-se uma obra de logística em infraestrutura de transportes. Dessa forma, um dos benefícios do empreendimento é o de retirar caminhões da marginal Tietê. Isso possibilita maior fluidez no tráfego interno e redução nos índice de poluição, tanto com a emissão de gases, quanto com a de ruídos, na medida em que há ganho de velocidade também nessas vias de tráfego local.

Dersa - O traçado do Rodoanel Norte tem quase 13 quilômetros de túneis, a maioria deles sob a reserva da Serra da Cantareira, justamente para preservar o meio ambiente, causando o menor impacto possível à natureza. A obra passa à margem do parque e de suas nascentes, com clara preocupação ambiental. Se, por um lado teremos os 112 hectares de desmatamento, por outro, faremos o replantio de 500 hectares de árvores, ou seja, cinco vezes o que será suprimido. Assim, a cidade não perde, mas ganha novos pulmões verdes.


Dersa - Do total do empreendimento, do custo estimado de R$ 6,4 bilhões, R$ 1,6 bilhão foi destinado a programas ambientais e sociais. O Programa de Reassentamento da Dersa é referência no Governo do Estado. Para aquelas famílias, estimadas em 2 mil, que ocupam áreas com situação fundiária irregular, o programa prevê investimento de R$ 155 milhões. As famílias terão a opção entre ser indenizadas pelas benfeitorias feitas no terreno ocupado ou escolher uma unidade habitacional, a ser construída pela CDHU, avaliada em R$ 90 mil, em convênio feito com a Dersa.

Dersa - Assim, as obras do empreendimento não vão desalojar famílias de áreas ocupadas irregularmente, mas sim proporcionar a essa famílias o resgate de cidadania. Quem opta pela casa construída pela CDHU, receberá as chaves e escritura em até 18 meses após a opção. Nesse período, também, não ficam desalojadas, pois está previsto pagamento pela Dersa de auxílio-aluguel de R$ 480, além de R$ 300 para a mudança.

Dersa - Os números definitivos somente serão conhecidos depois de publicado o Decreto de Utilidade Pública (DUP). Em seguida, as equipes da Dersa visitam as famílias moradoras nas áreas abrangidas pelas obras para fazer o cadastramento e o diagnóstico de cada uma elas. Somente após isso, poderemos dizer com precisão quantas são as famílias a serem incluídas no Programa de Reassentamento.

Dersa - Não há que se falar em prejudicados, pois essas famílias de áreas ocupadas terão o benefício de possuir o próprio imóvel, com escritura. Para quem é proprietário de imóvel na área das obras, a Dersa fará as desapropriações, pagando pelo imóvel o preço de mercado.

Problematizações, na opinião do Blog da Pascom

A partir da resposta da Dersa e das preocupações expostas por dom Milton Kenan Junior na entrevista da última semana, o Blog da Pascom Brasilândia convida os especialistas em diversas áreas e as lideranças regionais a refletirem, e nos mandarem opiniões e subsídios sobre os seguintes aspectos:

- A Dersa fala que o trecho norte do Rodoanel possibilitará a redução nos índices de emissão de gases e de ruídos e de ganhos de velocidade. Pois bem, qual a garantia de que a poluição, o ruído e o trânsito não serão transpostos para os bairros da periferia?

- Aos ambientalistas: o replantio de árvores, mesmo que cinco vezes superior a área de vegetação nativa, compensa os danos ambientais provocados e faz com que a cidade ‘ganhe novos pulmões verdes’?

- Segundo a Dersa, as famílias serão indenizadas pelas benfeitorias feitas no terreno ocupado ou vão para unidade habitacional da CDHU. Então, quem montou barraco de madeira vai ser indenizado pelo valor do barraco. Com a verba conseguirá montar uma habitação diferente de um outro barraco?

- Aos engajados nos movimentos de habitação: auxílio aluguel de R$ 480 mensais é suficiente?

Voltamos a recomendar aos moradores das áreas a serem afetadas pelo Rodoanel que negociem com a Dersa coletivamente e não de maneira isolada.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dom Milton revela preocupação com trecho norte do Rodoanel

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Em entrevista ao Blog da Pascom Brasilândia, o bispo regional, dom Milton Kenan Junior, fala sobre os impactos ambientais, sociais e pastorais do Rodoanel e convida os fiéis da Brasilândia a se manterem engajados nas discussões sobre o traçado do trecho norte da via.

Pascombras – O senhor já tem uma dimensão dos possíveis impactos do trecho norte do Rodoanel para a Região Brasilândia?
Dom Milton Kenan Junior –
O Rodoanel não tem só implicações ambientais e sociais, mas também implicações pastorais. Diversos bairros serão atingidos pelo traçado do trecho norte, bem como áreas das paróquias Nossa Senhora das Dores, em Taipas; São José, no Damasceno; Imaculado Coração de Maria, no Jardim Paraná, Elisa Maria e Vista Alegre; Cristo Ressuscitado, no Jardim Pery; e a Área Pastoral Santo Antônio, no Parque Taipas. Serão diversas as comunidades atingidas.

Pascombras – E como a Região tem se articulado diante dessa realidade?
Dom Milton –
Nós construímos uma comissão para a discussão do traçado do trecho norte do Rodoanel, constituída pelos párocos das diversas comunidades que serão atingidas pelo trecho norte e pelos leigos dessas comunidades, além de um grupo de pessoas ligadas à Comissão de Fé e Política e da Cáritas na região. Nós queremos chamar os órgãos competentes, o governo do Estado, a Dersa para o diálogo. Tivemos um contato rápido com o governador e com o presidente da Dersa no qual apresentamos nossas preocupações. Em parte foram respondidas, em parte não. Nosso papel é dialogar, mas dialogar tendo em vista a realidade ambiental, a realidade social e também as consequências pastorais do traçado.

Pascombras – E o destino das famílias também é algo que preocupa...
Dom Milton –
Queremos dialogar preocupados com as famílias que deverão ser removidas devido ao Rodoanel. Por baixo, se estima que serão cerca de 4 mil, mas imaginamos um número bem maior, e ai nos perguntamos: serão removidas para onde? Como? Qual a proposta que se tem para elas? Vão residir em uma área distante do lugar de trabalho? Na conversa que tivemos com o presidente da Dersa, ele nos apresentou duas propostas que serão feitas às famílias: todas terão bolsa-aluguel por um período, e será proposta a elas uma indenização pelo imóvel que estão, seja regular ou não. Há a possibilidade de vagas em umas das unidades da CDHU que deverão ser construídas aqui nas regiões noroeste e norte da cidade de São Paulo. Penso que essa proposta deve ser discutida pelos próprios moradores e acompanhada. Seria bom que houvesse um interesse da sociedade em acompanhar a remoção das famílias e a aplicação da proposta para que a gente não venha a assistir situações lamentáveis a essas famílias.

Pascombras – Outro aspecto que preocupa são os impactos ambientais da obra, já que 48% do traçado passará em área de vegetação nativa.
Dom Milton –
Alguns ambientalistas falam desses impactos, pois o traçado estará bem próximo da Serra da Cantareira e em alguns trechos deverá cortar a serra. Nós fazemos coro com os ambientalistas. Não é um risco muito grande construir uma rodovia próxima a um local sagrado como a Serra da Cantareira? Um local que garante oxigênio, umidade à cidade de São Paulo. Será que não estão colocando em risco a fauna, a flora dessa região em vista de um progresso? Será que não estão semeando e construindo a morte? É algo a ser considerado.

Pascombras – O clero da região tem falado para os fiéis nas missas, eventos e outros encontros sobre as consequências do Rodoanel?
Dom Milton -
Tem muita gente que pensa que o Rodoanel não vai acontecer, mas os padres nas missas devem dizer às comunidades que o Rodoanel está chegando. Então, tem que dizer ‘olha, o Rodoanel está ai, quando baterem na sua casa, você tem que pensar nos seus direitos, naquilo que se oferece em troca’. Não podemos nos iludir com o dinheiro. Dinheiro, se for oferecido, vai ser muito pouco em relação ao que será feito.

Pascombras – No começo das discussões sobre o Rodoanel, alguns políticos vieram à região, mas parece que essa presença já não é tão constante. A Igreja está dialogando sozinha com o governo do Estado?
Dom Milton –
A Igreja sempre mantém a sua neutralidade, não assume uma sigla, um mandato partidário. Mas eu acho que os políticos têm um papel importante nesse processo. Àqueles ligados às comunidades mais pobres têm essa sensibilidade com a realidade social. A presença dos políticos será bem vinda no sentido de que eles podem exercer pressão, forçar o diálogo, levar as populações a maior consciência dos passos que estão sendo dados, podem servir como sinal de alerta, de denúncia, e também ajudar no processo de articulação das populações. Os políticos serão bem vindos nessa discussão.

Pascombras – Para finalizarmos, qual a mensagem que o senhor deixa para a os fiéis da Brasilândia referente à participação nas discussões do Rodoanel?
Dom Milton –
Quero fazer um apelo para que a gente não desista dessa questão. Enquanto região episcopal, enquanto Igreja, a gente não pode ser calar. É aquilo que Jesus diz: ‘Se eles não gritarem, as pedras gritarão’. Faço um apelo para que todos assumam com mais empenho essa questão do Rodoanel.
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