quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dia de Finados é de celebração da vida na Brasilândia

Por Renata Moraes, pela Pascom Brasilândia
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Centenas de fiéis compareceram ao Cemitério Gethsêmani Anhanguera, na zona oeste, na manhã da sexta-feira, dia 2, para celebrar o Dia de Finados e fazer memória daqueles que já tiveram passagem para a vida eterna.
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A celebração das 10h foi presidida por dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Episcopal Brasilândia, e concelebrada pelos padres Antônio Aparecido Pereira (padre Cido), vigário episcopal para a Pastoral da Comunicação, e José Osmar Rosa, pároco na Paróquia Nossa Senhora das Graças, do Morro Doce. 
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O clima da celebração foi de muita fé e comoção. Dom Milton enfatizou que no Dia de Finados não se celebra a morte, mas sim a vida. “Celebrar finados é celebrar aqueles que findaram essa etapa de sua existência e agora estão na eternidade junto de Deus Pai”.
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Na homília, dom Milton comentou o Evangelho de São João, no qual Jesus promete que Deus dará a ressurreição e a vida eterna à humanidade. “O desejo de Cristo é de salvar a todos, e de nos fazer participar da sua vitória, e que sobre nenhum de nós prevaleça a morte, mas  que a vida triunfe”.
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O bispo comentou que por mais que se conviva com a morte, ninguém jamais se acostuma com ela, mas, conforme diz a Igreja e sua liturgia na morte, a vida não é tirada e sim transformada. “Nós cremos no mistério da Ressurreição, pois mais forte do que a morte é a vida, mais forte do que a morte é o amor de Deus”, enfatizou.
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Em entrevista à Pascom Brasilândia, dom Milton relatou que o Dia de Finados é marcado também pela dor e pela saudade dos que se foram. “Celebramos sim com saudades, muitas vezes com lágrimas nos olhos, pois choramos a ausência daqueles que amamos”, e lembrou que o consolo deve ser a certeza de que um dia todos irão rever os falecidos e participar com eles da festa sem fim que Deus prepara para aqueles que o amam.
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Com lágrimas nos olhos, Francisca Rosa Oliveira, da Paróquia Nossa Senhora de Monte Serrat, em Pinheiros, contou que perdeu um filho com 19 anos, vítima de leucemia e mesmo depois de dez anos do falecimento a dor é grande. “Tive um filho maravilhoso e hoje tenho certeza que ele está junto de Deus, e um dia iremos nos reencontrar”.
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O bispo também comentou a onda de violência crescente na cidade de São Paulo e pediu orações por todas as famílias que perderam seus entes, vítimas do mal e da violência. “Que todos se lembrem de que o mal não se paga com o mal, e bem mais forte que o mal e a morte é o amor, e só o amor vence a morte”.
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Na maioria das paróquias da região também houve celebrações pelo Dia de Finados e também no Cemitério Dom Bosco, em Perus, onde foram rezadas duas missas, uma das quais presidia pelo padre Júlio Lancellotti, vigário episcopal para a Pastoral do Povo da Rua.

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