sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Brasilândia despede-se de padre Comaru e de dona Aurélia

Por Renata Moraes, pela Pascom Brasilândia
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No fim de dezembro e no começo de janeiro, duas mortes entristeceram os fiéis e padres da Região Episcopal Brasilândia: no dia 28 do mês passado faleceu dona Aurélia Mora, coordenadora regional da Pastoral da Saúde; e no último dia 4 o padre Comaru, que atuou em diversas paróquias de São Paulo.
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Padre João Belisário Comaru de Araújo, tinha 92 anos, e havia completado 66 anos de sacerdócio, em novembro de 2013. A missa de corpo presente aconteceu no domingo, 5, na Paróquia Santa Isabel e Santa Luzia, no Jardim Primavera, onde o presbítero trabalhou por muito tempo. A celebração foi presidida por dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC).
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Estiveram presentes os familiares, leigos e padres que atuam na Região e também as irmãs da Casa São Paulo, local onde o padre residia. Na homilia, dom Angélico ressaltou que Deus se manifesta a todos, sem excluir ninguém, e relembrou que padre Comaru, em seu sacerdócio, “se comprometeu com as pessoas, sobretudo com aquelas que sofrem".
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O Bispo se referiu ao padre falecido com carinho. “Padre Comaru foi um homem, um discípulo de Jesus, que amou as pessoas, se comprometeu, sobretudo, com aquelas que sofrem. Ele via nas pessoas antes de tudo gente, um homem e uma mulher que deve ser respeitado e ser amado. Esse foi o grande testemunho de um homem que acreditou em um Deus que é Pai, e que, portanto, faz com que toda humanidade seja fraterna", e encerrou, emocionado, ressaltando o grande amor que padre Comaru tinha com a Igreja. “Sempre animado, sempre iluminado pela luz do Evangelho, pela alegria do Evangelho, viveu intensamente a fé e a esperança do amor. E amou a Igreja, Igreja que somos todos nós, querendo uma Igreja comprometida com os pobres”.
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O jovem Rafael Valmoleda, que conviveu por alguns anos com o sacerdote na Paróquia Santa Rita, no Morro Grande, lembrou: “Sua passagem na minha vida, foi marcante, com o passar dos tempos fui percebendo que estava diante de um sábio, mestre, um servo de Deus que não se cansava e falar, viver e testemunhar Deus”.
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Padre Comaru foi sepultado no cemitério Gethsêmani Anhanguera. A missa de 7º dia foi celebrada no sábado, 11, também na Paróquia Santa Isabel e Santa Luzia.
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Dona Aurélia, referência na Pastoral da Saúde
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A Pastoral da Saúde da Região Brasilândia se despediu de sua coordenadora Aurelina da Silva Mora, conhecida como dona Aurélia, que faleceu vítima de infarto, no dia 28. Por mais de 20 anos, ela dedicou-se aos doentes, na coordenação desta pastoral e também trabalhou, desde o início da fundação, na Paróquia São Judas Tadeu, na Vila Miriam, sendo catequista por mais de 50 anos.
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A missa de 7º Dia, presidida pelo padre Jaime Izidoro de Sena, foi celebrada em 3 de janeiro, naquela paróquia, e contou com a presença dos familiares, amigos e agentes da Pastoral da Saúde. Na homilia, padre Jaime destacou o grande amor de Aurélia com os enfermos e com a Igreja. “Dona Aurélia testemunhou e viveu bem a sua fé, era sempre muito preocupada com as questões da saúde, muito amada e respeitada em nossa paróquia, pelo seu trabalho na Catequese e sua representação na Região Brasilândia”.
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Em entrevista à Pascom Brasilândia, o padre Edson Jorge Feltrin, coordenador da pastoral da Saúde na Arquidiocese também manifestou seu pesar.  “Aurélia marcou muito a todos nós, sobretudo pelo seu amor a Igreja, a sua família, aos doentes e a sua comunidade, São Judas Tadeu. Sua participação sempre foi marcada pela alegria e disponibilidade”.
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“Sempre fica um pouco de perfume na mão de quem oferece flores, e nossa mãe oferecia flores”, disse Anizabel Mora, uma das filhas de dona Aurélia, resumindo, emocionada, o legado de sua mãe.
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Ao final da celebração, a equipe de liturgia homenageou dona Aurélia. Ela tinha 80 anos, era viúva. Teve oito filhos (um já falecido), nove netos e sete bisnetos.

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