quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Pascombras capacita lideranças para a comunicação na liturgia

Daniel Gomes, pela Pascom Brasilândia
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A Paróquia Santos Apóstolos, no Jardim Maracanã, acolheu no sábado, dia 25, a segunda edição do curso regional de técnicas de comunicação litúrgica, articulado pela Pastoral da Comunicação (Pascom) e que contou com a participação de 40 agentes pastorais dos setores São José Operário, Freguesia do Ó, Cântaros e Nova Esperança.
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A atividade foi conduzida pelo padre Cilto José Rosembach, assessor regional da Pascom, que inicialmente enfatizou que na liturgia a comunicação de Deus é mais importante que os meios utilizados e o desempenho dos atores rituais, aqueles que conduzem as celebrações.
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Padre Cilto pontuou que a comunicação litúrgica, quando bem feita, favorece a manifestação do sagrado e indicou que é preciso que seja preparada previamente, a fim de que os agentes de liturgia procedam de forma correta, saibam sobre o que vão dizer e acreditem no que será proclamado. “É preciso passar credibilidade, eu acredito naquilo que proclamo”, disse o padre, destacando que a proclamação da Palavra não deve ser feita de qualquer jeito.
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O assessor também elencou algumas características da comunicação litúrgica como ser festiva (alegria no contexto da ressurreição de Jesus), trinitária, eucarística, pascal, eclesial e memorial; apresentou cinco desafios comunicativos: falar bem, ouvir bem, entender, processar o conteúdo e responder; e salientou que a comunicação está associada ao relacionamento das pessoas.  
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“A comunicação é a forma como as pessoas se relacionam entre si, dividindo e trocando experiências, ideias, sentimentos, informações, modificando mutuamente a sociedade onde estão inseridas. Sem a comunicação, cada um de nós seria um mundo isolado”, pontuou.
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Com base nas conceituações apresentadas, os participantes, em grupos, debateram os entraves da comunicação litúrgica nas paróquias onde atuam. Alguns relatos convergiram para problemas como a precária acolhida das pessoas, reuniões sem pauta de assuntos, formações com horários e formatos pouco atrativos para a juventude, equipamentos de som ineficientes, padres e lideranças das comunidades pouco receptivas a críticas, excesso de avisos ao final das celebrações e falta de escala de leitores. 
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O curso contemplou também apresentações sobre técnicas para o uso adequado de datashow e microfone, para que não causem ruído na comunicação litúrgica, ou seja, não tirem o foco da comunicação de Deus; e sobre a elaboração e estruturação dos avisos da comunidade (o ideal é que sejam passados, no máximo, quatro avisos ao final das missas, com redação objetiva). Houve ainda exercícios práticos para aprimorar a interpretação e respiração durante a proclamação de textos bíblicos.
 

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