sexta-feira, 9 de outubro de 2009

“Pós-batismo”: um desafio comum aos Setores

Os sete setores da Região Episcopal Brasilândia realizaram no sábado, 3, reuniões com a participação de lideranças das comunidades, padres, irmãs, diáconos que formam os conselhos setoriais de pastorais. Os assuntos comuns a todos os setores foram a avaliação dos mutirões bíblicos, encaminhamentos para a assembléia arquidiocesana, atividades do mês missionário e do dizimo e a realização do retiro dos jovens das CEBs.

No setor Nova Esperança, o assunto em destaque foi o batismo. Segundo os participantes, em quase todas as comunidades das quatro paróquias tem se verificado que após as crianças receberem o sacramento, muitas famílias não permanecem no cotidiano das comunidades. Diante dessa realidade, algumas equipes da pastoral, como a da paróquia Santa Rita de Cássia, Morro Grande, visitam as famílias após o batismo, mas poucas famílias retornam. A maioria das pessoas batiza os filhos para cumprir preceitos ou promessas.

Diante dessas dificuldades, houve questionamentos sobre as formas de evangelização. “O mundo evoluiu, as inovações tecnológicas estão aí e muitas vezes nossas equipes continuam com métodos de 45 anos atrás quando foi implantada esta ação”, lamentou o padre Ricardo Pieroni, da paróquia São Judas Tadeu.

Desafios com a caminhada na pastoral do batismo também foram partilhadas na reunião do setor Cântaros. Os participantes destacaram a necessidade de fortalecimento das equipes de preparação do batismo. “Oferecer a estas pessoas (agentes da pastoral) condições de acolher bem, dinamizar os encontros para sejam atraentes aos que procuram a Igreja, muitas vezes pela primeira vez”, apontou o padre Jorge Feltrin. Nas paróquias Santa Terezinha e São José Operário, a fragilidade das equipes, tem sido superada com a sensível melhora nos cursos de preparação dos pais e padrinhos e com a realização de batizados nas comunidades de origem dos pais.

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