sexta-feira, 5 de junho de 2009

FORA DOS TRILHOS: CPTM, LINHA 7

Ao longo de quatro viagens, realizadas no mês de maio em horários de pico nos trens da Linha 7 (Luz – Francisco Morato) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi possível verificar as condições caóticas de operação: trens superlotados, empurra-empurra na hora do embarque, suportes de apoios insuficientes no interior dos vagões, espaços enormes entre os trens e as plataformas e idade avançada das composições: as mais recentes – seis das 16 em circulação – operam desde 1987.

Questionada sobre as situações expostas, a CPTM, por meio de sua a assessoria de imprensa, informa que a Linha 7 consta entre as que serão beneficiadas com uma parcela dos R$ 20 bilhões do plano de expansão do transporte metropolitano. Entre as promessas, a serem cumpridas até o final de 2010, estão a compra de 20 novos trens, obras de modernização e acessibilidade de 10 estações (Francisco Morato, Baltazar Fidélis, Franco da Rocha, Caieiras, Perus, Jaraguá, Pirituba, Piqueri, Lapa e Água Branca), construção da nova Estação Vila Aurora (entre as estações Jaraguá e Perus), avanços em sinalização, telecomunicações, energia e rede aérea, além de redução no intervalo entre as composições para até 4 minutos.

Ainda que a CPTM cumpra esses projetos, alguns problemas estruturais permanecerão sem solução, pelo simples motivo de eles não existem ou já estarem em fase plena de resolução, segundo a Companhia. Vejamos:

Situação: dificuldade de embarque nas estações em horários de pico. Solução da CPTM: “Já existem iniciativas, como a Operação Plataforma, que acontece nas estações de maior movimento durante os horários de pico. Na Linha 7-Rubi, a operação ocorre nas estações Palmeiras-Barra Funda e Luz, nas plataformas de embarque sentido Francisco Morato. A ação consiste em funcionários paramentados por um colete de fácil identificação que orientam os passageiros sobre os comportamentos mais adequados e seguros nos momentos de se entrar e sair dos trens”. Realidade: Sim, os funcionários existem, orientam que os usuários dêem preferência ao desembarque, mas quando o trem pára nas plataformas, vale a “lei do empurra-empurra” sem nenhum deles próximos das portas para o controle do embarque.

Situação: falta de suportes de apoio de teto no centro dos corredores e próximo às portas (essa estrutura existe nos trens do metrô da Linha Azul e facilita o apoio dos usuários). Solução da CPTM: “Os 20 novos trens que serão entregues para a linha 7 terão suportes de apoio, sendo um mais próximo à lateral do trem que termina na região das portas e um outro que percorre todo a lateral do trem, possibilitando que as pessoas que estejam no centro do corredor e na região das portas tenham apoio”. Realidade: com a superlotação e a aglomeração de pessoas nos corredores e nas portas, muitos usuários não encontram apoio algum e estão mais propensos a quedas e empurrões.


Além dessas duas situações, existe o risco de acidentes no grande vão entre os trens e a plataforma (mesmo nas estações recém-reformadas como a de Vila Clarice) e não há certeza sobre o destino das atuais composições. Ainda permanecerão em uso após os 20 novos trens?


Será que a maioria dos 360 mil usuários da Linha da CPTM 7 aprova a qualidade dos serviços?

Saiba mais na reportagem do Jornal Cantareira de junho

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