quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Debate na Brasilândia reúne candidatos à Prefeitura

Por Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia

Com atuação em bairros de quatro subprefeituras da cidade (Casa Verde, Freguesia do Ó, Perus e Pirituba), o clero e os agentes de pastoral da Região Episcopal Brasilândia conhecem de perto as demandas dos 1,3 milhão de habitantes dessas localidades. Para apresentar tais demandas e ouvir as propostas dos candidatos a prefeito, a região promoveu no sábado, dia 11, um debate sobre as eleições municipais.

Ana Luiza de Figueiredo (PSTU), Carlos Giannasi (PSOL), Celso Russomano (PRB), Miguel Manso Perez (PPL) e Soninha Francine (PPS) acolheram o convite que a região fez aos 12 postulantes ao executivo paulistano e compareceram ao debate, além de Nádia Campeão, candidata a vice-prefeita na chapa de Fernando Haddad (PT).

Aproximadamente 300 pessoas foram ao evento realizado na Parada de Taipas, na zona noroeste da cidade, e expressaram reivindicações, que foram reforçadas pela apresentação das demandas regionais compiladas pela Pastoral Fé e Política, relativas às urgências nas áreas de saúde, moradia, meio ambiente, educação, segurança pública e transporte.

Junto a um grupo de 30 jovens, do coletivo Levante Popular da Juventude, Juliane Furno, 23 anos, participou de intervenções culturais e em entrevista sintetizou os anseios da juventude da periferia, quanto à falta de moradia, educação e lazer.  “Aqui tem pouco espaço para a juventude se expressar. Tem pouca praça, tem pouco espaço cultural, a gente acaba ficando na rua e sem muita perspectiva de construção de um futuro diferente”, comentou.

Também para dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo para a Região Brasilândia, o próximo prefeito deve dar mais atenção aos jovens.

“Na periferia da grande cidade existe um descaso à realidade da juventude. As escolas são de péssima qualidade, o serviço de promoção dos jovens não existe, a capacitação dos jovens para o mundo profissional é ineficiente, então, se nós queremos uma nação onde todos tenham direito à vida, é urgente uma atenção dos candidatos à realidade da juventude”, afirmou o bispo.

Durante o debate, dom Milton também pediu que o próximo prefeito discuta com as autoridades estaduais e federais um novo traçado para o Rodoanel, agilize a construção do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) – já há verba do governo federal para as obras, falta a liberação de um terreno na região, e tenha atenção à revisão da lei de zoneamento urbano.  

Na avaliação do bispo, com o debate, “a Região Episcopal Brasilândia presta um serviço à democracia”. Opinião similar expressou Nery da Silva Oliveira, da Pastoral Fé e Política. “Estamos a resgatar no povo a consciência da necessidade de participação, da necessidade de se mobilizar para defender seus interesses, buscar aquilo que é de nossa carência e que o poder público tem obrigação de nos oferecer, especificamente nos pontos de educação, saúde, segurança pública, transporte, moradia e meio ambiente”, afirmou em entrevista, complementando: “Esperamos que o próximo prefeito tenha um olhar mais dedicado à Brasilândia que está nos morros da periferia e, muitas vezes, é esquecida”.

Ao final do encontro, os candidatos assinaram uma carta-compromisso elaborada pela Pastoral Fé e Política da região, com 14 pontos de conduta que devem adotar se forem eleitos prefeitos. Outros coletivos regionais também puderam apresentar propostas por escrito aos pleiteantes ao executivo paulistano.

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