sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mutirões encerram mês da Bíblia na Brasilândia

Por Anderson Braz, Daniel Gomes e Juçara Terezinha, pela Pascom Brasilândia
Fotos: Anderson Bráz e Pascom da Paróquia São José Operário

As comunidades da Região Brasilândia celebraram, em mutirão, no domingo, 25, o encerramento do Mês da Bíblia. O livro escolhido este ano foi o Êxodo e o tema “a caminhada no deserto”, que fez memória das dificuldades que o povo de Deus enfrentou para se libertar-se dos opressores, em momentos de dúvidas, incertezas, desânimo e de falta de água e comida, além de conflitos, situações semelhantes às de hoje.

Com fé, alegria e esperança, os sete setores celebraram, em comunhão regional, o Dia da Bíblia: Cântaros (na Comunidade Divino Pai Eterno), Freguesia do Ó (Paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus), Jaraguá (Comunidade Nossa Senhora da Aurora e São José), Nova Esperança (Escola Estadual Clodomiro Carneiro, no Morro Grande), Pereira Barreto (Paróquia Nossa Senhora do Retiro), Perus (Pró-Paróquia Santo Agostinho) e São José Operário (EMEF Castro Alves, no Jardim Elisa Maria).

Para o padre Edson Jorge Feltrin, coordenador do setor Cântaros, onde 600 pessoas participaram da atividade, a caminhada do deserto está presente nos dias de hoje nas lutas por justiça e dignidade. Ele destacou que o povo atualmente enfrenta problemas como a precarização do atendimento a saúde, a baixa qualidade da educação, a degradação do meio ambiente urbano e o avanço do agronegócio.

Ires de Ceia, da Paróquia Bom Pastor, também comparou a caminhada do povo do Êxodo com a de hoje e falou sobre a importância da Bíblia para superar tais realidades. “A Bíblia tem um poder extraordinário na vida das nossas comunidades. Fortalece a caminhada mesmo quando o desanimo paira sobre as lideranças”.

Na opinião de Neri Silva, leigo atuante paróquia Nossa Senhora do Carmo, que se uniu a outras 400 pessoas para o encerramento do Mutirão Bíblico no Setor Nova Esperança, o tema do mutirão é oportuno para a caminhada do povo de Deus nas comunidades e a participação dos jovens foi um diferencial do mutirão. “O que me chamou atenção este ano foi que mais de 60% dos participantes do mutirão são jovens”.

No Setor Jaraguá, mais de 700 pessoas participaram do encerramento do mutirão. Muitas se vestiram a moda do povo hebreu para relembrar as passagens bíblicas. A atividade começou com a acolhida dos fiéis e a entrada da Bíblia, seguida de procissão pelas ruas do entorno da Comunidade Nossa Senhora da Aurora e São José. Na volta da procissão à comunidade, os fiéis expressaram em cartazes seus anseios por melhorias na segurança, saúde e educação, e também pela unidade da Igreja.

Victor Santana Campagnoni, que participou do mutirão no Setor Jaraguá pela primeira vez, estava animado: “devemos sempre seguir a Igreja”. Outra leiga, Genivalda Correia Dias, fez um chamado à participação de todos. “Temos de ser participantes, estar em comunhão com Deus, ter visão de união onde estamos participando”, opinou.

No mutirão no Jaraguá, o empenho das mulheres à Igreja também foi enaltecido. Padre Vlademir Anselmo da Silva, explicou o sentido da partilha feita com pães azímos e frangos e convidou os participantes a refletirem, em pequenos grupos, sobre os desafios do povo de Deus atualmente.

Foram apontados problemas como a urgência de renovação das lideranças, reafirmadas posições como o repúdio à intolerância religiosa e combate à violência contra a mulher, e houve sugestão que as paróquias com maiores arrecadações sejam solidárias com outras menos favorecidas.

Ao final, padre Carlos Augusto da Costa (Neno) convidou os fiéis a participarem das eleições de conselheiros tutelares, marcadas para 16 de outubro, para a qual a maioria das paróquias tem indicações de candidatos e recomenda-se que os fiéis saibam quem são.

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