sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Brasilândia marca presença no Grito dos Excluídos

Por Daniel Gomes e Juçara Terezinha, pela Pascom Brasilândia
(com consulta às mídias sociais de agentes das CEBS)


Os leigos da Região Brasilândia e da Diocese de Santo André participaram ativamente da 14° edição estadual do Grito dos Excluídos, que neste ano foi animada pelo tema “Pela vida grita a Terra... por direitos, todos nós”.

As atividades começaram no domingo, dia 4, com missa de acolhida na Paróquia São José, Setor Perus, e seguiram pelos dias 5 e 6, com visitas às comunidades e grupos de rua do setor, além de reflexões e memórias das romarias a pé do Grito dos Excluídos, tradição na Brasilândia. “Ao fazer memória, não queremos “Ao fazer memória, não queremos ficar na saudade, suspirando por aquilo que não temos mais e lamentando que a conjuntura mudou e nosso jeito de enfrentar os problemas hoje não dão o resultado esperado. O sentido do resgate é aprender com o passado para que nossas ações sejam planejadas tendo em conta o que já vivemos: nossos erros e acertos”, avaliou João Sérgio da Silva, da comissão organizadora da romaria a pé.

Na quarta-feira, 7 de setembro, os romeiros da Brasilândia e de Santo André participaram ativamente da Missa pela Pátria (antes chamada da missa dos excluídos) na Catedral da Sé, em celebração presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo. Com banners dos mártires do povo sofrido e de suas comunidades, expressaram os clamores por Justiça, paz e garantia de direitos: dos jovens e das mulheres, contra a violência; dos trabalhadores, sem emprego fixo; das incertezas de moradia, especialmente dos possíveis afetados pelo trecho norte do Rodoanel.

Após a missa, uniram-se em caminhada pelas ruas da cidade com cerca de 2 mil pessoas, de diversas representações dos movimentos sociais e de pastorais, para marcar o Grito dos Excluídos às margens do Ipiranga. “Nós gritamos contra a exclusão social e somos solidários porque estamos lá no meio dos excluídos”, disse padre Aécio Cordeiro, aos caminhantes durante o trajeto até o Museu do Ipiranga. “Estamos aqui porque não adianta agir só localmente, é preciso agir globalmente”, completou.

José Ramos Cardoso, atuante nas CEBs regional também foi ao grito para protestar contra o presente e sonhar no despertar de consciência de todos. “Que essa caminhada dá gente chegue à mente das pessoas. Esse trabalho nosso é tão pequeno, mas temos uma esperança muito forte. Nós queremos um povo que seja mais pensativo. Se nos unirmos e fazermos, um dia, alguém vai escutar”.

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