quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

'Fraternidade e Tráfico Humano' é tema de formação

Por Renata Moraes, pela Pascom Brasilândia
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Em 15  de fevereiro, agentes de pastoral se reuniram na Paróquia Santos Apóstolos, no Jardim Maracanã, para refletir sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2014: “Fraternidade e Tráfico Humano”, e o lema “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).  
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A equipe regional da CF-2014 propôs a contextualização do tema de acordo com o objetivo geral da CNBB: “identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando cristãos e pessoas de boa vontade para erradicar este mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”.
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Na abertura do encontro, o padre Reinaldo Torres, assessor da CF-2014 na Região, alertou sobre a importância do tema. “Infelizmente, muita gente em nossas comunidades pensa que o tráfico humano é coisa de novela, mas não é. O tráfico humano está presente em nossas comunidades e, muitas vezes, não temos uma resposta de amor e compaixão para nos colocarmos ao lado das pessoas traficadas. Nós temos que construir juntos um processo que lhes devolva a dignidade e a liberdade de filhos de Deus”.
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A formação foi divida em quatro pontos: “A fundamentação Bíblica”, assessorado por Antônio Claro Leite, advogado e professor; “O Tráfico Humano”, por Heidi Ann Cerneka, da Pastoral Carcerária Nacional; “Tráfico de Órgãos”, com a Irmã Antonieta Abreu, da Rede Nacional Um grito pela vida; e “A Exploração de Crianças e Adolescentes”, assessorado por Sueli Camargo, da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo.
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Baseado no texto de Gálatas 5,1 - “É para a liberdade que Cristo nos libertou", o assessor Antônio refletiu sobre os aspectos bíblicos. “É preciso que usemos de misericórdia e compaixão para resgatar a dignidade da pessoa traficada”.
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Sobre o tráfico humano, a assessora Heidi mencionou depoimentos de pessoas que foram presas por terem sido enganadas pelos aliciadores. “A vulnerabilidade, a carência humana e o desejo de melhorar suas condições de vida são um dos motivos que levam as pessoas a caírem nas armadilhas dos aliciadores e traficantes de pessoas”.a
 
Já a Irmã Antonieta, que atua contra o tráfico de pessoas, discorreu sobre a realidade do tráfico de órgãos no Brasil. “O tráfico de órgãos ainda é desconhecido, mas muito presente em nossa realidade, principalmente em casos de crianças desaparecidas. O papel da Igreja e da sociedade é informar, advertir e prevenir”.
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Para Sueli Camargo, “a exploração sexual e o trabalho escravo são um dos maiores índices que atingem as crianças e adolescentes, pois eles estão entre as vítimas mais vulneráveis”.
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Dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, também esteve presente e expressou a importância de debater o tema na Região, que também sofre com o tráfico humano. O encontro foi finalizado com a Oração da CF-2014.

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