sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

São Paulo tenta resgatar o sentido cristão do Natal

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Poucos são os que não se encantam com as decorações que tomam conta da cidade nesta época do ano. Raros também são aqueles que resistem ao estímulo ao consumo, ao marketing em torno do Papai Noel e às “emoções” que brinquedos, roupas e acessórios novos prometem garantir.

Tudo muito belo e até importante para movimentar a economia do país, afinal as contratações temporárias, na indústria e no comércio especialmente, garantem não só um feliz Natal, mas também um próspero dinheiro para pagar as muitas contas do primeiro trimestre do ano que chega.

Até ai, “obrigado, Papai Noel”. Aliás, o “bom velinho” teria surgido para a história no século 4°quando São Nicolau, bispo da Igreja Católica na Turquia, resolveu sair pelas ruas distribuindo presentes para as crianças carentes. Mas o Natal não nasceu da grande atitude de solidariedade de São Nicolau, nasceu com Menino Jesus, o salvador da humanidade.

Pois bem, onde está o Menino Jesus agora? Em recente artigo no jornal O Estado de São Paulo, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, fez justamente essa pergunta e deu a seguinte resposta: “Natal tornou-se a festa de Papai Noel. E o Menino Jesus, onde ficou? Não era dele a festa? Será que o "bom velhinho" - Hô! Hô! Hô! -, na sua pachorra, vai conseguindo o que Herodes não conseguiu com sua ira: eliminar o menino da cena? Presépio? Em seu lugar, uma árvore enfeitada de desejos coloridos. Duendes e bruxas em lugar do menininho de braços estendidos. Bichinhos da Disney em lugar dos pastores de Belém e suas ovelhas. E uma infinidade de pacotes e de doces, em vez do ouro, incenso e mirra, oferecidos pelos reis magos ao Menino Jesus!”.

Diante desse cenário do protagonismo do Papai Noel e do ofuscamento do Menino Jesus, a Arquidiocese de São Paulo não se calou. Tanto assim que este ano articulou a abertura do Natal Iluminado da Prefeitura de São Paulo, com missa na Catedral da Sé; tem estimulado a montagem de presépios nas casas, hospitais, praças públicas (recomendo a visita nos presépios em frente ao Estádio do Pacaembu e no da Praça da Sé, estão belíssimos) e já no próximo domingo, dia 18, na missa das 11h na catedral, dom Odilo vai abençoar imagens do Menino Jesus que serão levadas pelos fiéis.

Também na Região Episcopal Brasilândia muitas paróquias e comunidades têm se mobilizado para resgatar o verdadeiro sentido do Natal. A São Judas Tadeu, da Vila Miriam, por exemplo, está realizando um concurso com fotos de presépios.

Em outras, como a Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Taipas, a marca do Natal tem sido, há tempos, a solidariedade com a doação de cestas de Natal e de brinquedos a famílias carentes, com a mediação dos vicentinos. Nesta mesma paróquia, na Comunidade Bom Pastor, os jovens irão, pelo quarto ano consecutivo, doar brinquedos a crianças em localidades carentes.

Esses exemplos, que certamente se multiplicam em muitas outras paróquias da Região e de toda Arquidiocese, mostram que os cristãos não perderam a verdadeira dimensão do sentido do Natal. Tudo bem, o Papai Noel não é nosso inimigo, mas no nosso Natal o protagonista é o Menino Jesus, pois como diz a canção “no presépio pequenino, Deus é hoje nosso irmão, e nos dá seu corpo e sangue, nessa santa comunhão”. Por ele, com ele e pra ele, um feliz Natal!

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