quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Brasilândia já discute CF sobre Saúde Pública

Por Karla Maria, em reportagem publicada no jornal O São Paulo
Foto: Serginho Silva, postada no Facebook
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"O atendimento no SUS [Sistema Único de Saúde] é muito precário", dizia Neusa Lopes, 41 anos. "O SUS é importante para todos nós", apontava Marisa Nascimento, 79 anos. Ambas pertencem à mesma comunidade, a São Pedro Apóstolo, no Jardim Cidade Pirituba, e estiveram presentes na formação sobre a Campanha da Fraternidade (CF) que trata do tema: "Fraternidade e Saúde Pública", e lema "Que a saúde se difunda pela terra".
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A formação aconteceu nos dias 8, 9 e 10, respectivamente, nas paróquias Santos Apóstolos, Nossa Senhora da Expectação (foto) e Cristo Libertador, possibilitando que cerca de 400 pessoas tivessem acesso a um tema, por vezes restrito às cátedras de saúde, ou aos bancos do legislativo.
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Para o coordenador regional da CF, padre Reinaldo Torres, o tema deste ano destaca a responsabilidade de cada um, em buscar atendimento de saúde com qualidade. "Que a gente não jogue a responsabilidade para o outro, mas que a gente se irmane em defesa de um SUS melhor".
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Mas como se vê, as opiniões divergem sobre o mesmo sistema de saúde. Neusa possui convênio médico e usa os serviços do SUS, em sua maioria, apenas para emergências. "Um conhecido meu esperou muito tempo para ser atendido, passou horas na fila. Ouço falar que não tem médico, e que a limpeza não é boa".
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Já dona Marisa utiliza exclusivamente os serviços do SUS. Conhece os agentes de saúde e a médica que a visita semanalmente. "Eu e toda a minha família usamos só o SUS, não temos alternativa e eles trabalham muito bem, cada rua recebe visita do médico e dos agentes. A doutora Soraia vem em casa. Gosto do SUS", disse dona Marisa, na noite de sexta-feira, 10, após assessoria da Pastoral da Saúde.
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"O SUS é sim o melhor plano de saúde e esse ano vamos cuidar mais de perto daquilo que é nosso. Nós não podemos deixar morrer este sistema [SUS], nós, Igreja, somos responsáveis por essa conquista constitucional", disse padre Edson Jorge Feltrin, coordenador da Pastoral da Saúde, na região.
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Ao longo da noite, padre Jorge resgatou o histórico de mobilizações da região na luta pelo SUS e depois pela conquista de suas melhorias. Apontou a conquista, durante a gestão da então prefeita Marta Suplicy (PT), de um mamógrafo para a UBS União de Vila de Taipas.
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Padre Edson Jorge defende a participação ativa dos cristãos, agentes das comunidades, nos conselhos gestores e municipais, como meio de fiscalizar os serviços e orçamentos aplicados. Para isso, a região episcopal aprovou em assembleia a criação de "escolas do SUS", com o objetivo de educar, formar cidadãos sobre a missão do SUS, direito constitucional de todo brasileiro. As reuniões preparatórias dessa "escola" acontecerão dia 18 de abril na Cúria da Região Brasilândia (rua Rodrigues Blandy, 55, Itaberaba). Outras informações 3924-0020.
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A abertura da CF na Brasilândia será dia 26, às 14h na Paróquia Nossa Senhora das Dores, na Avenida Elísio Teixeira Leite, 7.400, Taipas, depois acontece uma caminhada com ato em frente ao Hospital de Taipas. A caminhada seguirá em direção à Paróquia Cristo Libertador, na Travessa Leonardo Gandará, 123, na Cohab de Taipas.

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