quinta-feira, 23 de maio de 2013

Brasilândia despede-se de padre Neno

Por Daniel Gomes (publicado no O SÃO PAULO – com modificações)
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“Hoje a nossa Igreja se empobrece, a gente pode imaginar o vazio que a ausência do padre Neno deixa entre nós. Ele dava a sua vida para seu povo, se enchia de entusiasmo não só para anunciar a Palavra de Deus, para celebrar os sacramentos, mas fazia suas as causas do povo a quem ele servia”, expressou, na manhã da segunda-feira, dia 20, dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, na celebração de exéquias do padre Carlos Augusto da Costa (Neno), que, aos 60 anos, morreu no domingo, 19.
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Após presidir missa na Comunidade Santo Antônio de Taipas, vinculada à Paróquia São Luís Maria Grignion de Montfort, onde era pároco desde fevereiro de 2009, o padre enfartou fatalmente. Durante a noite do domingo e a manhã da segunda-feira, centenas fiéis foram ao velório na quadra da Associação dos Amigos da Parada de Taipas, próxima à comunidade.
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Além da missa presidida por dom Milton, da qual participaram familiares, amigos, padres e autoridades legislativas – José Américo, vereador que preside a Câmara Municipal; Simão Pedro e Carlos Neder, deputados estaduais; e Carlos Zaratini e Paulo Teixeira, deputados federais - outra, conduzida por dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC), foi realizada no começo da tarde da segunda-feira, antes do translado do corpo para o crematório da Vila Alpina, na zona leste da cidade.
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Dom Milton apontou que o padre deixou exemplo de seguimento a Cristo e, tal como o Bom Pastor, não viveu para si, mas para suas ovelhas. Recordou, ainda, a atuação do padre em mobilizações regionais como a busca da revisão do traçado do Rodoanel Norte, a instalação de uma universidade pública na periferia noroeste e a animação dos jovens para a Semana Missionária e à Jornada Mundial da Juventude.
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“Nestes dias, pudemos ver a alegria dele, o entusiasmo, com a Jornada Mundial da Juventude. Ainda ontem ele dizia, foram suas últimas palavras: ‘estou indo lá para a Sé, para participar da celebração da tarde, de Pentecostes, com os jovens crismandos. Não imaginava ele que Deus o chamava pra si e que naquele horário já estaria na casa do Pai”, comentou o Bispo.
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De acordo com Vitor Augusto, sobrinho do sacerdote, “ele não sabia fazer outra coisa que não fosse ser padre, celebrar a vida e ajudar as pessoas”, contou, em entrevista, sobre o tio nascido em Curaçá (BA), em setembro 1952, e que mesmo vivendo em São Paulo desde os 12 anos, não se esquecia das origens. “Sempre quis unir a família, sempre arrumava um almoço para ajuntar os irmãos, sobrinhos, e quando via que faltava alguém, ficava triste”.  
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Neco Silva, paroquiano da Paróquia Santa Terezinha, onde padre Neno foi pároco, lembrou que o sacerdote “era dinâmico e carismático, sempre animava as pastorais e estava com os jovens”. Para o padre Cilto José Rosembach, assessor da Pastoral da Comunicação na região, “a Igreja para o padre Neno foi uma grande mãe e nela ele ficou até o fim”, comentou.
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A missa de 7º dia do padre Neno será realizada no sábado, dia 25, às 19h30, na Comunidade Santo Antônio de Taipas (Estrada de Taipas, 4.070, Parada de Taipas). Outras informações em (11) 3941-1868.

Um comentário:

Laiza Correa disse...

Ele celebrou meu casamento em 2010. Estou muito triste! Vai deixar muitas saudades. Era um padre único, que realmente se doava pelo seu rebanho. Que ele esteja na graça do Pai, ele merece!
Laiza Correa
Santo Andre - SP

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