sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Padres abordam o problema do lixo

O projeto de instalar um novo aterro sanitário em Perus foi tema de reflexão do encontro dos padres da Região Episcopal Brasilândia, que aconteceu no último dia 16 na Igreja Nossa Senhora da Expectação, Freguesia do Ó. As reflexões foram conduzidas pelo secretário da Defensoria das Águas, Leonardo Aguiar Morelli.

Segundo Leonardo Morelli, é possível reciclar 96% de todo o lixo produzido. No Brasil 65% do lixo é orgânico, podendo ser reutilizado pela própria natureza, e 35% é reciclável. Em resumo, apenas 4% de todos os resíduos produzidos não podem ser reaproveitados, embora ainda sirvam para recuperação energética.

Essa constatação indica a falta de políticas públicas para uma gestão sustentável do lixo. Os aterros sanitários, nome “técnico” dos lixões, são inviáveis e só geram desperdício de verba, agressão à natureza e má qualidade de vida. No aterro Bandeirante, em Perus, há vazamento de chumbo, uma substância cancerígena.

Segundo Morelli, a prefeitura procura desesperadamente dois locais para instalar novos lixões: tentou na Zona Leste, tem tentado ampliar o aterro Bandeirante e pode fazer outras investidas na Serra da Cantareira. Atualmente, apenas 1% do lixo produzido na cidade é reciclado.

Para o secretário da Defensoria das Águas, se cada distrito da cidade possuísse uma usina de compostagem e existisse um programa de coleta seletiva e separação de lixo, seria possível solucionar 65% do problema, e esse percentual seria ainda maior se as organizações sociais fizessem parte desse projeto de reciclagem. Das 16 mil toneladas geradas por dia, apenas 1.600 iriam para o aterro.

Um dos encaminhamentos definidos no encontro é a realização de um seminário sobre o lixo, com a participação de especialistas, representantes do poder público e organizações sociais. Entre as propostas está englobar o assunto na Campanha da Fraternidade de 2009, que terá como tema a Segurança Pública.

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