sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A Area indígena Guarani

(por Cilto José Rosembach – padre, jornalista e assessor da Pascom)

Tudo parecia perdido, mas nem tudo. Convidados estavam os candidatos a prefeitura de São Paulo para um encontro no dia 10 de setembro/08, às 14hs, na área indígena no Jaraguá, ou seus representantes, mas nenhum partido enviou representantes.

Porém, estiveram presentes as lideranças das pastorais sociais; os agentes do Cimi, da pastoral indígena da Arquidiocese de São Paulo; representantes da Escola Santa Cruz de Pinheiros; Daniel Francis da Fé política; alguns alunos e professores, que visitam a área como forma de aprender a cultura indígena; a Agente de pastoral da região Ir. Carolina Moretz, MM; Camila Matoso, do Núcleo Trabalhos comunitários NTC da PUC-SP; dom Simão, Bispo da Região Episcopal Brasilândia; Juçara Zottis, da Pastoral da comunicação da Região Brasilândia; entre outras lideranças que estavam a trabalho na região que prestigiaram a reunião de grande importância para os índios do Jaraguá.

Em pauta a regularização da área indígena que fica em frente ao Parque do Jaraguá, ao lado da rodovia Bandeirantes, e as políticas públicas a ser implantadas na área. Os índios irão lutar para que a segunda área onde houve o incêndio e queimou várias casas seja regulamentada para servir como espaço para um centro cultural dos índios.Houve indenização da FUNAI pelo impacto étnico causado pelas rodovias próximas á área e o rodoanel.

A FUNAI está pesquisando uma área em Mairiporã, interior de São Paulo, que fica a 50 km do Jaraguá. Os índios Guaranis do Jaraguá afirmam que quando se fala em indígenas se pensa na Amazônia e não nos índios do Jaraguá, que estão sem terra, sem mata, rios. Constatou-se que ainda há preconceito em relação à presença dos índios no Jaraguá.

Benedito Bresia da Pastoral indigenista nacional destacou a importância dos meios de comunicação e das escolas de comunicar a cultura indígena as crianças e a população. Há livros publicados pelos povos indígenas que divulgam a cultura indígena. Lembrou que a lei 11.465 obriga o ensino da questão indígena nas escolas. Soraia, coordenadora do centro cultural Ceci, que fica na área, lembrou que atualmente existem 180 línguas indígenas faladas e 200 povos indígenas apenas. Disse ainda que o livro sobre a cultura indígena encontra-se no museu do livro em Santo Amaro-SP

Segundo a FUNAI, são necessários quatro alqueires de terra para cada família. Há na área a ser regulamentada no Jaraguá 70 famílias em situação de favelados e lá vivem 142 crianças. Para os índios a terra é sagrada, o índio é vinculado a terra, a placenta é enterrado na terra onde ele vive, ele a protege.

No final da reunião o coral formado por crianças guaranis apresentou algumas músicas cantadas me Guarani.

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