sábado, 26 de junho de 2010

Trabalho e Responsabilidades Públicas em foco

por Juçara Terezinha e Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Lideranças das comunidades marcam presença nos debates sobre o mundo do trabalho e responsabilidades públicas promovidos na Região Brasilândia. Na noite de 18 de junho, na Igreja São José, setor Perus, aconteceu a 2ª oficina regional do Congresso de Leigos com o tema o Mundo do Trabalho. Mais de 50 pessoas participaram da atividade.

A oficina, motivada pela equipe regional da pastoral Operária e coordenada pelos padres Jaime Izidoro de Sena e José Domingos Bragheto, contou com ajuda do sindicalista Waldemar Rossi, que fez uma memória trazendo presente às lutas da classe trabalhadora, conquistas, bem como a importância do papel da Igreja católica na organização e formação dos trabalhadores.

Durante o momento do Julgar, os participantes, iluminados pela palavra de Deus, destacaram a importância da atuação dos batizados no mundo do trabalho em defesa dos direitos conquistados historicamente. Houve a constatação de que as ideias cristãs são combatidas ou deixadas de lado no ambiente de trabalho, as pessoas são desrespeitadas, há muito individualismo e competitividade entre as religiões. Além disso, os meios de comunicação não ajudam a criar uma consciência de união.

Como compromisso para Agir, a plenária defendeu a criação de grupos de debate sobre a fé cristã no ambiente de trabalho e uma maior clareza do que é ser cristão. Os exemplos de vida podem ser maneiras eficazes de evangelização, por meio do acolhimento do maior número possível de testemunhos de fé e perseverança.

Realizada na manhã de sábado, 19 de junho, a oficina temática sobre Responsabilidades públicas atraiu 40 pessoas, de seis setores pastorais, ao salão da igreja Santo Antônio, setor Nova Esperança. A animação foi da equipe regional de Fé Política, sob a coordenação dos padres Daniel Francis e Jaime Izidoro de Sena.

Padre Daniel alertou sobre o papel dos batizados com as responsabilidades públicas e destacou que o Brasil tem uma boa legislação, que em muitos casos não é cumprida pelo poder público, mas a sociedade pouco se mobiliza para reagir, demonstrando a falta de coletividade para resolver os problemas.

Durante as etapas de reflexões entre os presentes, houve menção à pouca participação das comunidades católicas nas lutas pelos direitos coletivos. Questões como situação das crianças e adolescentes, dos jovens, das mulheres, do meio ambiente e da violência foram as mais apontadas, assim como a falta de creches, escolas, áreas de lazer, núcleos profissionalizantes e a ausência de profissionais de saúde em postos e hospitais.

Os participantes observaram que a falta de ações conjuntas tem enfraquecido as lutas, desmobilizado a sociedade e despolitizado às lideranças. Para modificar essa realidade, foram apresentadas propostas como a criação de comissões de trabalho em âmbito paroquial, regional e arquidiocesano, organização de associações de bairro em parceria com a Igreja, realização de abaixo-assinados para novos projetos de lei, momentos para partilhar de soluções e problemas com os grupos de ruas e comunidades.

Os debates realizados nas duas oficinas estão registrados nas atas das atividades que já estão em posse da Cúria Regional. Em cada um dos eventos também foram escolhidos 10 delegados que participaram de oficinas similares em âmbito arquidiocesano.

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