quinta-feira, 14 de março de 2013

Brasilândia elege conselheiros do laicato regional

Por Rogério da Silva, teólogo com atuação na Brasilândia
(Edição: Daniel Gomes)
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Se juntarmos uma bela manhã de sábado com um belo lugar, onde pássaros cantam na sombra de belíssimas árvores, o que podemos ter? Leigos e leigas se organizando para dialogar com a igreja. Foi o que aconteceu no sábado, dia 9, no Convento das Irmãs Filipinas na Freguesia do Ó, onde o laicato da Região Brasilândia se reuniu para realizar uma assembleia, na qual foram escolhidos os nomes dos conselheiros e conselheiras, que ficarão provisoriamente até novembro de 2013.
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Tudo foi muito bem preparado, cada um fez a sua parte: Deus preparou o dia, a equipe de articulação o encontro, desde a chegada com a equipe de acolhida muito sorridente, feliz e atenciosa. Após o cadastro na recepção, cada participante recebeu um pequeno papel e éramos orientados a escrever o nome e colocar na colcha de retalhos no centro do salão. Nela já estavam um crucifixo e vários documentos da Igreja.
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A colcha com seus retalhos junto com um texto era parte da dimânica preparada pela equipe de articulação. Estavam pessoas de toda parte da Região Brasilândia, de várias pastorais, idades e pontos de vista, várias cores e formas que juntos formam um mosaico que expressa a beleza da diversidade na unidade.
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Antes de iniciar os trabalhos de eleição, Edson Silva, presidente do CLASP, refletiu sobre o que é ser leigo, sua representatividade e importância de se organizar um conselho na região. Começando com um panorama histórico do laicato na cidade de São Paulo, ressaltou a importância da ação católica como ação direta dos leigos e das leigas e as consequências sofridas, como a perseguição pelo governo militar da década de 1960. Com a perseguição, a ação católica começa a ter um movimento intra ecclésial, que culmina com a sua extinção.
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Na década de 1970, voltou-se a falar do laicato já na forma de conselho, porém em âmbito nacional e somente na década de 1980, se começa uma caminhada regional pensando a realidade da igreja local.
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Edson refletiu também sobre o carisma principal do laicato, que é estar ligado à sua realidade pastoral na Igreja local e tratou da importância das três principais funções do conselho: articulação, organização e representação.
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Dom Milton Kenan Júnior, bispo regional, também esteve presente e refletiu que a Igreja passa por um momento muito especial com a preparação do ano do laicato, lembrou a encíclica de Paulo 6 Eclesiam Suam, que fala do diálogo e ressaltou que precisamos dialogar ainda mais do que dialogamos hoje e que dialogar tem como princípio falar e escutar e que devemos retornar a falar de comunhão e participação.
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Foram duas belas reflexões que nos balizaram para o passo seguinte, que foi a eleição dos oito conselheiros e conselheiras. Em conjunto foi decidido que os membros da equipe de articulação deveriam assumir as funções do conselho, já que há um ano vinham organizando e preparando a assembleia. 
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Juntaram-se a eles ainda mais dois nomes tirados dos participantes da assembleia, ficando o conselho de leigos da região Brasilândia constituído por: Dilson, Idalina, Cardoso, Cida, Marlene, Conceição, José e Lúcia, oito bravos guerreiros e guerreiras, que têm a função junto com os leigos da região Brasilândia de estabelecer a articulação, organização, representação e o diálogo, pois não somos meros objetos nem apenas plateia, mas “somos gente nova, vivendo a união, somos povo semente de nova nação, somos gente nova vivendo o amor, somos comunidade, povo do Senhor”.

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