sábado, 19 de julho de 2008

10° Romaria da Terra: clamor por justiça

A colaboradora da Pascom Brasilândia, Karla Maria, conferiu a entrevista coletiva sobre as ações da Romaria da Terra 2008, que acontecerá em São Paulo em 3 de agosto. Confira os detalhes

“Trabalhadores, Trabalhadoras! Terra Livre, Água de Todos e Povo Soberano!”, com este tema a CPT - Comissão Pastoral da Terra, durante coletiva de imprensa, realizada dia 8 de julho na sede da CNBB em SP, apresentou os objetivos da 10° Romaria da Terra de São Paulo, que acontecerá dia 3 de agosto, saindo da Região Brasilândia com destino à Comuna Ir. Alberta.

Segundo dados do INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, cerca de 3% do total das propriedades rurais em posse da União, são latifúndios com mais de mil hectares e ocupam 56,7% das terras agriculturáveis. A área ocupada pelos estados de São Paulo e Paraná juntos está nas mãos dos 300 maiores proprietários rurais, enquanto 4,8 milhões de famílias estão à espera de chão para plantar.

A Romaria é organizada por homens e mulheres, agentes de pastoral, Entidades Sociais, Movimentos Populares e Sindicatos que acreditam, que este contexto de exclusão no Brasil pode e deve mudar, através do cumprimento da Constituição Federal, que em seu artigo 5° estabelece: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito á vida, á liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Fazer a Reforma Agrária é questão urgente, afirma Luiz Andriollo, padre colombiano, que lembrou o artigo 29 promovido pelos Bispos em Assembléia, da necessidade de promover justiça entre todos os filhos de Deus. A distribuição de terras improdutivas, que não exercem sua função social é garantida pela constituição, reforça padre Luiz.

Durante a coletiva, Ir. Maria Alberta Divarti, presidente emérita da CPT – Comissão Pastoral da Terra, revela que as comunas surgiram através do trabalho na pastoral de rua, no centro de São Paulo; diante da realidade dos moradores de rua, irmã Alberta convidava os moradores a irem ocupar os assentamentos, além de fazer um trabalho de conscientização de direitos e deveres de cada um.

Os moradores que vinham das ruas do centro de São Paulo e suas famílias formaram os acampamentos; hoje ao redor de São Paulo há cinco assentamentos: Dom Tomás Baduíno, D. Pedro Casaldáglia, Ir. Alberta, Che Guevara – em Limeira e Comuna Urbana - em Jandira.

Os acampamentos são chamados de Comunas da Terra; nelas cria-se um novo projeto de trabalho de conscientização e de futuro, no qual, cada morador obtém o título de sua terra e fica impedido de vende - lá. O primeiro acampamento foi o de Franco da Rocha, onde neste mês foram inauguradas 61 casas, construída em mutirão e com auxilio de arquitetos da USP.

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