sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

370 pessoas participam da formação da CFE 2010

por Karla Maria Souza, pela Pascom Brasilândia

“Unir as forças das Igrejas que fazem parte do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãos do Brasil), para que em um só esforço, nós lutemos por um processo de transformação, que não começa lá fora, mas dentro do coração de cada um de nós, quando procuramos ser justos, quando entendemos que o projeto de Deus não é o lucro, mas a partilha, não e o egoísmo, mas a generosidade”, assim definiu como objetivo da Campanha da Fraternidade Ecumênica, CFE, o padre Reinaldo Torres, pároco em Nossa Sra. do Retiro e coordenador da CFE na Brasilândia.

Para alcançar esse objetivo, uma equipe executiva formada por “forças de todas as pastorais e movimentos de todos os setores” realizaram em 30 de janeiro, o Encontro de Formação CFE/2010. Assessorados por Rita de Cássia Angarten, da Arquidiocese de Campinas, cerca de 370 pessoas, chegaram cedo, 9h, à Paróquia dos Santos Apóstolos para aprender sobre Economia e Vida.

Rita é assistente social e socióloga, trabalha como assessora da Cáritas e é presidente de uma Cooperativa de Habitação em Valinhos, cidade onde reside. Utilizando o método ver, julgar e agir, Rita pontuou os objetivos da Campanha: colaborar na construção de uma economia a serviço da vida e da cultura de paz, sensibilizar a sociedade, buscar a superação do consumismo, mostrar a relação entre fé e vida, reconhecer que todos nós temos responsabilidades.

A assessora apresentou aos participantes a realidade do contexto em que a sociedade neoliberal está inserida, e com ela, conceitos de economia e mercado, antes só possíveis nos bancos da escola; e provocou as reflexões: “Quem é o Senhor de hoje? Jesus criticava duramente o sistema econômico vigente em sua época, e nós? Como queremos organizar a economia e a nossa vida? Precisamos decidir a quem queremos servir. Quais as nossas alternativas e esperanças?”.

Os participantes responderam. A fila do povo se formou e não faltou voz para dizer em alto e bom som, a quem a Região Episcopal Brasilândia está a serviço. Surgiram também propostas concretas de ação local, em busca de uma economia mais justa, como a implantação de uma horta solidária, a efetivação da coleta seletiva, já realizada em alguns pontos da região, a articulação e o diálogo com as demais igrejas cristãs e um Mutirão para a Alfabetização dos adultos da região.

Para Rita, a Igreja Católica vive um momento de fechamento em si mesmo e destaca as CEBs e as Pastorais Sociais como um espaço de resistência à institucionalização da nossa fé. “Nós queremos ir à Igreja celebrar e ir para a vida e lá agir segundo a Palavra de Deus. Espaço privilegiado de misturar ação e oração, fé e vida, e é isso que a Campanha nos pede, para agir”, destacou.

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