quarta-feira, 9 de maio de 2012

Encontro trata de Vaticano 2° e Dia Mundial das Comunicações

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia
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Cerca de 200 pessoas de todo o Estado de São Paulo participaram no sábado, 5 de maio, de uma mesa de debates na Paulinas Editora, na zona sul, sobre a comunicação no Concílio Ecumênico Vaticano 2° e a mensagem do papa Bento 16 para o 46° Dia Mundial das Comunicações Sociais - "Silêncio e Palavra: caminho de evangelização".
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O evento teve assessoria das irmãs paulinas Joana Puntel e Helena Corazza, além da presença de dom José Moreira de Melo, bispo de Itapeva (SP) e referencial da Pastoral da Comunicação no Regional Sul 1 da CNBB, e do cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo e presidente do Regional.
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O cardeal enfatizou que mesmo antes do Concílio a Igreja se preocupou com o uso dos meios de comunicação e lembrou que o Concílio foi convocado para proporcionar o incremento da fé católica, mas não foi dogmático, pois não pretendeu definir a fé, e sim eclesiológico, levando a Igreja a refletir sobre o que ela é, sua missão evangelizadora no mundo e como deve realizá-la.
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Para Joana Puntel, doutora em ciências da comunicação, o documento conciliar Inter Mirifica, o segundo aprovado no Concílio, alterou a maneira como a Igreja lida com a comunicação, pois reconheceu o direito à informação, valorizou a comunicação na prática pastoral e a formação do receptor, bem como a capacitação do clero para comunicar, além de sinalizar que o ato comunicativo não se restringe ao instrumental técnico, mas é um processo de racionalidade entre as pessoas.
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"É um documento atual nos princípios que coloca, mas precisa de avanços. Por exemplo, naquele tempo não existia internet, mas sob a luz do Inter Mirifica, hoje já existem documentos na Igreja sobre a internet, sobre a ética na internet", disse em entrevista.
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Irmã Joana também analisou a mensagem do Papa para o 46° Dia Mundial das Comunicações Sociais, destacando que silêncio e palavra são elementos essenciais e integrantes na ação comunicativa da Igreja e que devem estar em equilíbrio, pois cada pessoa "anuncia a partir de um silêncio interior, que não é um vazio, é um silêncio que alimenta os valores. Na prática da evangelização, você vai esteriorizar aquilo que tem dentro. Então, evangelizar não é reduzido a estratégias, ao planejamento, ao pragmatismo. Isso é importante, mas o caminho é manter o equilíbrio entre a Palavra e o Silêncio", apontou.
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"Os meios de comunicação podem colaborar muito na Evangelização sendo colocados como instrumentos para comunicar a mensagem da Igreja, para fazer com que chegue mais amplamente a um maior número de pessoas, ajude a formar cultura, a formar a opinião pública, a transmitir as convicções que vêm do Evangelho. Por outro lado, os meios de comunicação, imbuídos daquilo que são os princípios do Reino de Deus, poderão ajudar a construir um mundo mais justo, mais solidário, mais digno de Deus e da pessoa humana", afirmou dom Odilo, em entrevista coletiva.
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De acordo com dom José Moreira de Melo, bispo de Itapeva (SP) e referencial da Pastoral da Comunicação no Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Igreja está atenta para que leigos e padres estejam capacitados a comunicar na atual realidade midiática. "Esse preparo tem que ser de todos nós para saber qual o comportamento que devemos assumir e vivenciar naquilo que é positivo na evolução da técnica", comentou o bispo em entrevista.
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Irmã Helena Corazza apontou que a comunicação não pode se restringir às palavras, e que no ambiente religioso é também pautada pela acolhida, sendo importante cuidar das condições técnicas para que não ocorram ruídos durante o ato comunicativo. Para ela é necessário investir na formação nos agentes que comunicam a liturgia e que todo ser humano para vivenciar o pleno silêncio, deve silenciar a boca e também a mente.

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